Archive for 4 de abril de 2010

A febre não é o bicho de sete cabeças

A febre não é o bicho de sete cabeças, que costuma aterrorizar as mamães e vovós. O medo mórbido que elas tem da febre é causado apenas por desinformação.

Febre é a condição em que o organismo determina um aumento de temperatura do corpo como uma resposta organizada a uma doença ou agressão. O exemplo clássico é a febre provocada por uma infecção bacteriana.

Podendo atingir um limite máximo quando não tratada, que é de 41,1oC (medida na axila), a febre é sinal de vitalidade. Criança sadia é aquela que apresenta temperatura mais elevada quando está com febre. Prova disso é que, com o envelhecimento, a pessoa vai ficando menos sujeita a ter febre. O idoso raramente tem febre, e se ela ocorre, é baixa.

Quanto a sua manifestação, podemos ter alteração da esfera psíquica, como sonolência, delírio, agitação, sintomas estes muitas vezes confundido com os de uma convulsão.

O fato é que a maioria dos casos de febre é de curta duração. A febre pode até impedir a prolifaração dos micróbios. A resposta imunológica é melhorada pelo aumento da capacidade bactericida, migratória dos glóbulos brancos e aumento na produção de interferon, um antibiótico produzido pelo organismo contra certos virus. A febre pode inclusive melhorar a sobrevida, no caso de infecções bacterianas graves.

E se tiver convulsão ?
Em vários livros pesquisados, autores renomados em Pediatria, são unânimes em afirmar que são muito poucos os casos de convulsão febril. Só em 3 crianças em 100 ocorrem casos de convulsão. Mesmo assim, esses casos são raros em crianças com menos de seis meses de vida e depois dos quatro anos de idade.

Para vários destes autores, a convulsão febril constitui um tipo de epilepsia e depende de um traço genético específico. As convulsões febris são, em sua maioria, de curta duração e cessam mesmo antes que qualquer providência de ordem terapêutica seja tomada. Segundo o grande patologista brasileiro, Prof. Walter Eduardo Maffei, somente nos portadores de epilepsia é que a infecção poderá ser o fator desencadeante de crises convulsivas, e estas não dependem do grau de temperatura.

Nestas crianças a convulsão ocorre com qualquer elevação de temperatura. As causas da convulsão febril são a imaturidade do Sistema Nervoso Central e o fator genético. Assim sendo, só os portadores destas condições é que podem tê-la, e tem um ótimo prognóstico. Mesmo assim, embora em uma criança que tenha tido uma convulsão febril possa apresentar novas crises convulsivas em outros episódios febris, elas dificilmente poderão ocorrer depois de quatro anos de vida. Assim, muitas vezes estes pacientes tem uma convulsão com febre baixa (37,5 o C) , ou mesmo durante um simples processo infeccioso sem febre, e durante todo o resto de sua vida não mais apresentam convulsões, mesmo com febre elevada.

Febre não é doença
A febre não é, portanto uma doença a ser combatida. Ela denota que algo não vai bem no organismo, como se fosse um alarme, demonstrando que está sendo coordenada uma reação de defesa contra fatores externos (bactérias, vírus, traumatismos, queimaduras, etc…), e fatores internos (ansiedades, angústias, traumas psiquicos, etc…).

Ao contrário do que as mamães pensam, a febre não é uma reação indesejável, mas um sintoma muito útil para o restabelecimento da saúde.

Conduta prática na febre
Do ponto de vista prático, como proceder quando uma criança, ou um adulto apresentar febre? Devemos deixá-lo o mais à vontade possível. Se tiver frio, agasalhá-lo, cobri-lo, e se tiver calor, descobri-lo, mantendo-o com roupas leves. Oferecer bastante líquidos (água, chás, sucos, refrigerantes). Se a febre continuar, dar banhos na temperatura do corpo (entre 36 o e 37 o C). O banho tem um efeito salutar. Lembre-se que ao tratar somente a febre, (por ex. empregando antitérmicos ) , o quadro clínico fica mascarado, dificultando o diagnóstico, e/ou a avaliação terapêutica.

O que pode ser observado e informado a seu Médico Homeopata
O médico Homeopata deve ser procurado para que faça o diagnóstico da causa da febre e o tratamento adequado.A observação de como ela se manifesta, pode ser útil neste diagnóstico, e também para encontrar o medicamento mais semelhante a este quadro..

  • Procure observar o início do quadro febril. Ele pode ser súbito, ou começar lentamente.
  • A febre geralmente se apresenta com calafrios, calor e suor. Verifique se algum destes sintomas estão ausentes.
  • Veja se o calor está generalizado, ou localizado em alguma parte do corpo. O rosto está pálido, ou corado? O paciente tem calafrios? Onde eles se iniciam, e se eles se irradiam para alguma região do corpo?
  • A sede está presente? Em caso positivo, quanto o paciente quer beber, assim como sua frequência, e a temperatura do líquido a ser ingerido?
  • Quando a febre desce, é acompanhada de transpiração? Onde?
  • E os estados de ânimo e humor do paciente em questão? Estão diferentes do habitual? Ou estes sintomas estão mais acentuados do que antes da febre aparecer? Quer companhia? Está apreensivo, inquieto, prostrado, e etc…?

