Archive for 2 de abril de 2010

COMPREENDENDO A AÇÃO DA HOMEOPATIA VETERINÁRIA

Homeopatia é uma palavra de origem grega que quer dizer doença semelhante. Criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann no século XVIII, a Homeopatia é uma especialidade médica e farmacêutica, reconhecida pelos Conselhos Federais de Medicina, Farmácia, Odontologia e Medicina Veterinária.
Para a Homeopatia, a doença aparece por conta de um desequilíbrio da energia vital, que é a responsável pelo funcionamento do nosso organismo. Essa energia mantém a vida atuando na preservação das funções e órgãos mais importantes em detrimento dos menos nobres, assim como sobre a totalidade anímica do ser. O restabelecimento do equilíbrio vital é o objetivo do tratamento homeopático.
Em Homeopatia tratam-se os doentes por meio de substâncias que, quando utilizadas em uma pessoa sadia, produzem sintomas semelhantes aos da doença a ser tratada. O medicamento escolhido é administrado em doses muito diluídas – doses infinitesimais – mas que tem energia suficiente para restabelecer a energia vital, devido a uma técnica chamada dinamização.
Pela dinamização, a energia terapêutica que estava latente na substância bruta é liberada, passando a agir na energia do paciente.A dinamização permite diminuir os efeitos tóxicos ou agressivos da substância original e aumentar seu potencial curativo. É por isso que a Homeopatia permite utilizar os princípios curativos de substâncias muito venenosas sem causar mal ao paciente.
O clínico homeopata não investiga somente os sintomas isolados. Ele procura tratar o paciente como uma unidade formada por corpo e mente (unidade psico-física), que sofre a influência do meio externo (social e ambiental). É daí que vem a afirmativa de que “a Homeopatia trata do doente e não da doença” – quer dizer, o indivíduo é mais importante do que a doença !
Enfermidade é o conjunto dos sinais e sintomas que indicam o desvio do estado de saúde normal, que permite o desenvolvimento do pleno potencial do indivíduo, incluindo os padrões de comportamento e todos os demais aspectos físicos e psíquicos. Por isso aprenda a observar TUDO no seu amigão. Para o homeopata, horários, circunstâncias climáticas e posições de agravação e melhoria, desejos e aversões alimentares, mudanças de ânimo, medos e atitudes em geral são IMPRESCINDÍVEIS para que o homeopata entenda a dinâmica do paciente e possa prescrever o melhor medicamento para ele. OBSERVE!
A ação do medicamento homeopático é imediata, mas o tempo empregado no processo de cura dependerá de quanta lesão esteja envolvida e da resposta individual ao medicamento. Nos organismos vivos há mais elementos envolvidos do que o simples agrupamento de células.
O tratamento homeopático não provoca efeitos colaterais, mas algumas vezes podem surgir sinais e/ou sintomas decorrentes da resposta ao medicamento. Nestes casos é importante comunicar ao veterinário homeopata. É por isso que se deve evitar medicar o seu companheiro sem o acompanhamento do especialista. Da mesma forma, nunca associe medicamentos alopáticos ou fitoterápicos ao tratamento homeopático sem antes consultar seu clínico, mesmo que seja uma “simples” pomadinha!
Animais em gestação ou lactação podem ser medicados com homeopatia desde que acompanhados por veterinário especialista.
Comunique ao veterinário qualquer mudança no estado físico ou anímico do seu amigão. Pode ser preciso alterar a prescrição inicial em função das novas informações. Não espere o dia marcado para a nova consulta. Ligue em caso de dúvida.
O medicamento homeopático é individualizado. O medicamento que curou o cão/gato ou piriquito da vizinha/parente pode não curar o seu e até fazer mal a ele.
Antes de começar a administrar o medicamento, confira o rótulo com a receita médica. Antes de usar, verifique a data de manipulação e a validade do medicamento. Só repita uma receita se o veterinário recomendar ou autorizar. A boa relação médico-cuidador é fundamental para o êxito do tratamento. Dê o medicamento preferencialmente longe das refeições. Se for dose única, dê em
jejum, ou antes de dormir.
Não guarde medicamentos homeopáticos em lugar com cheiros fortes. Reserve um local adequado somente para eles, mantendo-os protegidos da poeira, umidade, calor e luz. Evite também guardá-los perto de aparelhos que emitam radiações (eletroeletrônicos, celulares, etc.). Não use produtos canforados ou mentolados no animal ou no ambiente durante o tratamento pois estes produtos anulam o efeito medicamentoso.
O medicamento homeopático deve ser manipulado por profissionais farmacêuticos habilitados a fabricá-lo e também a prestar a você todos os esclarecimentos sobre seu medicamento. Por isso, só compre seu medicamento homeopático em farmácias de manipulação homeopática. Sempre que houver dúvidas com relação ao preparo e ao uso do medicamento, procure o farmacêutico. Mantenha o medicamento fora do alcance de crianças e animais.

VANTAGENS DO USO DA HOMEOPATIA EM VETERINÁRIA:

Não requer experimentação cruenta em animais
 

Não utiliza drogas de elaboração
industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes

 Pode prescindir de vacinas ou outros
meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas,
evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos

 Promove terapêuticamente e favorece
ideológicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos
terapêutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

Custo baixíssimo!

 

 

 

Trata surtos epidêmicos em populações tanto
de forma profilática quanto terapêutica.

 

 

 

Ao reequilibrar a energia vital do enfermo,
Atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas
físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os
sofrimentos, os medos, etc.

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Ainda a homeopatia ou O que será do fim?(a respeito do editorial do “The Lancet”)

Paulo Rosenbaum, médico, mestre e doutorando em Medicina Preventiva na FMUSP

A mais nova polêmica envolvendo a homeopatia ficou por conta da revista científica britânica The Lancet, Vol. 366, agosto de 2005. Nele se reproduz o estudo da Universidade de Berna, Suíça, que colocou em suspeição uma série de outros estudos que afirmavam a resolutividade clínica da homeopatia em determinadas patologias. A repercussão à distância de uma das publicações mais prestigiadas do mundo médico-científico recaiu de novo sobre a homeopatia com impacto igual ou superior à crítica da Nature em 1988 acerca dos mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos.

É claro que o texto é munição eterna para os que já estavam determinados apriorisiticamente a atacar a homeopatia e isto influencia desproporcionalmente o ambiente de seriedade e respeitabilidade que estamos a duras penas tentando conquistar. Sem a menor dúvida isto vai influenciar os órgãos fomentadores assim como municiará os opositores do projeto de PNMNTC- Política nacional de medicinas naturais e terapêuticas complementares, recentemente encaminhada ao Ministério da Saúde do Brasil.

Um outro aspecto é que agora pela qualidade da fonte de ataque será necessário mais do que inspiração para explicar porque os testes de eficácia usualmente falham. A pergunta é: será que pesquisas do tipo ensaio clínico com um desenho epidemiológico pré-formatado para mensurar resolutividade clínica de patologias podem aferir corretamente se a homeopatia é ou não eficaz. A cada vez que resultados de estudos como ensaios clínicos homeopáticos vêm à tona ficava-se dividido: que bom para a pesquisa, mas que sacrifícios complicados há que se fazer para ter tal aval. E por fim a inevitável pergunta: valeu mesmo a pena?

Pesquisas de coorte ou estudos populacionais seriam uma solução, talvez. Mas é provável que necessitem de tal verba para custeá-las que, sejamos sinceros, nenhum laboratório homeopático e até aqui nenhum Estado esteve disposto a bancá-las. As patogenesias – de relativo baixo custo — mostrariam que há possíveis reprodutibilidades, mas jamais poderiam avaliar a terapêutica. Resta-nos pesquisar em estudos maciços de QVS (qualidade de vida em saúde) que permite aferir individualmente o que um acompanhamento homeopático pode fazer no médio prazo. A Professora Titular do Instituto de Medicina Social da UERJ, Madel Luz, vem colocando que um modelo de pesquisa baseada no sujeito, nos moldes propostos pelas ciências humanas, e que implicasse num acompanhamento da trajetória deste, ainda estava por ser montado pelos homeopatas.

Destarte, a solução já está em processo de maturação: ao usar procedimentos interpretativo-compreensivos, típicos das ciências humanas (pois em geral as ciências naturais são naturalmente avessas as singularizações) tendo a linguagem como referencia fundamental para avaliar o conjunto humano, poder-se-á ajudar a validar o saber médico da homeopatia sem usar a referencia nosográfica como o norte absoluto de seu sucesso terapêutico. Além disso, segundo a hermenêutica a linguagem pode ser tematizada como um mundo de signos cujo modelo foi fornecido pelo sucesso científico das linguagens simbólicas que foram desenvolvidas pela matemática. Em nosso século o pensamento filosófico deu novos passos ao perceber que não é somente razão e pensamento que estão no centro da filosofia, mas a própria linguagem.

Ao mesmo tempo, precisamos descaracterizar que a homeopatia é apenas a prima pobre da biomedicina e que nosso problema resume-se em falta de verba para pesquisas. Esta nos faz muita falta. Mas sem um consenso mínimo e um criterioso estudo de quais são as prioridades receio que seríamos derrotados pela realidade. Outra coisa que precisamos urgentemente descaracterizar é a voracidade midiática por uma experiência crucial que provará ou condenará definitivamente um sistema de idéias. Trata-se de uma aberração, pois como Canguilhem fez notar experimentos cruciais só são reconhecidos como tais, décadas ou séculos adiante.

A homeopatia teria muito a ganhar se construísse alianças mais amplas com racionalidades e saberes pós-mecanicistas.

Mas antes de tudo, é necessário se antecipar na auto-critica.
O editorial do The Lancet decerto extrapolou, mas ele também pode ser dialeticamente visto como uma resposta aos que pregam uma estranha e contraditória hegemonia homeopática. Foi torpe e verdadeiramente afrontador o editor encomendar o “O Fim da Homeopatia”, mas, vamos apontar onde esta o torpe em nós mesmos: na crença fanática da homeopatia como ideologia médica. Esta é uma verdade com a qual temos que nos deparar agora ou mais tarde, ou tarde demais. Quando se afirma que a homeopatia tem consistência científica e precisão matemática e muitos aplaudem ou silenciosamente consentem, então alguém tem que provar isso. E segredo: garanto que não há quem possa.

A homeopatia deve se assumir como uma medicina em
processo de transição que busca um outro tipo de precisão, um outro tipo de resolutividade, um outro gênero de efetividade. Do contrário, terão eterna razão aquelas que cobram dela a precisão exigida nos moldes das ciências naturais. E, creiam, eles aparecerão periodicamente.

Deve-se traduzir tudo que o se produz pois faz parte do desencasulamento — num pais que têm hoje talvez o maior número de homeopatas no mundo — projetar suas respostas adiante das barreiras lingüísticas. Se isto não for feito por nós mesmos, nem pela homeopatia, que se faça pelos usuários. Pois de novo eles representam o lado mais frágil na perversa cadeia que se cria com as assimetrias na informação.

A história da humanidade — entendida como cultura ou civilização — pode ser também compreendida como a busca de consensos lógicos. Quando falamos em consensos, em outras palavras, queremos afinal já dizer da sua quase impossibilidade, vale dizer que a história das ciências é tanto longa como conturbada. Muitos pensamentos e projetos científicos, entre os quais muitas formas inteiras de ciência e filosofia feneceram porque – como explicou certa vez Max Planck – desapareceram seus defensores. Há ciências mais estabelecidas e sistemas em amadurecimento, há ciências duras e ciências do espírito. Epistemologias semi-acabadas e outras em construção. Há, portanto várias formas de consensos e inúmeras racionalidades. Esta é a raiz da diversidade de escolhas e de métodos.

Claro que houve, no entanto uma época que não havia espaço para a razão dialógica (a que brota ou emerge dos diálogos), pois a natureza pertencia aos monarcas e a razão era controlada pelo tino de concílios eclesiásticos. Época de grande perigo, tanto literal quanto visceral. Pensadores e cientistas pensando em sobreviver, prudentemente migravam, quando podiam, para longe das fogueiras. A ditadura exercida por quase 400 anos tinha o admirável poder de permitir ou inibir pensamentos e migrou de forma relativamente célere do santo ofício para um outro tipo de poder: as instituições do saber. O positivismo construiu então o superparadigma mais duradouro dali em diante: o das pesquisas empíricas com reprodutibilidade como suporte fundamental para qualquer tipo de teoria científica.

Chegamos ao nosso tempo assim. Mas as universidades prepararam uma surpresa e se tornaram interessantes abrigos também para a diversidade. Tornaram-se foco aberto, acolhendo racionalidades que não sendo hegemônicas, vem desafiando aquele monopólio metodológico em que a quantidade e a necessidade de reprodutibilidade universal governavam a cena. Por tudo isto, constato estranhos excessos no editorial do jornal científico The Lancet. O título de seu editorial encontrou o papel desprevenido por tamanha ousadia. A arrogância impetrada neutraliza supostos álibis, pois nele vaticina nada menos que “O fim da homeopatia”. Ora, sem dúvida é o fim, mas não sei exatamente se é da homeopatia.

