Como é consenso, atualmente, a obesidade deve ser prevenida desde cedo. E nada melhor do que conhecer um pouco sobre essa doença para preveni-la, ou remediá-la.

Até bem pouco tempo atrás, criança gordinha, cheia de dobras, era sinônimo de criança saudável, pois a preocupação de pais e pediatras era com a desnutrição. Isso tornou-nos tolerantes socialmente em relação à obesidade, e hoje, mais de 30% dos brasileiros apresentam excesso de peso.

Além de danos psicológicos envolvidos, a obesidade desencadeia tantas doenças que é impossível não levá-la a sério. Diabetes, doença cardiovascular, lesões ortopédicas e musculares e problemas de pele podem ser algumas das suas conseqüências.

A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, de difícil tratamento, por ter várias causas envolvidas. Didaticamente, os fatores desencadeantes da obesidade são divididos em internos (biológicos) e externos (ambientais). São esses fatores que associados ou isolados, desencadeiam a obesidade. Os mais comuns são:

Internos – Imutáveis e inerentes à própria criança. Dividem-se em genéticos e metabólicos.

Externos – são aqueles que fazem parte do ambiente em que a criança vive. Esses podem ser mudados, e é por eles que se inicia o tratamento da obesidade. Os mais importantes são os psicológicos, alimentares e a atividade física.

Prevenção é a melhor solução

Devemos prevenir a obesidade desde o nascimento da criança, estimulando o aleitamento materno. O sobrepeso como reserva energética para o crescimento pode existir em alguns momentos, mas sempre despertando a atenção dos pais.

Nossa primeira atitude é mudar a crença de que comer muito é sinônimo de saúde. Como já vimos, o tratamento da obesidade é extremamente difícil, sabe-se também que quando a criança é obesa a chance de ela se tornar um adulto obeso é de 40%. Já para o adolescente obeso a probabilidade aumenta para 75%. Isto porque o ganho de peso acima do esperado, na infância e adolescência, acarreta um aumento irreversível do número de células gordurosas.

Portanto, fiquemos atentos: crianças que começam a apresentar um ganho de peso excessivo, ou seja, sinais de obesidade, devem ser avaliadas sobre os aspectos nutricionais, sobre seus hábitos alimentares e comportamento diante dos alimentos. Se detectada no início, apenas pequenas correções na alimentação da criança e da família serão suficientes para prevenirmos esse mal que é a obesidade.

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