Os sintomas a serem observados não faltam. O que precisamos é observar mais nossas crianças, aprendendo a desvendá-las, encontrando sua individualidade, e com isto auxiliando-as a atingir sua Vitalidade Plena.

   
   
A febre não é o bicho de sete cabeças, que costuma aterrorizar as mamães e vovós. O medo mórbido que elas tem da febre é causado apenas por desinformação.

Febre é a condição em que o organismo determina um aumento de temperatura do corpo como uma resposta organizada a uma doença ou agressão. O exemplo clássico é a febre provocada por uma infecção bacteriana.

Podendo atingir um limite máximo quando não tratada, que é de 41,1oC (medida na axila), a febre é sinal de vitalidade. Criança sadia é aquela que apresenta temperatura mais elevada quando está com febre. Prova disso é que, com o envelhecimento, a pessoa vai ficando menos sujeita a ter febre. O idoso raramente tem febre, e se ela ocorre, é baixa.

Quanto a sua manifestação, podemos ter alteração da esfera psíquica, como sonolência, delírio, agitação, sintomas estes muitas vezes confundido com os de uma convulsão.

O fato é que a maioria dos casos de febre é de curta duração. A febre pode até impedir a prolifaração dos micróbios. A resposta imunológica é melhorada pelo aumento da capacidade bactericida, migratória dos glóbulos brancos e aumento na produção de interferon, um antibiótico produzido pelo organismo contra certos virus. A febre pode inclusive melhorar a sobrevida, no caso de infecções bacterianas graves.

E se tiver convulsão ?
Em vários livros pesquisados, autores renomados em Pediatria, são unânimes em afirmar que são muito poucos os casos de convulsão febril. Só em 3 crianças em 100 ocorrem casos de convulsão. Mesmo assim, esses casos são raros em crianças com menos de seis meses de vida e depois dos quatro anos de idade.

Para vários destes autores, a convulsão febril constitui um tipo de epilepsia e depende de um traço genético específico. As convulsões febris são, em sua maioria, de curta duração e cessam mesmo antes que qualquer providência de ordem terapêutica seja tomada. Segundo o grande patologista brasileiro, Prof. Walter Eduardo Maffei, somente nos portadores de epilepsia é que a infecção poderá ser o fator desencadeante de crises convulsivas, e estas não dependem do grau de temperatura.

Nestas crianças a convulsão ocorre com qualquer elevação de temperatura. As causas da convulsão febril são a imaturidade do Sistema Nervoso Central e o fator genético. Assim sendo, só os portadores destas condições é que podem tê-la, e tem um ótimo prognóstico. Mesmo assim, embora em uma criança que tenha tido uma convulsão febril possa apresentar novas crises convulsivas em outros episódios febris, elas dificilmente poderão ocorrer depois de quatro anos de vida. Assim, muitas vezes estes pacientes tem uma convulsão com febre baixa (37,5 o C) , ou mesmo durante um simples processo infeccioso sem febre, e durante todo o resto de sua vida não mais apresentam convulsões, mesmo com febre elevada.

Febre não é doença
A febre não é, portanto uma doença a ser combatida. Ela denota que algo não vai bem no organismo, como se fosse um alarme, demonstrando que está sendo coordenada uma reação de defesa contra fatores externos (bactérias, vírus, traumatismos, queimaduras, etc…), e fatores internos (ansiedades, angústias, traumas psiquicos, etc…).

Ao contrário do que as mamães pensam, a febre não é uma reação indesejável, mas um sintoma muito útil para o restabelecimento da saúde.

Conduta prática na febre
Do ponto de vista prático, como proceder quando uma criança, ou um adulto apresentar febre? Devemos deixá-lo o mais à vontade possível. Se tiver frio, agasalhá-lo, cobri-lo, e se tiver calor, descobri-lo, mantendo-o com roupas leves. Oferecer bastante líquidos (água, chás, sucos, refrigerantes). Se a febre continuar, dar banhos na temperatura do corpo (entre 36 o e 37 o C). O banho tem um efeito salutar. Lembre-se que ao tratar somente a febre, (por ex. empregando antitérmicos ) , o quadro clínico fica mascarado, dificultando o diagnóstico, e/ou a avaliação terapêutica.

O que pode ser observado e informado a seu Médico Homeopata
O médico Homeopata deve ser procurado para que faça o diagnóstico da causa da febre e o tratamento adequado.A observação de como ela se manifesta, pode ser útil neste diagnóstico, e também para encontrar o medicamento mais semelhante a este quadro..