Quando se determina o “fim” é necessário estar ciente das repercussões. A título de hipótese, o que significaria o fim da homeopatia? Uma dor de cabeça a menos para o cientificismo? Os problemas gerados pela dúvida insolúvel do efeito placebo versus efetivo processo farmacêutico do verum? Acabaria com as disputas em torneios terapêuticos? Amenizaria as dificuldades para validação de fármacos? Atenuaria o sofrimento de pacientes, pessoas que sofrem? Elucidaria de alguma forma o problema da necessidade de atendimentos personalizados, centrados nas pessoas? Determinaria por fim uma nova era onde a autocrítica predominaria sobre convicções? Protegeria enfim enfermos de uma terapêutica que apesar da tradição e dos aportes trazidos como enriquecimento para a arte médica é acusada de perigosamente inócua?

O que quer a sociedade afinal? Acreditamos que ela quer ser ouvida. Isto porque tínhamos a verdadeira esperança que estávamos no fim da era em que uns são mais iguais que outros. Cogitávamos que afirmações concludentes em contextos de “certezas absolutas” estavam sendo substituídas pela prudência do “não sabemos”. Pode ser, admito, que idealizamos nosso tempo e a realidade está aí para nos confrontar. Mas tudo que vejo em pessoas de carne e osso me remete a indícios otimistas. Apagados. Esmaecidos. Toscos. Mas ainda assim otimistas.

Pois afinal o que a sociedade quer é que a ciência e a medicina lhes dêem cura e suporte, apoio e explicações, tecnologias e sentidos. Enfim as pessoas querem poder viver em estados pelo menos próximos aos da felicidade como arriscava, em tom ao mesmo tempo risonho e maroto, o geógrafo Milton dos Santos. As pessoas desejam que alguém as ouça que alguém se importe com o que narram, que alguém lhes anote o discurso. As pessoas desejam que os médicos com apoio de cientistas lhes dêem mais do que uma só perspectiva. Os que são enfermos não desejam ser enganados assim como não desejam a verdade nua e crua sob a forma de diagnósticos que lhes tiram tanto o ânimo como a vida. Os doentes, especialmente os crônicos, querem afinal uma solução. Mas, é preciso que se diga, nem sempre a temos. Destarte, se não temos a solução temos outro tipo de trunfo, que cedo ou tarde será descoberto como patrimonial: oferecemos a disposição para cuidar e paciência quase sobre-humana para persistir.

Eu reitero o excesso do editor daquele periódico de não fazer juz, por exemplo à Hufeland (quiçá nem a história do próprio The Lancet que na sua primeira edição em 1823, publicou um estudo sobre acupuntura feito pelo médico John Elliotson), médico e fundador do jornalismo médico que numa época de confusões em medicina não menos graves das que hoje vivemos, publicou sujeitos como Samuel Hahnemann e Emmanuel Kant, sendo o primeiro em início de carreira e ainda aplaudindo a perspectiva ao novo que ali se abria. Eu acuso o editor de fazer o jogo da mesmice e não ter arriscado benevolamente sua reputação ao ter colocado a premio a respeitabilidade de uma ciência que é arte. Arte que está bem acompanhada por toda a boa clínica seja ela alopática, homeopática ou de qualquer outro matiz, desde que feita com consciência e cautela.

O jogo do editor britânico apontou precocemente para o meio de campo sem que nenhum gol tivesse sido consignado à sua equipe. Seu juízo foi enganado pela sua fome, e isto, como se sabe, é solo fatal para o conhecimento. Digo isso pois se ao menos arriscasse seu cargo teria ficado afinal com sua dignidade e assim poderia ter dito que a partida mal começou e que o fim, de tão longínquo, não era acessível ou palpável, mas – para acalmar ânimos — que a ciência é assim mesmo. Que o provem entre outros Charles Darwin, Sigmund Freud, Albert Einstein, Judah Folkmann ou Jacques Benveniste.

Fica a sensação de que este editor procedeu a uma manipulação da opinião pública científica, pois ao dar aval e conceder estatuto de experiência crucial (aquela que em geral prova ou refuta definitivamente uma tese ou teoria) a uma pesquisa sofrível e incompleta colocou sob insuspeita insuficiência seus próprios critérios de escolha e de avaliação de artigos.

Eu acuso o editor da The Lancet e todos os comensais que se jactaram de um banquete ainda não servido, de desejarem ser uma espécie de Orson Wells da mídia científica ao encomendar o fim da homeopatia. No entanto a afônica destemperança denotou falta de talento. O alívio, vale dizer, a redução de dano, é que o público para o qual se dirige pode ser acusado de muitas coisas menos de acrítico, e, portanto, ao fim e ao cabo creio que não festejariam de antemão a vitória sem o ônus de uma prova completa. Ao se darem conta que a pesquisa era apenas uma revisão manipulada de metanálises os bem pensantes da ciência, mesmo os que não suportam a homeopatia, cogitarão duas vezes em citá-la como fonte. Malgrado isto não significa que foi mal divulgada. Pelo contrário: os interesses ignotos dos formatadores da opinião alheia não podem ser jamais subestimados.

Mas olhemos também para o outro lado. Desloco-me para onde a acusação poderia ser sublimada. Agradeço assim ao staff científico do referido periódico por ter mostrado para nós homeopatas que a necessidade de união deveria superar definitivamente quaisquer rusgas teóricas, doutrinárias ou mesmo práticas que tenhamos. Por último por ter indiretamente evidenciado que há publicações que apresentam ou uma independência apenas vigiada ou uma espécie de auditor interno que redige conclusões e editoriais.

Mais um último motivo para que o dossiê Lancet seja reconhecido pelos serviços prestados está na indicação, involuntária, do tipo de caminho que deve trilhar a pesquisa homeopática se quer, efetivamente, chegar a algum lugar. Agora, como vimos, afirmar uma precisão não possuída, aspirar um controle que tenha uma correspondência no coeficiente empírico favorável para derrotar patologias pontuais é um enfoque risível. É pisar firme, vale dizer, marchar incauto e sem mapa em campo minado. Sabemos das complexidades epistemicas da homeopatia e de sua vulnerabilidade crônica frente às cobranças por validação empírica. Por isso mesmo homeopatas não podem mesmo persistir em afirmar resolutividade matemática de patologias assim como as pesquisas da biomedicina (para entender de suas vulnerabilidades aliás recomendo que se consulte a excelente e corajosa crítica do médico Jerry Avorn “FDA Standards — Good Enough for Government Work?” publicada no Volume 353:969-972, September 8, 2005, no Number 10, New England Journal of Medicine) não podem exigir que se faça isso em um modelo que é essencialmente centrado no sujeito e não só na patologia. Se houvesse a mínima isonomia jornalística na mídia científica, todos os sistemas científicos estariam então condenados. A pesquisa científica é, por princípio, teste de hipóteses, com erros e acertos, na busca do novo, em benefício da maioria.

Eu acuso por fim a nós mesmos, pesquisadores e médicos como sujeitos de nossa própria inércia. Reclamo de nossa paralisia e do brutal desengajamento frente ao nada sábio estoicismo com que suportamos a truculência e a brutalidade das desconstruções. Se há alguém isento da acusação são pessoas que, como alguns colegas recém afirmaram, jamais lerão o editorial do The Lancet, nem verão o programa Fantástico, nem ouvirão o Jornal Nacional, BBC ou CNN, nem lerão O Globo, New York Times ou Clarin não receberão informes da Agencia Estado ou Reuters, nem folhearão a revista Veja, ou Newsweek, não ouvirão as Rádios, não observarão os Blogs da Internet. São pessoas que não acusaram o recebimento de nenhuma informação: pacientes reais, seres que sofrem. Deles, não só nada pode ser cobrado, como, acredito, devemos as nossas mais sinceras desculpas.


Dia da Homeopatia

 
Prof. Dr. Claudio Martins Real
        A homeopatia é fundamentada no princípio dos semelhantes, que significa que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia é capaz de curar tais sintomas numa pessoa doente. Foi com este princípio que Samuel Hahnemann criou a homeopatia há mais de 200 anos, apoiando-se na observação experimental. Foi ele o responsável pela criação desse ramo da medicina. E com base na teoria de Hahnemann, o Professor, Médico Veterinário, Doutor em Homeopatia Veterinária, Claudio Martins Real criou a Homeopatia Populacional, uma inovação tecnológica criada por ele no Brasil sem precedentes na Homeopatia Mundial, fruto de mais de 40 anos de atividade profissional e de estudos.

       Nascido no Rio Grande do Sul, o Prof. Dr. Claudio, herdou de seu pai o costume de lançar mão de medicamentos homeopáticos para solucionar problemas de saúde. Com o passar dos anos dedicou-se a pesquisar e procurar maneiras de utilizar à terapêutica nos animais, porém de maneira que pudesse tratá-los coletivamente, como se fossem apenas um indivíduo. Veja a entrevista.

       1. A homeopatia populacional trata quais tipos de doenças bovinas?
       CMR – Por ser uma terapêutica que se baseia na cura do semelhante pelo semelhante, em princípio, posso afirmar que a homeopatia populacional tem possibilidade de tratar qualquer tipo de doença. Sendo que o tratamento homeopático requer dependendo da gravidade da doença do animal, repetição de doses duas ou mais vezes ao dia para que o resultado seja alcançado com êxito. Indigestão ruminal, diarréia, problemas de fertilidade, retenção de placenta, mastites, controle de parasitas são algumas das muitas situações que podem ser tratadas com a terapêutica.

          2. Cite as vantagens de se tratar animais com produtos naturais
       CMR – As vantagens são inúmeras. Primeiro o baixo custo, comparando ao tratamento alopático. É produto atóxico não prejudicando a saúde do animal e não colocando em risco a saúde de quem lida com o rebanho. É fornecido no cocho, outra grande vantagem, pois o animal evita o estresse. E falando no sentido econômico, posso afirmar que não há período de carência para o abate do animal, no gado leiteiro quando tratamos a mastite também não há período de carência, o que é gratificante ao produtor, pois quando se usa antibiótico o descarte de leite é muito grande.

          3. Como é hoje, no dia da homeopatia, observar o crescimento da Real H, que a cada dia que passa se torna referência em nosso país?
       CMR – É uma grande satisfação, pois a homeopatia eu trago de berço. E hoje a Real H realmente vem crescendo. Estamos pelo Brasil a fora e agora no Paraguai. Tudo isso é fruto de muito estudo e dedicação. O nosso compromisso é com o nosso cliente, procuramos atendê-los da melhor forma, por isso o grande segredo do nosso sucesso é esforço, dedicação e nunca parar de pesquisar. Estamos buscando o aperfeiçoamento constantemente. Vários experimentos já estão sendo realizados em peixes, aves e muitos outros animais e os resultados são excelentes, mas antes de lançarmos no mercado temos que testar várias vezes para trazer ótimos resultados aos nossos clientes assim como os demais produtos da Real H vem trazendo.

          4. O que o senhor pode dizer sobre o futuro da homeopatia?
       CMR – Posso afirmar que a homeopatia só tende a expandir cada dia mais. O pecuarista está buscando a qualidade de vida e isso a terapêutica oferece ao produtor, pois, não é prejudicial à saúde. E no dia da homeopatia, posso afirmar que vou continuar estudando Veterinária e Homeopatia e a Real H vai continuar enfrentando todos os desafios, problemas e demandas que vierem do campo

Os grilhões da homeopatia

Tenho ouvido louvores à Suprema Corte do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, por ter sentenciado a duras penas de prisão um casal de homeopatas cuja filha morreu devido a complicações de um eczema. Como eles se obstinaram quase até o fim num tratamento que não funcionava, e a menina, de apenas nove meses, pereceu em agonia, foram acusados de homicídio culposo, por negligência. “I respectfully disagree”. Não vejo muito propósito na condenação, e não porque defenda a homeopatia. Ou melhor, num certo sentido até defendo, mas pelas razões que os homeopatas odeiam.

Acho, porém, que é melhor começar pelo começo. A história teve início em novembro de 2001, quando a pequena Gloria Sam, de Earlwood, então com quatro meses, apresentou os primeiros sinais de eczema, uma doença da pele que normalmente pode ser controlada com a aplicação de corticóides tópicos.

O problema é que o pai de Gloria, Thomas Sam, 42, não era um entusiasta da medicina tradicional. Ao contrário, ele não apenas era um ferrenho defensor da homeopatia como ainda a praticava e promovia através de palestras. (Embora Sam tenha formação superior, ele não é médico. Na Austrália, como na maior parte do mundo civilizado, qualquer um que queira proclamar-se homeopata e receitar pílulas sem princípio ativo é livre para fazê-lo). Encarregou-se ele próprio dos cuidados da filha.

Em fevereiro, a mãe da menina, Manju, 37, até chegou a levá-la a um pediatra de verdade de Sydney, que indicou um tratamento jamais seguido. Pouco depois, as duas viajaram à Índia, para visitar a família. Numa das várias crises da garota, aconselhada por seus pais, Manju procurou um hospital. Ali, os médicos disseram que o quadro era grave e recomendaram que a menina retornasse a cada dois dias para dar continuidade ao tratamento, mas elas nunca mais apareceram.

Em abril, Thomas juntou-se às duas na Índia. Tomaram parte num casamento na família e voltaram para Earlwood no final do mês. A menina só piorava. Chorava o tempo inteiro e perdia muito peso. No dia 5 de maio, decidiram finalmente levá-la a um hospital. Já era tarde. Ela desenvolvera um quadro de sepse agravada por desnutrição severa. O que de melhor os médicos puderam fazer por ela foi ministrar morfina para aliviar as dores. Ela morreu três dias depois.

Em junho deste ano, um júri da Suprema Corte de Nova Gales do Sul considerou Thomas e Manju culpados de homicídio. Duas semanas atrás, o ministro Peter Johnson sentenciou Thomas a uma pena máxima de oito anos de cadeia e Manju a cinco anos e quatro meses. “Cada um dos réus fracassou profundamente em suas obrigações para com a filha”, disse o magistrado. A arrogância do pai em sua preferência pela homeopatia e a deferência da mãe às vontades do marido causaram a morte da menina, concluiu Johnson.

Não discordo de que ambos pisaram na bola –e feio. Só não acho que era o caso de condená-los a sentenças tão longas. Se eles são seres humanos “normais” e nutriam genuínos sentimentos paternos por Gloria, sua morte já é punição de bom tamanho. Não conheço o direito australiano, mas, no Brasil, num caso como esse, o juiz poderia, nos termos do parágrafo 5º do artigo 121 (homicídio) do Código Penal, deixar de aplicar a pena por entender que as consequências da infração atingiram os agentes de forma tão grave que tornam a sanção desnecessária.

No fundo, a pergunta aqui é: para que serve a punição? Excluídos os discursos de fundo religioso, só sobram duas alternativas. Ela serve para que os próprios autores não voltem a delinquir e para que, pelo exemplo, outros membros da sociedade não os imitem. Os dois riscos me parecem baixos aqui. Depois da morte de Gloria, os Sam tiveram uma segunda criança, que também sofre de eczema. Ela está sendo tratada com homeopatia e medicina convencional. É claro que alguém poderia argumentar que os Sam devem servir de exemplo para que outros candidatos a pais relapsos não os imitem. Pode ser, mas acho essa posição um pouco cruel. Parece-me extremamente improvável que alguém viesse a considerar a Justiça australiana “mole” por não punir os dois e interpretasse tal decisão como sinal verde para tratar seus filhos que sofrem de doenças potencialmente fatais com homeopatia.

E isso nos leva ao fulcro desta coluna, que é da base científica da homeopatia. Mais uma vez, comecemos pelo começo.

Samuel Hahnemann (1755-1843), o criador da homeopatia, era um homem à frente de seu tempo e que provavelmente contribuiu para salvar muitas vidas. Numa época em que práticas médicas mais correntes consistiam de sangrias e enemas, e a farmacologia abusava de medicamentos à base de mercúrio e outras substâncias tóxicas, não há muita dúvida de que as prescrições homeopáticas, por inertes, se afiguravam como alternativas mais saudáveis. Vale recordar que a maioria das doenças que acometem o homem passa sozinha.

O problema de Hahnemann é que os postulados nos quais ele erigiu suas teorias são mais furados que queijo Emmenthal. É bem verdade que o “similia similibus curantur” (coisas semelhantes são curadas por semelhantes) levou à descoberta, em 1796, de que o quinino era um medicamento eficaz contra a malária. Segundo os homeopatas, tal efeito se deve ao fato de que, quando ministrado a pessoas saudáveis, provoca uma sintomatologia semelhante à dos que padecem de infecção por protozoários do gênero Plasmodium. É claro que, de uma perspectiva epistemologicamente moderna, isso é uma tremenda bobagem. Ter encontrado o quinino foi mais do que tudo um golpe de sorte. Quem tentar controlar uma crise hipertensiva ministrando drogas que aumentem a pressão de pessoas sadias corre um grande risco de matar o doente.

O outro dogma da homeopatia instituído por Hahnemann é o de que a eficácia dos medicamentos aumenta com a diluição. Doses grandes agravariam a doença, já as pequenas a curariam. A essa doutrina, exposta em seu “Organon der rationellen Heilkunst” (Órganon da Medicina Racional, de 1810), ele chamou de “potenciação da dinamização”. De novo, é difícil modernamente compreender o que há de racional na diminuição das doses. Medicamentos homeopáticos passam por tantas e sucessivas diluições que, ao final do processo, já não sobraram moléculas do ingrediente original. Daí a dificuldade para explicar sua atuação em bases físico-químicas, as utilizadas na medicina.

E isso nos leva ao verdadeiro “segredo” da homeopatia: como é que tantas pessoas, incluindo gente normalmente racional e inteligente, se deixa “enganar” consumindo bolinhas sem uma mísera molécula de algo que possa ser chamado de remédio com vistas a preservar aquilo que têm de mais precioso, que é a própria saúde?

A resposta é quase simples. Trata-se do efeito placebo, que é, a um só tempo, um dos mais extraordinários aspectos da neurologia humana e um dos mais mal compreendidos. Ele extraordinário porque mostra que o cérebro é capaz de produzir uma série de reações cuja capacidade de cura é, para muitas moléstias, comparável ao de algumas das mais poderosas drogas já desenvolvidas. E é mal compreendido porque costuma ser descrito meio pejorativamente como algo que “está só na sua cabeça”, sem respostas fisiológicas.

Um estudo de 2003 (Kane et al.) que comparou três regimes posológicos do antipsicótico Risperidona, usado no tratamento da esquizofrenia, com placebo mostrou que os três grupos com droga e o sem tiveram melhora bastante similar durante as oitos primeiras semanas do tratamento. Foi só a partir do segundo mês que a Risperidona se mostrou significativamente mais efetiva que o placebo.

A verdade é que a simples expectativa de cura já provoca uma tempestade de reações que só agora a neurociência começa a entender melhor. Elas incluem a liberação de endorfinas e encefalinas e a ativação de centros cerebrais envolvidos no processamento da dor. Evidências do poder do efeito placebo foram observadas não apenas com drogas como também com cirurgias. Operações “falsas” (em que os pacientes receberam apenas a anestesia e uma cicatriz igual à do procedimento padrão) se mostraram tão efetivas quanto as “reais” em estudos dos anos 50. Acho que hoje não seria mais considerado ético desenvolver trabalhos como esses.

Se o efeito placebo é assim tão formidável, por que não não incentivá-lo ao máximo, aplicando a homeopatia sempre que possível? A pergunta é boa. Afinal, preparados sem princípio ativo raramente provocam reações adversas (de vez em quando provocam, é o chamado efeito nocebo) e tendem a ser mais baratos que as drogas de verdade.

A objeção aqui é de ordem ética. A utilização de placebos sempre envolve algum grau de enganação. Parte do efeito curativo se perde se o paciente descobre que estava tomando pílula de farinha em vez de remédio “real” ou que sofreu uma cirurgia falsa. E não me parece sábio introduzir na relação médico-paciente um elemento de desconfiança: será que ele vai me tratar ou dar um placebo? Vale observar que, nos ensaios clínicos que envolvem placebo, ocorre o duplo-cego, isto é, o médico que cuida do paciente também não sabe se ele está recebendo ou não a droga ativa: não há, portanto, uma violação ética.

Outro problema com a homeopatia é que o efeito placebo não atua sobre todas as categorias de doença. Como bem ilustra o caso da pequena Gloria, existem muitas situações em que a opção pela homeopatia contribui para retardar ou impedir um tratamento efetivo, que poderia salvar uma vida. A medicina melhorou bastante de Hahnemann para cá.

Finalmente assinada a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares


Finalmente foi assinada pelo Ministro da Saúde, o Dr. Agenor Álvares da Silva, a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que inclui a Homeopatia no Sistema Único de Saúde, o SUS. A publicação da aprovação está no Diário Oficial da União de 3 de maio de 2006, na Portaria Nº 971.

Agradecemos todo empenho dos colegas que batalharam por esta conquista.

Durante as comemorações virtuais, houve até sugestão para que o dia 03 de maio fosse instituído como o “Dia da Institucionalização da Homeopatia”, muito justo por sinal.

Ponto para a Homeopatia!

Agora é arregaçar as mangas e começar a traçar as diretrizes para sua real implantação.

Conselhos ameaçam anular a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC
O Cremesp publicou em seu site uma nota oficial das Entidades Médicas paulistas e que faz sérios alertas sobre a Port. MS nº 971. Nesta nota, elas dizem que a recém aprovada Portaria ameaça a saúde da população, pois prevê que profissionais da saúde, não-médicos, possam diagnosticar, prescrever e realizar tratamentos em Acupuntura e Homeopatia, especialidades médicas reconhecidas que exigem conhecimentos e técnicas específicas.

Leia a íntegra da publicação do Cremesp, clicando aqui

A preocupação das entidades paulistas com esta questão é reforçada pela entrevista publicada em vários jornais, logo após a publicação da assinatura, e aqui transcrita: “A homeopatia médica e popular têm emprego não só na prevenção, mas elas cobrem uma série de doenças, sobretudo crônicas, agudas, então tem um tratamento bastante universal”, explica o professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e membro da Associação Brasileira de Homeopatia Popular (ABHP), Augusto Passos.

Enquanto isso, aguardamos o pronunciamento da AMHB, associação representativa dos médicos homeopatas, que há muito não demonstra senso de oportunidade para ocupar espaços neste debate e na mídia.

Veja como foi aprovada a PNPIC, clicando aqui

Será mesmo o fim da homeopatia?

Com o objetivo de defesas individuais de nossa especialidade, acaba de ser publicado na Revista da Associação Paulista de Medicina,Diagnóstico & Tratamento, de autoria de nosso grande divulgador, Marcus Zilian, o artigo denominado “Será mesmo o fim da homeopatia?”.

Nela o autor tece comentários sobre a matéria publicada no The Lancet no ano passado, com a iniciativa de esclarecer os colegas desconhecedores da racionalidade clínica homeopática.

Ela encontra-se à disposição no link a seguir:

Seria o Fim da Homeopatia?

Os principais remédios homeopáticos

A homeopatia emprega mais de dois mil remédios diferentes, extraídos de substâncias vegetais, animais e minerais. Conheça aqui os principais e as características de cada um deles.

 A relação que se segue descreve os principais remédios homeopáticos e suas características fundamentais. Quando não for possível encontrar um medicamento que apresente exatamente a sintomatologia buscada, pode-se usar aquele que mais se aproxima das características do doente a ser tratada. Nos casos mais complexos, no entanto, é essencial ouvir a opinião de um médico homeopata experiente. Para os casos simples e corriqueiros, como resfriados, gripes, pequenas inflamações, cólicas, etc., pode-se escolher um ou mais remédios e aplicá-los independentemente de um maior aprofundamento na questão da individualização pormenorizada do medicamento.

Aceticum acidum

Profunda anemia com sintomas hidrópicos (retenção anormal de líquido), dificuldade na respiração, vômitos, grande transpiração, inapetência, urina pálida e abundante, sensação alternada de calor. Olheiras profundas e escuras. Grande sensibilidade ao frio, violenta dor no estômago seguida de suores frios na fronte. Sede violenta, insaciável, acompanhada de fraqueza e emagrecimento. Inspiração seguida de tosse.

Aconitum napelus

A angústia mental, a ansiedade, a agitação e o medo da morte são muito característicos. Doentes jovens e sangüíneos (que têm aumento da massa sanguínea), de vida sedentária, mãos quentes e pés frios, com agravação à tarde e à noite. Dores insuportáveis, alternadas ou associadas com entorpecimento e formigamento. Dores de ouvido. Sensação de peso doloroso por trás do esterno. Enfarte. Irregularidade menstrual produzida por medo; mulheres sanguíneas. O primeiro remédio em todas as moléstias agudas precedidas de arrepios e febre.

Actea racemosa

Usado para combater o abordo em mulheres reumáticas; facilita o parto quando tomado alguns dias antes. De modo geral, os principais sintomas que indicam esse remédio são: agitação e dor, com sensação de abrir ou de fechar no cérebro ou na cabeça. Útil em todas as formas de alteração menstrual, lumbago, reumatismo, torcicolo. Indicado para pessoas que falam em demasia, desconfiadas, que sofrem de dor de cabeça ligada à menstruação. Um dos sinais mais típicos é a constante alternância entre problemas de ordem física e psicomentais ou afetivos.

Aesculus hippocastanum

Especialmente eficaz no tratamento de hemorróidas. Prisão de ventre. Sensação de inchaço no reto, a dor se agrava quando a pessoa anda ou se inclina. Moléstias do fígado associados às hemorróidas, com dor mas sem hemorragia.

Agaricus muscaria

Sobressaltos e contrações involuntárias das pálpebras e de vários músculos. Nevralgia facial (como se agulhas de gelo picassem o nervo doente), língua trêmula (prejudicando a fala). Pestanejar nervoso. Perda de sangue pelas fossas nasais. Coceira nervosa no nariz, vermelhidão com comichão ardente dos ouvidos, pés e mãos como se estivessem queimados por geada. Frieira que coçam e ardem demais e erupções da pele. Excitação sexual cerebral, com impotência física.

Agnus castus

Apatia e impotência sexual, em especial dos homens, senilidade precoce nos moços por abusos sexuais, impotência provocada por gonorréias repetidas, neurastenia sexual, idéia de morte próxima. Um remédio importante para torcedura e mau jeito. Falta de leite nas mulheres recém-paridas.

Allium cepa

Coriza com lacrimejamento brando e contínuo, dor de cabeça, opressão na raiz do nariz, espirros, laringite catarral e tosse espasmódica (o doente evita tossir e leva a mão a garganta, parecendo que a tosse vai despedaçá-lo). Dores nevrálgicas como um “fio”, nevrite traumática crônica depois de amputação, paralisia facial à esquerda e nevrites pós-operatórias. Eficaz nas feridas dos pés causadas pelo atrito dos sapatos. Poderoso remédio nas cólicas flatulentas das crianças. Agravação à tarde e ao ar quente, melhora ao ar livre e fresco. Cólicas com gases.

Allium sativum

Gripe com ou sem febre, manifestando-se por ataque intenso das vias respiratórias com dor e vermelhidão dos olhos que lacrimejam, corrimento nasal abundante, dores opressivas na raiz do nariz, espirros, tosse, rouquidão, paladar e olfato perdidos. Perturbações devido ao abuso da alimentação e dispepsia (dificuldade de digerir) com fermentação, bronquite crônica com profusa e difícil expectoração mucosa e hálito fétido. Hemoptise (expectoração sanguinolenta), tuberculose pulmonar, dilatação dos brônquios com expectoração fétida e gangrena pulmonar.

Aloë socotrina

Maus efeitos da vida sedentária. Congestão venosa dos órgãos da bacia. Perda de firmeza no esfíncter, hemorróidas com muco, diarréia matutina e flatulenta, precedida de grande ruído intestinal. Fezes mucosas ou gelatinosas precedidas de cólicas que continuam durante a evacuação e cessam logo após. Reto dolorido depois da evacuação, queda do reto nas crianças, incontinência de fezes, mesmo quando estas são bem constituídas. Agravação pela manhã. Piora também com hábitos sedentários, tempo seco e quente, depois de comer ou beber, de pé ou andando. Melhora ao ar livre.

Alumen

Medicamento de grande ação sobre os vasos, constipação do ventre, secura e constrições. Dor no alto da cabeça, como se tivesse um peso, e que melhora apertando a região com a mão. Amígdalas enfartas. Palpitações ao se deitar sobre o lado direito. Desejo violento e ineficaz de evacuar, o reto parece não poder expulsar as fezes, colo do útero endurecido. Glândulas endurecidas. Hemoptises. Hemorragias. Úlceras da pele com a base endurecida. Varizes. Ausência de cabelos ou pêlos no corpo (alopecia).

Alumina silicata

Eficaz nas desordens nervosas crônicas. Dores de cabeça que melhoram com o calor. Entorpecimento dos membros, formigamento ao longo dos nervos. Corizas freqüentes com ulcerações no nariz. Tosse espasmódica. Piora com o ar frio, depois de comer e ficando em pé.

Ambra grisea

Para pessoas nervosas e agitadas, que sofrem de vertigens e têm poucas reação orgânica. Insônia em pessoas franzinas e fracas. Idosos que esquecem as coisas mais simples. Entorpecimento de partes do corpo. Tendência à queda de cabelo e unhas frágeis. Cãibras nas mãos. Sensação de frio na barriga. Tosse espasmódica.

Amyl nitrosum

Desejo de estar ao ar livre. Convulsões como as epitéticas. Batimentos do coração e carótidas. Dificuldade de respirar (dispnéia) e tosse sufocante. Asma, soluço e bocejo. Suores anormais depois da gripe. Cefaléia da menopausa. Ansiedade, como se algo estivesse por acontecer.

Anacardium occidentale

Usado como tônico nos estados de debilidade orgânica ou nervosa, em especial na diabetes insípida. Anafrodisia (falta de apetite sexual) e vermes intestinais.

Anacardium orientale

Desconfiança. Grande alívio depois de comer. Debilidade senil e de origem sexual. Perda da memória, especialmente nos velhos esgotados. Delírio religioso com preocupação de salvar a própria alma. Duas vontades opostas. Ofende-se facilmente. Insônia do alcoolismo. Mau hálito. Dor no estômago. Evacuação difícil mesmo para fezes moles.

Antimonium crudum

Agravação pela água fria, interna ou externamente. Caracterizado por uma língua revestida de camada espessa e branca como leite (saburra). Extrema irritabilidade e enfado. Sono durante o dia. Remédio clássico dos problemas gástricos simples. Muitos gases depois de comer. O cheiro de comida provoca náuseas. A criança vomita o leite coalhado e logo sente fome. Reumatismo que torna a planta dos pés muito sensível, unhas fendidas e quebradiças. Rachaduras nos cantos da boca, com crostas e sangramento. Diarréia aguda. Hemorróidas que emanam um muco semelhante à claro de ovo. Erupções nos órgãos genitais.

Antimonium tartaricum

Acúmulo excessivo de mucosidade no peito, com expectoração difícil e insuficiente. Opressão. Dispnéia. Suores frios. Face pálida ou azulada. Grande sonolência. Bronquite e asma pulmonar. Face coberta de suor frio. É um remédio valioso para a forma catarral das asmas, lumbago e fotofobia (horror a luz). Peso no cóccix. Pode ser dado na varíola desde o começo.

Apis mellifica

É o grande remédio para os edemas (inchações pálidas e cor de cera) sem inflamação. Dores picantes que pioram com o calor.

Argentum metallicum

Vertigem com sensação de estar envenenado, vertigem ao ver a água correr. Dores de cabeça que aumentam lentamente e desaparecem de repente. Remédio das cartilagens. Emissões de esperma sem ereção.

Argentum nitricum

Indicado para crianças secas e enrugadas como idosos. Dor de cabeça profunda ou que incide num dos lados da cabeça (hemicrania). Sensação de dilatação em alguma parte do corpo. Sensação de cabeça muito avolumada. Medo de andar só. Fotofobia. Medo de lugares muito freqüentados. Melancolia e depressão mental. Tremor em todo o corpo. Hipocondria. Neurastenia.

Arnica montana

É o grande remédio das machucaduras e contusões ou dos maus efeitos de pancadas ou quedas antigas, seja na cabeça ou em qualquer parte do corpo. Nos casos agudos, usada em baixas dinamizações, é útil para uso imediato nas dores por contusão ou pancada. Como medicamento de fundo, é indicado quando a pessoa sente alívio ao ficar recostada e com a cabeça baixa; tudo parece piorar à noite, tanto os sintomas físicos como os mentais ou emocionais. Muito útil no tratamento das dores pós-cirúrgicas, na apoplexia (hemorragia, trombose ou embolia cerebral) e nas hemorragias pulmonares.

Arsenicum album

Periodicidade dos sintomas. Grande prostração agravada pelo frio e pelo repouso. Inquietação e angústia. Malignidade. Pele seca e escamosa, com herpes ou qualquer dermatose. Prurido ardente e violento agravado à noite, provocando dor de agulhas quentes. Psoríase (doença que provoca erupções avermelhadas na pele, em forma de disco e com escamas prateadas), pitiríase (diversas dermatoses que provocam escamas que se esfarelam), urticária e eczema. Lábios secos. Lacrimejamento ardente. Sede freqüente de pequenas quantidades de água. Hidropisias com grande sede. Pleurisia.

Asa foetida

Pessoas fracas e nervosas. Leite escasso nas mães. Úlceras profundas com pus ralo e fétido. Extrema sensibilidade ao toque. Grande acúmulo de gases no estômago e nos intestinos, oprimindo a respiração. Pulsação na boca do estômago.

Aurum iodatum

Paralisia parcial de nervos ou músculos. Espasmo da laringe. Afecções valvulares. Arteriosclerose. Pericardite crônica. Quistos no ovário.

Aurum metallicum

Sentimento de indignação e desespero. Melancolia com tendência ao suicídio, desgosto com a vida. Crianças apáticas, inertes de fraca memória. Mau hálito. Dor de cabeça mais forte à noite. Psicastenia (afecção mental caracterizada por depressão, ansiedade, tendência a manias e perda do sentido de realidade). Arteriosclerose com dores noturnas atrás do esterno. Atrofia dos testículos em rapazes. Puberdade retardada. Deslocamento da retina.

Bacillinum

Extrema facilidade em resfriar-se. Emagrecimento rápido e notável, apesar de comer bem. Tristeza e irritabilidade nervosa. Grande fraqueza e suores noturnos. Eczema da borda da pálpebra.

Baptisia tinctoria

Grande prostração. Todas as exalações e excreções são fétidas. Ar triste e embrutecimento da face. Depressão mental. Incapacidade de pensar. Calafrios, dores pelo corpo e iritabilidade nervosa. Distração mental ao responder uma pergunta. Intolerância à pressão.

Barium carbonicum

Aversão pelos desconhecidos. Sonolência durante o dia. Perda de memória. Resfriados. Crescimento mental e físico atrasados. Feridas com cicatrização lenta. Crianças prematuramente envelhecidas e adultos infatilizados. Espasmos do esôfago. Ingurgitamentos e hipertrofias amigdalite aguda.

Barium muriaticum

Grande remédio de velhice. Arteriosclerose. Resfriados constantes e sensibilidade ao frio. Fraqueza mental. Indicado para todas as formas de mania em que há excessivos desejo sexual: ninfomania, satiríase (excitação sexual masculina mórbida). Otite média supurada ou não.

Belladona

Medicamento de efeito violentos, que produz sintomas agudos e repentinos. Dores e congestão com batidas visíveis dos vasos sanguíneos, calor ardente, sentidos muito aguçados, hipersensibilidade com intolerância à luz. O tipo Belladona é muito sensível, avermelhado, com tendência a engordar, às inflamações, à hipertrofia do útero, às doenças da bexiga, dos olhos, do cérebro, às hemorragias (principalmente nasais), convulsões e nevralgias. Febres fortes com pouco ou nenhum suor, mas com tez avermelhada.

Berberis vulgaris

Cabeça como que aumentada de volume. Dores irradiantes. Dores renais dilacerantes prolongando-se pelos ureteres até a bexiga e uretra, cordões e coxas. Urina amarela, abundante e turva com depósito esbranquiçado ou avermelhado. Cólicas nefríticas ou cálculos biliares. Cólicas hepáticas. Hemorróidas com ardor e coceira no ânus após evacuar.

Blatta orientalis

Indicada em casos de asma crônica com crises freqüentes. Em altas dinamizações tem grande efeito como dissensibilizante em casos de alergias respiratórias. Bom remédio para a bronquite e a asma. Também aplicado na tosse que acompanha estes casos.

Borax

Pessoas excessivamente sensíveis aos ruídos. Medo ao descer ou ao executar movimentos de descida (escadas, cavalo, saltos, etc.). Sintomas psíquicos com alternância de choro e riso. Assim como a Actea racemosa, favorece o parto, podendo ser usado em conjunto com esta última. Recomendado para os casos de secreções que provocam sensação de água quente correndo, em especial nos corrimentos vaginais albuminosos abundantes. Regras muito dolorosas e profusas. Dores no seio que não está amamentado com nervosismo acentuado.

Bovista

Um dos principais sintomas deste remédio é a sensação de enorme aumento do volume da cabeça. Útil nas hemorragias uterinas congestivas e resquícios de sangue entre os períodos menstruais. Recomendado para os casos de urticária determinados por superexcitação nervosa e nas impigens. Os sintomas de Bovista pioram à noite ou de madrugada.

Bromum

Pessoas de constituição delicada, cabelos loiros, pele branca e olhos de cor azul-clara. Tumores duros. Paratidite (inflamação das parótidas, glândulas salivares localizadas abaixo e adiante de cada orelha), principalmente da parótida esquerda. Adenite (inflamação do gânglio linfático). Cancro nos seios. Amigdalites e bócio. Orquite (inflamação dos testículos). Alucinação, em especial no escuro. Coqueluche, com tosse seca e rouca. Vertigem congestiva com ansiedade mental, aliviada por perda de sangue pelas fossas nasais. Fisometria (emissão de gases pela vagina).

Bryonia alba

Agravação por qualquer movimento e alívio pelo absoluto repouso mental e físico. Respiração curta e acelerada. Tosse com dores no peito abalando a cabeça e partes do corpo. Face vermelha e quente. Escarros sanguíneos ou cor de tijolo. Necessidade de respirar longa e profundamente. Pneumonia. Muita sede. Catarro seco. Constipação sem vontade de evacuar, fezes secas e duras. Diarréia matutina. Profilático e curativo para o sarampo. Cabelos muito oleosos. Pessoas morenas de aspecto belicoso, facilmente irritável, robusta, mas com tendência a emagrecer. Caráter irascível e colérico. Dores agudas, lancinantes, atacando mais o lado direito do corpo.

Bufo rana

Pessoas moralmente fracas. Tendência à infantilidade e à imbecilidade. Uso para crianças débeis, prematuramente senis. Desejo de solidão. Impotência. Tendência de pegar no pênis constantemente. Riso e choro fáceis. É muito eficaz no tratamento de antraz (infecção provocada pelo Bacillus anthracis, comum nos animais e rara no homem), se usado no início da doença. Ardor nos ovários e útero, dismenorréia, quisto do ovário, cancro uterino. Regras precoces com dores de cabeça. Menstruação suprimida. Corrimentos sanguinolentos.

Calcium arsenicosum

Coração fraco, com palpitações. Grande depressão mental. Mulheres gordas. Epilepsia. Dor de cabeça semanal que melhora se o paciente deitar sobre o lado doente. Impaludismo crônico. Gânglios inguinais inflamados. Câncer do útero. Alivio a dor do câncer no pâncreas.

Calcium carbonicum

Indicado para pessoas obesas ou com tendência a engordar, que suam profusamente e com facilidade, em especial na cabeça; apresentam o abdome inchado e as extremidade frias e suarentas; muito freqüentemente emitem secreções ácidas, tem propensão ao vômito e a diarréias, com forte tendência a prisão de ventre crônica. É um remédio tipicamente feminino, próprio para as pessoas com perturbações ginecológicas, corrimentos leitosos e ácidos, tez pálida e apática, aspecto melancólico e quase sempre hipocondríacas. Tipologicamente presta-se a pessoas linfáticas, lentas e acomodadas. Pode ser útil no raquitismo e no tratamento da obesidade infantil, em especial nos casos de crianças pálidas, escrofulosas (com tendência à tuberculose, eczema, catarros respiratórios), que apresentam tosse seca noturna, com expectoração ácida, e anemia. Também aplica-se aos casos de surdez por pólipos nos ouvidos e a uma série de doenças metabólicas.

Calcium fluoricum

Indicado para moléstias que atacam os ossos, os dentes e as fibras elásticas da pele, do tecido conjuntivo ou das paredes vasculares. Hematomas arteriais ou venosos, hemorróidas, varizes e veias dilatadas, glândulas endurecidas como pedra. Fístulas dentárias. Exostose (proliferação óssea na superfície de um osso) traumática. Ventre frouxo. Lumbago. Nódulos duros no seio. Propensão a luxações. Desenvolvimento raquítico do fêmur nas crianças.

Calcium phosphoricum

Indicado para as pessoas de constituição fraca, em geral magras, de cor amarelada; para os casos de crianças que apresentam dores características do crescimento, ossos fracos com tendência à fratura e com extremidades frias. Muito útil na dentição tardia e para o tratamento das fontanelas (moleiras) que demoram a fechar.

Calcium picricum

Ótimo remédio para furúnculos do ouvido externo ou em outras partes cobertas de pouco tecido muscular: canela, costelas, fronte, etc. Apresenta com sintomas fadiga e intensa prostração. Útil também no tratamento da acne.

Calcium sulphuricum

Remédio a ser usado em supurações, depois que estas descarregaram todo o pus (para esta finalidade deve-se usar a Silicea). Abscessos dolorosos. Corrimentos amarelados e espessos. Eczemas com crostas amarelas. Piora com a umidade (contrário de Hepar). Útil também no abscesso dentário.

Camphora

Indicado para perturbações nervosas, colapso e prostração profunda, com grande intolerância ao calor; não suporta estar coberto; o corpo parece gelado, com a face muito pálida e os lábios azulados, exprimindo grande ansiedade. Útil na insônia simples e no tratamento do cólera, nas moléstias infantis e geral, nas pneumonias graves, sempre que o paciente apresenta aversão ao calor.

Cannabis indica

Grande exagero: minutos parecem anos, passos parecem quilômetros, as idéias amontoam-se e se confundem no cérebro, as coisas parecem enormes. Pesadelos. Catalepsia (estado de rigidez dos músculos, em que o paciente fica imóvel, na posição em que é colocado). Risos ou gritos imoderados. Ilusões espectrais. Grande dificuldade de concentração. Idéias fixas. Medo de ficar louco. Esquecimento das próprias palavras e idéias: depois de começar a falar, esquece o que tinha a dizer. Formas obstinadas e intratáveis de insônia. Vertigem. Inteligência fraca. Sonolência invencível durante o dia e após as refeições. Sensação de água gotejando. Dores que queimam na uretra e bexiga antes ou durante o ato de urinar.

Cantharis

Dores ardentes em qualquer parte do corpo, mas em especial nas vias urinárias e sempre que há necessidade urgente de urinar. Emissão de pequenas quantidades de urina e com muita dor nos casos de cálculos renais ou areias, na nefrite aguda e nas várias afecções do aparelho urinário. Outra indicação é na exaltação sexual violenta, com priapismo ou ninfomania. Também utilizado na blenorragia e na retenção da placenta. Outras indicações ainda são os desarranjos gástricos, as síncopes, as queimaduras, o ardor nas solas dos pés e os derrames pleurais. Foi muito usado pelos antigos homeopatas; atualmente só se usa Cantharis em último caso.

Capsicum

Em termos de tipologia, é próprio para pessoas gordas, fracas, acomodadas, indolentes, avessas ao exercício físico e por vezes ao asseio corporal, pensativas, desinteressadas, deprimidas e melancólicas. Mais indicado para pessoas claras e de olhos também claros. Sensação de aperto com ardor na garganta ou em qualquer mucosa, em especial na amigdalite aguda. A sensação de ardor de Capsicum é de queimação, como a provocada por pimenta. Usado contra a dispepsia ou acidez excessivas do estômago com forte queimação. Serve também para os distúrbios digestivos provocados pelo excesso de álcool, desde que exista a queimação característica. Otite média crônica, febres intermitentes, bronquite com emissões fétidas. Um dado importante na seleção deste remédio é a dor em partes distantes ao tossir (ouvidos, pernas, bexiga, abdome, etc.).

Carbo animalis

Desejo de solidão e versão ao diálogo. Quisto sebáceo. Acne pontuda. Lóquios (líquido sanguíneo, serossanguíneo e por fim seroso, de acordo com a data do parto e a fase do puerpério, que escorre dos órgãos genitais femininos) fétidos. Fraqueza das mulheres que amamentam.

Carbo vegetalis

Na tradição homeopática é o principal remédio para as fases críticas ou terminais de uma doença, quando o paciente se encontra muito prostrado, com a face fria, suor copioso e frio, a energia vital muito reduzida e distante. Comumente um dado que indica este remédio é a necessidade de ser abanado em qualquer situação. Outras indicações importantes: distúrbio do estômago e dos intestinos com excesso de gases, arrotos e dor; hemorragia das mucosas; prurido vaginal com excitação sexual; úlceras varicosas; tosses espasmódicas da coqueluche; rouquidão crônica; queda de cabelos após doenças prolongadas.

Caulophyllum

Recomendado para todas as irregularidades menstruais, cólicas, vômitos da gravidez e nas últimas semanas da gestação para facilitar o parto. Também é tido como valioso recurso para o parto demorado, a ser dado em intervalos curtos, como de meia em meia hora. Também indicado para o tratamento da placenta retida e das dores pós-parto. Uso recomendado no reumatismo das pequenas articulações, em especial durante a gravidez. Manchas na pele em mulheres grávidas, com irregularidades menstruais ou portadoras de doenças uterinas.

Causticum

Próprio para pessoas muito irritáveis, de pele escura, olhos negros, com tendência à formação de verrugas e doenças nervosas, digestivas, urinárias e da pele. Reumatismo que melhora com jatos de ar quente e repouso. Doenças provocadas por choques morais. Sensação de esfoladura sobre regiões mucosas, com ardor. Micção noturna de crianças ou adultos. Pele seca e amarelada. Emissão involuntária de urina ao mínimo esforço. Paralisias isoladas, como da face, mão, em especial do lado direito. Rouquidão dos cantores e oradores. Nevralgia facial pela mudança de tempo. Dificuldades escolares e crianças que demoram a andar. Grande aversão por doces e açúcar. Fluxo menstrual escasso, com frieza sexual. Prisão de ventre, rouquidão matinal, coriza.

Chamomilla

Remédio das pessoas irrequietas e impacientes. Próprios para crianças ansiosas e impertinentes, e para mulheres exageradas, que se queixam muito, mal-humoradas e que não sabem o que querem. Combate os malefícios do café em excesso, em especial a insônia. Pessoas de gênio vingativo. Dores desesperantes, nevralgias, dores de ouvido das crianças, piorando à noite. Suores quentes na cabeça, irritabilidade das crianças em fase de dentição: melhora a dor e acalma. Crianças que só sossegam no colo. Diarréia aguda, esverdeada. Hemorragias uterinas com sangue coalhado e escuro, acompanhadas de dores fortes e espasmos. Tem indicação precisa nos casos de alternância de calafrios e calores, estados biliosos de mulheres nervosas, com grande irritabilidade.

Chelidonium majus

Doenças crônicas do fígado, como hepatite crônica evoluindo para cirrose. Lateralidade direita acentuada de qualquer doença, icterícia, inflamação dos rins, dor de estômago que é temporariamente aliviada ao comer, bílis em abundância. Todas as doenças em que existam sintomas biliosos ou hepáticos, em especial nas pneumonias e broncopneumonias.

China

Febres intermitentes cotidianas, sem nenhum fenômeno especial, moderadas, discretas, nunca à noite e sempre com ausência de sede. Olheiras escuras, face pálida e fatigada. Suores noturnos. Emagrecimento rápido. Zumbido nos ouvidos. Fraqueza, debilidade e outras afecções devido à perda de líquidos orgânicos (espermatorréia, hemorragia, lactação excessiva, diarréia prolongada, suores copiosos, supuração exagerada). Grande flatulência. Sonolência diurna e insônia após à meia-noite, com grande agitação.

Cicuta virosa

Convulsões violentas. Sintomas espasmódicas dos olhos. Espasmos nos músculos cervicais. Torcicolo. Soluço persistente. Principal remédio da meningite cérebro-espinhal. Caráter violento. Eczema da barba. Falta de orientação no tempo e no espaço.

Cina

Remédio para crianças geniosas, mal-humoradas e impertinentes que se irritam com facilidade e não toleram ser tocadas. Bastante plicado em casos de verminoses ou doenças que apresentam sintomas parecidos, como fomes incontroláveis ou inapetência, dores abdominais erráticas, ranger dos dentes, sono agitado, palidez e tosse seca eventual. Nestes casos, tais sintomas ocorrem sem a presença de vermes comprovada laboratorialmente.

Cinnamonum

Para o tratamento das hemorragias após o parto ou de outros tipos, como hemorragia nasal ou menstrual com emissão abundante de sangue.

Cobaltum matallicum

Moléstias de medula. Dores ósseas que pioram pela manha. Neurastenia, fadiga e constantes mudanças de humor. Dores no fígado e no baço. Dores nas costas e no sacro que pioram quando o paciente está sentado.

Cocculus indicum

É o remédio da sensação de fraqueza e debilidade geral, com o sintoma subjetivo de vazio interior. Tipologicamente é indicado para mulheres delicadas, brancas, com irregularidades menstruais. Náuseas e dores nas costas durante a gravidez. Menstruação dolorosa, escassa e irregular. Fraqueza acentuada depois da menstruação ou de uma crise de hemorróidas. Vômito e vertigens de viagem, no mar ou por qualquer outro meio. Enxaquecas e náuseas fortes. Dor de cabeça na parte ínfero-posterior, epilepsia, neurastenia. Forte repugnância aos alimentos e bebidas. Dores gástricas espasmódicas com flatulência. Debilidade causada por transtornos do sistema cérebro-espinal. Pessoas que coram facilmente e que têm extremidades frias. Sono interrompido.

Coffea cruda

Insônia por superexcitação nervosa, mente excessivamente ativa com idéias que vão e voltam com insistência. Maus efeitos de súbitas emoções ou surpresas agradáveis.

Colocynthis

Irritabilidade. Gosto amargo na boca. Um ótimo remédio para dor de barriga. Cólica e ciática são as duas esferas deste remédio.

Conium maculatum

Vertigem ao virar a cabeça para o lado ou virando-se na cama. Vertigens dos idosos. Polineurite (inflamação simultânea de vários nervos) com insônia. Peso, tremor, rigidez e perda da força das pernas. Azia em gestantes, que piora ao ir para a cama à noite. Coqueluche. Tosse noturna seca, freqüente, dolorosa, com expectoração difícil, sobretudo à tarde e à noite.

Crocus sativus

Mudanças profundas de humor, passa de uma gargalhada à mais profunda tristeza, ou vice-versa. Sensação de alguma coisa viva se movendo dentro dos órgãos. Loucura, histeria. Fotofobia e visão enfraquecida, como se tivesse um véu na frente dos olhos. Contrações, espasmos, sobressaltos. Hemorragia escura e viscosa de qualquer parte do corpo. Faz estourar o sarampo retardado.

Crotalus horridus

Constituições fracas, abatidas, hemorrágicas. Prostração. Face vermelha e intumescida. Febre amarela. Moléstias malignas com grande tendência a hemorragias. Envenenamento do sangue e hemorragias intra-oculares. Maus efeitos da vacinação.

Croton tiglium

Diarréia aquosa. Asma com tosse que piora ao deitar. Moléstias da pele com prurido: erisipela, urticária, eczema, herpes, brotoeja.

Cuprum aceticum

Grande remédio das erupções recolhidas, quando se apresentam os seguintes sintomas: prostração, resfriamento, vômitos espasmódicos, dispnéia e convulsões. Dentição difícil das crianças causada por moléstias infecciosas.

Cuprum metallicum

É o remédio dos espasmos e das cãibras em qualquer parte do corpo. Também excelente para a epilepsia, convulsões e disritmias. Indicado para os casos de sintomas oriundos de distúrbios convulsivos, como vômitos, diarréia, cãibras. Diarréias esverdeadas das crianças com espasmos e muita prostração. Gastrenterite, arteriosclerose, angina pectoris. Um sintoma indicativo para o uso deste remédio é a existência de gosto metálica na boca. Bom para náusea, asma espasmódica e paralisias em geral.

Cyclamen europaeum

Mulheres pálidas, com menstruação irregular, vertigens e dores de cabeça. Sonolência e lassidão. Mau humor e irritabilidade, com tendência ao choro. Desejo de ficar só. Aversão ao ar livre. Acne. Cansa-se facilmente. Dor no ânus e no períneo. Repugnância aos alimentos. Gosto salgado constante na boca.

Cyneraria maritima

Remédio de uso externo empregado na cura da catarata e opacidade de córnea. É eficaz principalmente nos casos traumáticos.

Drosera rotundifolia

Tosse espasmódica, com acessos prolongados, terminando em náusea e vômito prolongado. Mania de perseguição. Coqueluche, às vezes acompanhada de perda de sangue pelo nariz.

Dulcamara

Incômodos causados ou agravados pelo tempo frio e úmido ou pela súbita mudança de tempo. Lumbago, reumatismo, pescoço duro, dores na perna, dor de cabeça e nevralgias. Tosse. Urticária. Maus efeitos de friagens.

Echinacea angustifolia

Remédio apropriado para os casos em que existe inflamação, como furunculoses, abscessos, úlceras crônicas, erisipela, febre puerperal (pós-parto), corrimentos purulentos, gangrenas etc. em todos os casos em que o sangue se encontra carregado de toxinas e, portanto, favorecendo inflamações, podendo chegar à septicemia ou uma infecção generalizada do sangue. Indicado também para diabetes, câncer, tétano, nefrite e infecções do aparelho urinário.

Elaps corallinus

Para as doenças dos ouvidos, desde que crônicas e que apresentam secreções. Crianças com nariz obstruído que respiram pela boca: garganta inflamada muito vermelha ou ulcerada. Forte dor de cabeça, em geral iniciando-se do lado esquerdo e estendendo-se à fronte. A pessoa pode apresentar medo da chuva ou das tempestades. Um bom remédio para o catarro crônico da garganta. Gosto de sangue na boca antes de tossir é um dos sinais que indicam Elaps. Surdez com muita dor de cabeça, em especial determinada por inflamações antigas dos ouvidos, com corrimento purulento (otorréias crônicas). Também útil no caso de surdez nervosa.

Eupatorium perfoliatum

Dores por todo o corpo como se fossem nos ossos, sem alívio com o repouso ou com movimentos. Rouquidão matinal. Náuseas com o cheiro de comida. Vômitos de bílis e diarréia.

Euphrasia officinalis

Indicado para as doenças dos olhos em geral, com formação de secreções, mucosidades e escamações. Doenças da córnea com fotofobia e lacrimejamento excessivo. Sensação de que há algum corpo estranho incomodando a vista, provocando um piscar constante. Irite (inflamação da membrana da íris), tracoma (infecção crônica que compromete a córnea e a conjuntiva), glaucoma, conjuntivites virais. Conjuntivite catarral aguda após agressão por produtos químicos. Também aplicados na prostatite (inflamação da próstata), na ausência de menstruação, nas cólicas em geral e nas hemorróidas. O paciente melhora muito ao ar livre.

Ferrum metallicum

Para as pessoas que apresentam grande sensibilidade aos ruídos. Recomendados para mulheres jovens anêmicas, com grande palidez, em especial na face, nos lábios e mãos; podem, contudo, corar com facilidade. Hemorragias abundantes. Dor de cabeça após a menstruação. Problemas gerais de menstruação: precoce, muito escassa ou abundante. Apetite muito voraz. Vômitos logo após a ingestão de alimentos. Dores de dentes que pioram com líquidos quentes e melhoram com gelados. Útil nos casos de queda do útero ou de posições anômalas deste órgão, seja devido ao parto ou em casos constitucionais. Diarréia sem cólicas. Tendência ao aborto com emissão de sangue. Varizes dos membros inferiores. Acne juvenil com muito pus e vermelhidão. Reumatismo com piora noturna. Boa melhora dos sintomas ao caminhar.

Ferrum phosphoricum

Grande remédio homeopático indicado principalmente no início de todas as inflamações e moléstias com febre, antes que principie a exsudação. Bronquite. Laringite aguda. Pneumonia. Enterite. Inflamações dos olhos e ouvidos. Reumatismo com dores que pioram com o movimento e melhoram com o frio. Excelente remédio para o começo dos resfriados.

Fluoris acidum

Cáries. Úlceras. Veias varicosas com ou sem ulceração. Sensação de queimadura. Suores nas palmas das mãos. Moços que parecem velhos.

Gelsemium sempervirens

A indicação principal deste remédio é para as grandes fraquezas com intensa prostração, falta de tônus muscular, sonolência, torpor, embotamento, lassidão e tremores. Grande sensibilidade. Muito utilizado, portanto, nas febres agudas ou intermitentes em que há desejo absoluto de repouso, em geral com ausência de sede, sem calafrios ou suores, piorando à tarde. Dado aos primeiros sintomas do sarampo é bom protetor. Útil na depressão provocada pelo sol excessivo de verão, neurastenia e fraquezas musculares inespecíficas. É o remédio ideal para a gripe com grande fluxo nasal, febre e prostração. Paralisias musculares, rouquidão durante a menstruação, afonias e cefaléias matinais. Todas as moléstias nervosas com tremores, neuroses profissionais, insônia, histeria, Coréia (distúrbio encefálico caracterizado por movimentos musculares anormais e espontâneos, irregulares, rápidos e transitórios), maus efeitos do medo ou das comoções. Também indicado para quase todas as doenças dos olhos, como visão dupla, dores oculares, astigmatismo, glaucoma, cegueiras de variadas causas, nevralgias. Seu uso facilita o parto em situações de rigidez do colo uterino e alivia as cólicas menstruais muito fortes.

Glonoinum

Congestões violentas e repentinas, sobretudo da cabeça, em especial devido ao calor do sol ou do fogo. Insolação. Ansiedade na região do coração. Dor de cabeça latejante e pulsátil, de natureza congestiva, com face vermelha, ardente e muito sensível. Pulsação rápida. Ciática com latejo e entorpecimento. Ondas de calor da menopausa.

Graphites

Sensação de frio no corpo. Timidez. Pessoas hesitantes. Erupções que vertem líquido aquoso e transparente, em qualquer parte do corpo.

Guaiacum

É o remédio de reumatismo crônico, quando as articulações estão deformadas. Pessoas reumáticas, indolentes, fracas e aborrecidas, de sono difícil. Falta de calor nos membros. Faringites, amigdalites e cefaléias em pessoas reumáticas.

Hamamelis virginica

Usada em todos os casos de hemorragia. Externamente, sua aplicação estanca hemorragias, impede inflamações, descongestiona a parte afetada, evita a supuração, alivia a dor e promove a regeneração dos tecidos.

Helleborus niger

Depressão sensorial e fraqueza muscular em geral, podendo chegar à paralisia. Movimentos automáticos de uma perna ou braço. Melancolia das mulheres na puberdade. Crianças que não querem comer. Agravação à tarde.

Hepar sulphuris

Remédio principal de toda supuração com dor e sensibilidade local. Dado no princípio de furúnculos, abscessos, etc. pode provocar sua absorção pelo próprio organismo. Doenças inflamatórias dos olhos, conjuntivites e blefarites (terçóis). Erupções da pele. Esfoladuras úmidas entre o púbis, a região genital e as coxas. Panarícios (inflamações da unha). Inflamações purulentas em geral. Laringite crônica com rouquidão, difteria. Transpirações profusas da menopausa. Pessoas sensíveis às contrariedades, ao frio e ao toque físico. Diarréia das crianças de peito.

Histaminum

Angústia, desejo de chorar. Cansaço geral acentuado. Rosto enrubescido, ardor nos olhos, ouvidos tapados. Coriza abundante, com espirros. Náuseas, nervosismo na boca do estômago. Diarréia matinal com dores abdominais e calafrios. Transpiração abundante e generalizada. Dor na nuca. Sangue menstrual escuro.

Hydrastis canadensis

Pessoas fracas, apresentando corrimentos mucosos e espessos. Catarro amarelado. Rinite, angina, bronquite e estomatite. Leucorréia (corrimento branco da vagina ou do útero) e gonorréia. Conjuntivite. Dispepsia, acidez, fígado ruim, pele cor de terra, sensação de vazio e pulsação na boca do estômago. Língua limpa dos lados e na ponta, tendo uma faixa amarela no centro, com a marca dos dentes nas bordas.

Hyoscyamus niger

Tenta apanhar coisas imaginárias no ar. Desconfiança ou lascívia. Mania senil. Medo constante de ser envenenado. Ciúme excessivo. Excitação seguida de prostração. Sede insaciável. Tosse que piora à noite, na cama, depois de comer, beber ou falar. Calmante para a tosse noturna. Combate a insônia do alcoolismo agudo.

Hypericum perforatum

Para ferimentos em que os nervos tenham sido atingidos, apresentando muita dor. Depressão nervosa. Hemorróidas. Neurastenia por estafa.

Ignatia amara

Remédio das grandes contradições: o zumbido nos ouvidos melhora com o ruído, as hemorróidas com o andar, a dor de garganta com a deglutição de sólidos, quanto mais tosse pior, riso convulsivo de dor, desejo e impotência, prisão de ventre e muita vontade de evacuar. Mudança rápida de estado mental: da alegria para a tristeza, do riso para o choro. Remédio para a histeria. Pessoas mental e fisicamente exausta por um pesar intenso e longo. Fraqueza ou vazio na boca do estômago. Convulsões devidas ao medo. Tremor das pálpebras. Humor melancólico. Insônia após contrariedades. Sensação de constrição gástrica, melhorada por inspiração profunda. As fezes passam no ânus com dificuldade; constrição dolorosa depois da evacuação. Amigdalite folicular.

Iodum

Come bem, mas emagrece cada vez mais. Alívio ao comer. Marasmo infantil. Caquexia (desnutrição profunda) das moléstias crônicas. Ansiedade agravada pelo repouso. Hipertrofia e endurecimento das glândulas.

Ipeca ou Ipecacuanha

Pessoas irritáveis e que não sabem o que desejam. Náuseas e vômitos insistentes, que nada consegue aliviar. Poderoso remédio das hemorragias e dos acessos de asma brônquica. Remédio da broncopneumonia infantil. Acúmulo de mucosidade na árvore respiratória, que provoca tosse espasmódica.

Iris versicolor

Dores de cabeça, sobretudo gástricas ou biliosas. Congestão hepática com diarréia e flatulência. Dores localizadas, acima dos olhos, principalmente à direita. Náuseas, às vezes seguidas de vômitos azedos. Alívio ao caminhar ao ar livre.

Kalium arsenicosum

Pessoa nervosa e anêmica. Pequenos nódulos debaixo da pele. Acne. Coceira insuportável. Psoríase (afecção da pele formada por escamas secas) e eczema que pioram com o calor. Sensação de língua grande.

Kalium bichromicum

Indicado para os casos em que há catarro e ulcerações sem dor. Moléstias dos olhos, nariz, boca, garganta, pele, útero, vagina e uretra. Eczema do couro cabeludo e do ouvido. Sarampo e moléstias da laringe. Os sintomas se agravam pela manhã.

Kalium bromatum

Depressão, melancolia, perda da memória. Mania de perseguição, medo de ser assassinado, tendência ao suicídio. Torpor. Ataques apoplécticos. Sono agitado, pesadelos, ranger de dentes. Acne facial em mulheres sensíveis ou nervosas. Quistos do ovário. Soluços persistentes.

Kalium carbonicum

Pessoas gordas e cansadas. Pontadas pelo corpo. Alívio com o movimento e ao deitar do lado oposto. Muito catarro no peito e expectoração difícil. Sensação de angústia no estômago. Náuseas após uma emoção. Tendência aos edemas. Fraqueza dos batimentos cardíacos. Muita sensibilidade ao frio, porém sem transpiração. Anemia, fraqueza e esgotamento. Hemorragia, dores e outras afecções. Dor nos dentes enquanto como. Piorréia.

Kalium iodatum

Remédio especialmente indicado para a sífilis e todos os sintomas dela decorrentes. Arteriosclerose. Aneurisma. Reumatismo e dores ósseas.

Kalium muriaticum

Um eficaz remédio para as doenças do ouvido, principalmente para a surdez, não importando a causa. Dores reumáticas que pioram à noite. Amigdalite folicular das crianças. Eczemas úmidos.

Kalium phosphoricum

É o remédio indicado para a fraqueza nervosa com prostração e decadência orgânica, em especial nos jovens. Neurastenia, fraqueza muscular, depressão física e psíquica em conseqüência de doenças agudas. Histeria, dores nevrálgicas, insônia por excitabilidade nervosa. Tudo piora pelo medo e com a luz. Estudantes anêmicos. O menor esforço parece enorme. Menstruação atrasada ou muito escassa em mulheres pálidas, sensíveis e depressivas. Febres altas com grande sonolência. Fraqueza da visão durante a gravidez.

Kalium silicatum

Medicamento de ação profunda indicado para o esgotamento físico e mental. Desejo de ficar deitado. Ausência da força de vontade. Vertigens e fotofobia. Catarro nasal. Peso no estômago com náuseas e flatulência. Pernas fracas e pesadas. Tremores nos músculos das pernas.

Kalium sulphuricum

Indicado para a fase final das inflamações. Coriza, bronquite, asma, diarréia, otite, gastrite, gonorréia, orquite, etc. Tosse depois da gripe. Impigem do couro cabeludo e da barba, com descamações.

Kreosotum

Secreções abundantes e corrosivas. Leucorréia que assa a parte interna das coxas. Prolapso da matriz (útero caído). Dentição difícil: gengiva inchada, esponjosa e dolorosa. Vômitos incessantes ligados à dentição dolorosa. Pulsações em todo o corpo. Fluxo menstrual adiantado, abundante, que dura muitos dias.

Lachesis trigonocephalus

Pele azulada. Alternância de excitação e depressão. Afecções da idade crítica das mulheres. Grande sensibilidade ao toque. Pessoas tristes e indolentes. Mulheres irritáveis e vermelhas.

Lacticum acidum

Diabetes com dores reumáticas nas articulações. Náuseas pela manhã que melhoram ao comer. Prisão de ventre. Grande salivação. Diarréia em crianças recém-nascidas, com febre alta e prostração. Dores no seio, que se estendem ao braço, com entumescimento das glândulas.

Lactuca virosa

Remédio do alcoolismo e da hidropisia. Delirium tremens acompanhado de insônia e tremores. Impotência. Mau humor. Pensamentos descoordenados. Tosse espasmódica. Sensações de aperto em todo o corpo, especialmente no peito.

Lilium tigrinum

Profunda depressão. Sensação de saída do útero pela vulva. Deslocamento uterino. Tumores fibrosos no útero. Utilizado depois do parto quando o útero ainda não voltou à posição e tamanho normais. Melancolia com lágrimas incontidas.

Lycopodium clavatum

Grande remédio para as pessoas de pouco desenvolvimento físico, mas de inteligência viva e penetrante. Idosos e crianças irritadiças e rudes. Envelhecimento precoce e artrite. Existem três características principais de Lycopodium: emissão de areias avermelhadas na urina com dores fortes, flatulência intestinal e agravação ao fim do dia. Um dado importante que também indica este remédio são as doenças crônicas do fígado. Dores de estômago com muita acidez e flatulência e apetite mantido; melhora assim que ingere alimento. Preferência por bebidas quentes. Secura da vagina. Amigdalites. Difteria. Reumatismo. Pneumonias mal cuidadas ou crônicas. Males que passam da direita para a esquerda. Fluxo menstrual suspenso devido a algum susto. Bronquite crônica com constante expectoração esbranquiçada. Prisão de ventre. Paciente equivoca-se constantemente ao falar e ao escrever. Remédio típico também para as pessoas de fraco desenvolvimento muscular, cuja parte superior do corpo é fraca ou franzina e a parte inferior é gorda, com tez amarelada e manchada, e olheiras. Cálculos renais agudos ou antigos. Incontinência urinária infantil. Calvície e excesso de cabelos brancos precoces.

Magnesium carbonicum

Indicado para crianças quando todo o corpo cheira azedo. Mulheres com problemas no útero ou distúrbios da menopausa. Extrema sensibilidade. Desejo de comer carne. Acidez estomacal. Vertigens com queda súbita, semelhante à epilepsia. Bom remédio para o esgotamento nervoso. Fluxo menstrual escasso e retardado, espesso e escuro. Dor de garganta no período pré-menstrual.

Magnesium muriaticum

Verrugas e pólipos. Prisão de ventre, fezes duras, expelidas com dificuldade. Grande fome, sem saber ao certo o que deseja comer. Muito suor na cabeça. Coriza. Perda do olfato e do paladar. Hipertrofia do fígado na criança pequena e raquítica.

Magnesium phosphoricum

Nevralgias ou dores agudas, cortantes, penetrantes, mudando rapidamente de lugar. Espasmos da dentição. Cãibras nas partes periféricas do corpo. Coqueluche que começa como um resfriado comum. Antiespasmódico. Dores de cabeça após algum esforço mental. As dores são aliviadas pelo calor. Reumatismo.

Malandrinum

Usado como preventivo da varíola e para os maus efeitos da vacinação. Eficaz para eliminar resíduos de depósitos cancerosos. Dores violentas na cabeça e coluna vertebral. Frieiras e erupções cutâneas secas e escamosas.

Medorrhinum

Para tratar gonorréias mal curadas. Mulheres com afecções crônicas dos órgãos genitais, principalmente as malignas. Tumores do útero. Leucorréia (corrimento branco). Esterilidade. Esquecimento de fatos recentes. Gosto de cobre na boca. Dores no fígado e baço que melhoram deitando-se de bruços. Enurese (incontinência urinária) noturna. Seios frios e sensíveis. Espinhas no rosto durante a menstruação. Gota. Cólica renal. Afecções da medula. Intensa coceira no ânus. Muita sede e muita fome. Inchaço e rigidez das juntas. Ardor nas mãos e nos pés.

Mercurius corrosivus

Principal remédio da disenteria e da enterite. Mau hálito. Cistite. Presença de albumina na urina de mulheres grávidas. Importante remédio também para os olhos e a garganta. Deglutição dolorosa. Faringite e amigdalite agudas.

Mercurius dulcis

Excelente remédio em qualquer caso de diarréia infantil. Cirrose e congestões hepáticas. Inflamações do ouvido médio.

Mercurius iodatus ruber

Remédio muito útil para a garganta, especialmente quando as amígdalas estão inchadas. Ossos malares doloridos. Sintomas mais acentuados do lado esquerdo.

Mercurius solubilis

Inflamações locais. Abcessos da parótida, da raiz dos dentes e das amígdalas. Língua larga, mole e com a impressão dos dentes nas bordas é uma indicação segura do mercúrio em qualquer moléstia, mesmo na loucura. Dores em dentes cariados. Otite crônica supurada depois de uma febre eruptiva. Em qualquer moléstia que apresentem suores abundantes, oleosos, de cheiro ativo, persistente, que não aliviam e às vezes agravam os sofrimentos. Piora à noite, em quarto quente. Blenorragia. Diarréia com cólicas, tenesmo (desejo de defecar ou urinar acompanhado de sensação dolorosa no reto ou na bexiga, respectivamente, e de impossibilidade de defecar ou urinar) antes e depois da evacuação. Leucorréia.

Morphinum

Profunda depressão. Tudo parece sonho ou pesadelo. Vertigens ao menor movimento da cabeça. Palidez da face, lábios e língua. Boca muito seca. Problemas dos olhos: coceiras, pupilas com dilatação desigual, paralisia parcial. Náuseas ao levantar-se. Dores águas no abdome. Ato de urinar lento e difícil. Delírios e nevralgias intensas. Piora depois do sono.

Moschus

Desmaio. Ataque histérico. Dispnéia nervosa ou histérica, síncope. Riso incontrolável. Violenta excitação sexual. Ninfomania.

Naja tripudians

Estados cardíacos com poucos sintomas. Palpitações nervosas crônicas. Angina do peito. Paralisia iminente do centro respiratório, com respiração difícil, sinais de asfixia. Grande prostração e resfriamento geral. Mania de suicídio.

Natrum muriaticum ou chloratum

Desespero e desanimo, que pioram se a pessoas for consolada. Anemia e emagrecimento. Boca seca e sede constante. Prisão de ventre, com fezes secas e duras. Marasmo infantil. Pescoço fino. Astenopia (fraqueza ou cansaço rápido dos órgãos visuais, caracterizado por dor nos olhos, cefaléia, turvação da vista). Lábios e cantos da boca secos e rachados. Pele oleosa. Vagina seca. Coito difícil e doloroso.

Natrum phosphoricum

Excesso de acidez estomacal, azia, arrotos e vômitos azedos, diarréia esverdeada. Muito útil para as náuseas dos primeiros meses da gravidez. Icterícia. Saburra amarela na parte posterior da língua. Inflamação da garganta. Tremos no coração, que piora depois de comer.

Natrum sulphuricum

Corrimentos esverdeados. Inquietude matinal. Sede e perda do apetite. Náuseas e vômitos ácidos, biliosos. Asma das crianças. Agravação com tempo úmido.

Nitri acidum

Pessoas que se resfriam com facilidade e têm predisposição à diarréia. Gretas (fendas), feridas, úlceras e crostas nos limites da pele com as mucosas: boca, olhos, nariz, ânus, pênis, vagina. Estomatite ulcerosa. Excrescência esponjosa, sangrando facilmente. Tosse crônica, seca e forte, com depressão física. Laringites e úlceras da laringe. Corrimentos.

Nux moschata

O remédio da memória. Sono invencível. Extrema secura da pele e das mucosas. Boca seca, mas sem sede. Grande flatulência. Afonia nervosa. Soluço. Crianças que demoram a falar. A menstruação muda com muita freqüência de época e quantidade.

Nux vomica

Pessoas de pele morena, cabelos pretos, magras, coléricas, irritáveis impacientes, teimosas, nervosas, melancólicas, de hábitos sedentários e preocupações de espírito: tal é o doente de Nux vomica. Homens de negócios. Freqüentes desejos de evacuar, mas nenhuma ou poucas fezes. Dispepsia com dor de cabeça. Nariz entupido, coriza. Dores de cabeça com perturbações gástricas. Todos os sofrimentos melhoram com repouso.

Onosmodium

Remédio para a perda total do desejo do sexual, tanto para homens quanto para mulheres. Impotência psicológica. Neurastenia sexual. Dores de cabeça. Debilidade neuromuscular.

Opium

Sono comatoso. Respiração profunda e ruidosa. Suores quentes. Maus efeitos do susto. Prisão de ventre sem desejo de evacuar, inércia intestinal. Ocorre durante a gravidez.

Paeonia officinalis

Ótimo remédio para as hemorróidas dolorosas, fendas do ânus e úlceras nas partes inferiores do corpo.

Paullinia sorbilis

Usada para disenteria, diarréia e hemorróidas. Excitação mental. Nevralgias. Dor de cabeça que piora com atividades físicas.

Petroleum

Eczema que piora no inverno e desaparece no verão, em geral atrás das orelhas. Mãos, pés, lábios, dedos e nariz racham e sagram. A pele supura com o mais leve arranhão. Catarros crônicos. Dor de estômago quando em jejum, aliviada ao comer.

Phosphori acidum

Afecções dos rapazes que crescem muito depressa. Dores de cabeça, neurastenia, raquitismo. Sede. Peso no estômago. Acidez e má digestão. Urina freqüente e abundante. Grande debilidade. Sonolência.

Phosphorus

Pessoas loiras e avermelhadas, debilitadas, magras, pálidas, com olheiras escuras, muito sensíveis às impressões externas. Seus sintomas são súbitos. Ardor, em especial nas moléstias nervosas. Pequenas feridas que sagram com abundância. Facilidade em sagrar. Pernas fracas. Bronquite, tosse seca que piora ao ar frio e à tarde. Vômitos. Debilidade nervosa conseqüente de gripes fortes. Arteriosclerose.

Phytolacca decandra

Para a garganta inflamada, com dor que se estende até o ouvido, acompanhada de febre alta. Amigdalites, faringites. Bom remédio também para caxumba e escarlatina. Problemas do seio: dores, inchaços, tumores. Ciáticas. Pessoas que têm tendência à furunculose.

Plantago major

Ótimo remédio para a dor de dentes. Dor de ouvidos que atravessa a cabeça, de um ouvido ao outro. Usado também para febres intermitentes, enurese noturna e para combater o vício de fumar.

Platinum

Altivo, orgulhoso, egoísta, exaltando-se a si mesmo e olhando os demais com desprezo. Anda com ares de rei. Teimosia. Afecções crônicas do ovário. Desejo sexual exagerado. Prisão de ventre dos viajantes.

Plumbum metallicum

Medo de ser assassinado. Fraqueza de memória. Apatia mental. Emagrecimento. Sensação de que o ventre se acha apertado por uma cinta. Prisão de ventre com desejo de evacuar, fezes secas e duras. Diabetes. Ataxia locomotora (incapacidade de coordenar os movimentos musculares).

Psorinum

Amigdalites aguda, deglutição dolorosa com dor nos ouvidos. Evita as moléstias de repetição, oftalmias (inflamações do olho), corizas. Grande debilidade e falta de reação. Muito sensível ao frio ou mudança de tempo. Fome constante. Erupções da pele, úmidas e pruriginosas. Depressão moral com complexo de inferioridade. Prisão de ventre das crianças pálidas e doentias.

Pulsatilla

O doente clássico deste remédio é a mulher clara, loira, dócil, triste e chorosa, que se lamenta constantemente. Piora em aposentados quentes e melhora ao ar livre ou por aplicações frias, embora seja friorenta. Corrimentos brandos. Dores erráticas e manhosas, que saltam rapidamente de um ponto ao outro. Sarampo. Indigestão e dispepsia crônica. Fezes normais, mas com evacuação duas ou três vezes por dia. Diarréia à noite. Conjuntivite. Terçol. Dor de ouvido. Abscessos fistulosos. É o primeiro remédio em que se pensa quando o leite materno é escasso. Fluxo menstrual escasso, atrasado ou suprimido. Usado no puerpério. Varizes. Dores nas costas.

Pyrogenium

Poderoso remédio para as febres graves em geral: do tifo, puerperal, da septicemia. Discordância entre pulso e temperatura. Agitação e prostração.

Rathania

Remédio especialmente indicado para todas as moléstias do ânus e do reto: hemorróidas, fenda anal, pruridos, ardências, vermes. Traumatismo do reto.

Rhus toxicodendron

É um grande remédio das moléstias articulares, reumatismos, artrites, artroses, etc. Dores que melhoram pelo movimento e pioram com o repouso e pelo frio ou umidade. Torcicolo e lumbago. Agitação física ou psíquica que melhora pelo movimento. Torceduras (também para uso externo). Medo de ser envenenado. Estupor com delírio. Bom remédio para as vesículas, erisipela, herpes, pruridos, eczemas, urticária, eritema (rubor congestivo da pele que desaparece momentaneamente à pressão do dedo), tudo com muito ardor. Amigdalite com debilidade. Crostas na cabeça e inflamação dos olhos.

Robinia pseudacacia

Excelente remédio para a acidez estomacal. Eructações extremamente ácidas. Distensão do estômago. Vômitos ácidos. Cólicas com flatulência. A acidez de Robinia é acompanhada de dor de cabeça frontal.

Ruta graveolens

Fadiga e nevralgia dos olhos. Câncer de reto. Dor nos tendões e articulações. Dores nos ossos, juntas e cartilagens como se tivessem sido esmagados. Dores reumáticas nos punhos e nos tornozelos.

Sabadilla

Coriza, corrimento aquoso do nariz, espirros e lacrimejamento dos olhos, pálpebras vermelhas e dor de cabeça frontal. Os sintomas se agravam ao ar livre. Constante necessidade de engolir. Gosto adocicado na boca. Prefere líquidos quentes.

Sabina

Dores dilacerantes nos ossos da bacia, indo do sacrum ao púbis. Vertigens com fluxo menstrual suprimido. Aborto e hemorragia nos primeiros meses de gravidez. Fluxo menstrual excessivo e hemorragias uterinas. Retenção da placenta. Intolerância à música. Dores artríticas nas juntas. Gota. Verrugas.

Sambucus nigra

Crianças de peito com coriza seca ou úmida e nariz entupido. Laringismo estridente, espasmos da glote: a criança acorda de repente, sufocada, inspira o ar, mas parece não poder expirar. Sarampo.

Sanguinaria canadensis

Grande fraqueza e prostração. Enxaqueca: a dor de cabeça pela manhã, na nuca, sobe para a fronte e localiza-se sobre o olho direito. Melhora no escuro e no silêncio. Ardor com vários órgãos. Faringite crônica, seca, com a garganta vermelha, lisa. Menopausa. Calor no rosto, ardor nas mãos e pés. Dor de ouvido. Leucorréia. Tosses secas ou úmidas. Variabilidade contínua de sintomas. Pólipos nasais.

Scutellaria lateriflora

Este é o remédio do medo. Terrores noturnos. Pesadelos. Medo de que aconteçam desgraças. O paciente não consegue concentrar a atenção em nada. Insônia histérica. Tremores musculares. Dores de cabeça muito fortes na fronte e na base do cérebro.

Secale cornutum

Útil para as pessoas idosas, de pele enrugada. Combate a arteriosclerose. É característico de pessoas que apresentam debilidade, ansiedade e emagrecimento. Menstruações excessivas. Ameaça de aborto no terceiro ou nos últimos meses da gravidez. Catarata senil, em especial nas mulheres. Pele muito fria. Aversão ao calor. Enurese nos idosos. Paralisia do esfíncter.

Selenium

Efeitos notáveis sobre os órgãos geniturinários, laringe e sistema nervoso. Grande debilidade. Fácil esgotamento mental e físico. Impotência com espermatorréia (derramamento involuntário do esperma). Neurastenia sexual. Desejo aumentado e potência diminuída. Batimentos em todos os vasos.

Sempervivum tectorum

Remédio especialmente recomendado no herpes zoster e nos tumores malignos da boca e dos seios.

Sepia

Trata-se de um remédio próprio para a mulher. A tipologia de Sepia é uma mulher delicada, magra, de cabelos escuros, face entre empalidecida e amarelada, triste mas com tendência à irritabilidade e à cólera. Menstruação escassa e dolorosa. Grande preventivo do aborto. Problemas do climatério, com calores súbitos, transpiração e desfalecimento. Nervosismo excessivo com perturbações mentais. Olheiras escuras. Cansaço fácil. Sensação de peso no baixo ventre. Forte dor de cabeça durante a menstruação. Corrimentos vaginais juvenis. Vagina dolorida. Excesso de ácido úrico com emissão de areias avermelhadas pela urina. Enxaqueca com prurido vaginal. Prolapso ou deslocamento do útero. Erupções da pele (pior na menstruação), escamações, acne, impigens, herpes. Náuseas ao sentir o cheiro dos alimentos. Distúrbios gástricos dos fumantes.

Silicea

Próprio para pessoas magras, que assimilam mal os alimentos. Crianças raquíticas, teimosas, membros magros, cabeça e ventre volumosos, face semelhante à de pessoas idosas, falta de calor vital. Esgotamento nervoso com aversão ao exercício físico ou mental, neurastenia. Aplicado em inflamações locais (furunculose, panarício, úlceras crônicas, fístulas, tumores, feridas após o vazamento do pus). Auxilia na expulsão de corpos estranhos, como espinhos, lascas de ossos, alfinetes etc. Dor de cabeça crônica com fotofobia forte. Abscessos dentários. Suor dos pés. Nevralgias rebeldes. Esclerose cerebral. Cicatrizes dolorosas. Tuberculose pulmonar. Bronquite. Intolerância a bebidas alcoólicas.

Solanum lycopersicum

Especialmente indicado para gripes do tipo reumático, com dores por todo o corpo. Tosse, rouquidão, abundante coriza aquosa. Piora ao ar livre. Dores residuais após a gripe, principalmente no lado esquerdo do corpo.

Spigelia anthelmia

Nevralgia em qualquer parte do corpo. Dores de cabeça à esquerda, que se agravam ao menor movimento ou ruído. Violentas e visíveis palpitações do coração, dores no coração e falta de ar. Angina de peito. Enxaqueca que evolui ao longo do dia. Vermes nas crianças.

Spongia tosta

Esgotamento ao menor exercício, com calor no rosto e no peito. Crianças com predisposição à tuberculose e adenites crônicas. Ansiedade e respiração difícil. Hipertrofia e endurecimento glandulares. Tosse seca e sibilante, que soa como uma serra cortando um tronco de árvore e que melhora ao comer ou ao beber. O paciente acorda com um acesso de sufocação. Moléstias valvulares do coração.

Stannum

Peito fraco. Cansa-se fácil. Catarro crônico, bronquite crônica. Expectora muito muco, com gosto adocicado. Grande remédio dos cantores e oradores. Sensação de vazio no peito. Útero caído. Dores que aumentam e diminuem devagar. Cólicas intestinais aliviadas pela pressão. Enxaqueca.

Staphisagria

Paciente deprimido e esgotado. Facilmente encolerizável. Fica ofendido por qualquer coisa. Náuseas e vômitos das gestantes. Cárie e queda fácil dos dentes. Dor em dentes cariados. Nodosidades. Terçol. Quisto sebáceo da pálpebra. Calázio (pequeno tumor no bordo das pálpebras). Moléstias do canto do olho e blefarite. Desejo freqüente de urinar nas moças-casadas. Dores abdominais internas depois de uma operação. Crianças que têm piolhos com muita freqüência.

Stramonium

Delírio que vai até acessos de loucura furiosa. Alucinações aterradoras. Caprichos extravagantes. Medo de estar só e no escuro. Ninfomania antes da menstruação. Gagueira. Estrabismo.

Sulphur

Ardores nas moléstias crônicas. Olhos, boca, reto e sola dos pés ardentes. Orifícios do corpo bem vermelhos. Fezes duras, secas e dolorosas. Ânus escoriados, prisão de ventre e hemorróidas. Moléstias do fígado em conseqüência das hemorróidas. Marasmo infantil. Enurese noturna nas crianças. Importante remédio contra asma das pessoas que têm artrite, com afecções cutâneas, e para depois de moléstias agudas em qualquer órgão. Diarréia matutina. Alucinações do olfato. Não suporta estar de pé. Aversão ao banho. Cabeça quente e pés frios ou vice-versa. Furúnculos. Leucorréia. Reumatismo. Períodos de depressão.

Tarantula hispanica

Histeria. Extrema agitação. Tremor dos membros. Ataque de riso. Esclerose cérebro-espinhal múltipla. Palpitações com desejo de chorar. Contradições psicológicas. Movimentos convulsivos do braço e da perna esquerdos, mesmo durante o sono. Prurido vulvar. Sufocação brusca e repentina.

Thuya occidentalis

Inquietação e agitação. Sicose (dermatose que compromete os folículos pilosos, em especial da barba , com formação de fístulas) excrescências esponjosas, condilomas (formação carnudas no ânus, na vulva ou na glande peniana), pólipos, verrugas e papilomas da laringe. Rinite crônica. Leucemia. Inflamação crônica do reto. Sede contínua. Falta de apetite. Rânula (tumor na parte inferior da língua, formado pela obstrução do canal excretor de uma glândula salivar). Úlceras, fendas, fístulas, em especial na região anugenital. Flatulência e distensão abdominal. Vagina muito sensível. Coito doloroso. Asma nas crianças. Acne facial.

Urtica urens

Remédio para a falta de leite e para o cálculo renal. Enurese (incontinência urinária) e urticária. Formigamento, coceira, queimadura e brotoeja. Reumatismo associado a erupções da pele.

Veratrum album

Cãibras, suores frios, vômitos e cólicas. Diarréia aguda com dor de barriga. Sensação de queimadura interna. Dores de cabeça com náuseas. Face pálida e fria. Sensação de gelo envolvendo a cabeça. Sede violenta. Colapso. Febre palustre. Melancolia.

Vipera torva

Congestão crônica do fígado, dilatação e inflamação das veias. Sensação de queimadura. Congestão dolorosa do fígado, com icterícia e febre. Reflexos exagerados. Epistaxe (perda de sangue pelas fossas nasais).

Zincum metallicum

O que e ferro é para o sangue o zinco é para os nervos. Esgotamento nervoso e cerebral. Incessante e violenta sensação de inquietação dos pés e nos membros inferiores, necessitando movê-los constantemente. Neurastenia. Tremor geral. Moléstias do cérebro. Asma. Bronquite.

Fonte: http://www.gerolimich.hpg.ig.com.br/med/home/home07.htm

Tratamento da dengue com homeopatia e fitoterapia

Segundo a homeopata Eliete Fagundes, professora da Universidade Federal de Viçosa, MG, o tratamento homeopático da dengue é preventivo, mas também ameniza os sintomas da doença nas primeiras horas e remove os sintomas em poucos dias.
O remédio, entretanto, não pode ser tomado indefinidamente. A melhora quase total se dará num período de três a cinco dias, mas deve-se continuar a tomar o remédio por mais uns 10 dias e depois suspender.
A homeopatia é preventiva. Se o organismo estiver fortalecido como um todo, não contrairá outros tipos de doença também.
Do mesmo modo, a fitoterapia age preventivamente, mas a ação é mais limitada do que a da homeopatia.
O tratamento pode ser feito inclusive na fase aguda da doença.
A citronella e a arruda, plantadas em vasos ou usadas como incenso, podem espantar o mosquito da dengue.
Para mandar manipular os remédios, não há necessidade de prescrição médica. Basta ter o conhecimento dos remédios certos e saber como usá-lo.

 

 
HOMEOPATIA
1 – Preventivo para dengue comum e hemorrágica

Phosphorus CH5, Sulphur CH5 e Tuberculinum CH12, em frascos diferentes, alternados – 5 gotas duas vezes ao dia durante 15 dias.
2 – Para quem está com os sintomas da dengue

Eupatorium Perfoliatum CH30 – 5 gotas cinco vezes ao dia nos três primeiros dias e depois duas vezes ao dia por mais 12 dias.

 

3 – Para quem está com dengue hemorrágica

Crotalus Horridus CH30 e Phosphorus CH30 alternados – 5 gotas cinco vezes ao dia nos três primeiros dias e depois duas vezes ao dia por mais 12 dias.

PLANTAS MEDICINAIS
1 – Para quem já está com os sintomas da dengue
Usar cavalinha, erva-tostão, melissa, guaco, erva-cidreira e picão.
Separar dois centímetros de cada erva. Levar ao fogo dois litros de água. Assim que ferver, desligar o fogo e colocar as plantas, tampando o recipiente por 15 minutos. Tomar várias vezes ao dia por seis dias consecutivos.
Alternar o chá com folha de melão-de-são-caetano e folha de mamão. Seguir a mesma forma de preparo e posologia.

Informações retiradas de:

Eupatorium Perfoliatum CH5 – 5 gotas duas vezes ao dia durante três dias.