  • Procure observar o início do quadro febril. Ele pode ser súbito, ou começar lentamente.
  • A febre geralmente se apresenta com calafrios, calor e suor. Verifique se algum destes sintomas estão ausentes.
  • Veja se o calor está generalizado, ou localizado em alguma parte do corpo. O rosto está pálido, ou corado? O paciente tem calafrios? Onde eles se iniciam, e se eles se irradiam para alguma região do corpo?
  • A sede está presente? Em caso positivo, quanto o paciente quer beber, assim como sua frequência, e a temperatura do líquido a ser ingerido?
  • Quando a febre desce, é acompanhada de transpiração? Onde?
  • E os estados de ânimo e humor do paciente em questão? Estão diferentes do habitual? Ou estes sintomas estão mais acentuados do que antes da febre aparecer? Quer companhia? Está apreensivo, inquieto, prostrado, e etc…?

Os sintomas a serem observados não faltam. O que precisamos é observar mais nossas crianças, aprendendo a desvendá-las, encontrando sua individualidade, e com isto auxiliando-as a atingir sua Vitalidade Plena.

REMÉDIOS HOMEOPATICOS.

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Uma característica do remédio alopático é, de fato, a presença de bula, que informa, e muito bem, as propriedades do remédio, mas numa linguagem direcionada para os médicos. O leigo, ao consultá-la, com certeza será induzido ao erro, pelo desconhecimento do significado da terminologia usada. Tomar um remédio para dor de cabeça sem saber a sua causa poderá, por exemplo, levar a uma dor de estômago ou, o que é pior, mascarar a moléstia real em curso.

Quando utilizamos a medicina homeopática para tratamento, uma das coisas que nos chama a atenção é a ausência de bula nos frascos de remédio. A Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas divulgou panfletos, em excelente trabalho de esclarecimento, explicando que o frasco de medicamento original e manipulado de acordo com a prescrição médica, deve conter:

1) A identificação do nome do estabelecimento (farmácia), com endereço, cidade, Estado e CNPJ – para garantir ao paciente que se trata de uma empresa que obedece as normas legais.

2) Nome do farmacêutico responsável e seu número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia, assim como o nome do médico que fez a prescrição e seu competente registro no Conselho Regional de Medicina.

3) Nome do medicamento (por exemplo, Arnica montana); a potência (quantidade de vezes que o remédio foi dinamizado), que é indicada por um número; e o método de dinamização, o qual é representado por uma ou duas letras, em geral CH (centesimal hahnemanniano). Isso fica assim estampado no rótulo do frasco: Arnica montana 3 CH.

4) Fórmula farmacêutica, ou seja, glóbulos, tabletes, cápsulas, papéis, líquido; veículo, que pode ser sacarose (açúcar de cana) ou lactose (açúcar do leite), para a forma sólida, ou uma solução hidroalcoólica, para os líquidos; discriminação no rótulo do peso em gramas ou do volume em mililitros. Em relação à forma de apresentação, alguns critérios devem ser observados, considerando-se que pessoas diabéticas ou sensíveis à lactose devem preferir líquidos. Já pacientes com restrição de ingestão alcoólica devem preferir a forma de tabletes, glóbulos, papéis ou cápsulas.

5) Data de manipulação, isto é, quando o remédio foi fabricado, e sua validade (até quando o medicamento pode ser utilizado).

6) Via de administração (se de uso externo ou interno – para beber, mastigar, engolir)

Diante de qualquer dúvida, o farmacêutico tem a orientação de contatar o médico do paciente imediatamente.

Como se pode perceber, diante de todos esses cuidados, a automedicação torna-se bem mais difícil.

O grande norte da medicina homeopática é, na verdade, a individualização, que não mantém o foco nas doenças, mas sim nas pessoas que apresentam desequilíbrios e que, por isso, têm a saúde debilitada. Em homeopatia, não existe dor de cabeça pura e simplesmente, mas sim dor de cabeça que faz os olhos lacrimejarem, dor de cabeça do lado direito, dor de cabeça em salvas, dor de cabeça que aumenta com a luz, dor de cabeça após as refeições, etc. Cada uma delas requer um remédio específico. É por isso que o médico homeopata dedica muita atenção a todos os sintomas relatados pelo paciente, pois eles traduzem uma reação individual reveladora.

Para um diagnóstico correto é preciso investigar o corpo físico, a alimentação, os hábitos pessoais, o lado psicológico, os desejos, a filosofia de vida, o ambiente familiar e profissional do paciente. Quanto mais informações, maior a possibilidade de um resultado positivo rápido. É comum dizer-se que o tratamento homeopático é mais lento que o alopático. Isso, porém, não é verdade, já que cada paciente tem seu tempo próprio para reagir aos medicamentos.

De qualquer maneira, o paciente também precisa fazer a sua parte. Ele deve, por exemplo, tomar os remédios nos horários prescritos. Se precisar seguir algum tratamento alopático, tomar uma vacina ou utilizar qualquer tipo de pomada, ungüento, creme, óleo ou pasta, ele deve ligar antes para o homeopata.

Como os medicamentos homeopáticos não apresentam efeitos colaterais ou reações adversas, caso surjam sintomas diferentes após o início do tratamento, o paciente não deve ficar esperando o retorno da consulta para relatar o ocorrido ao médico, mas informá-lo logo para receber a devida orientação.

Alguns outros cuidados também devem ser observados, como evitar ou diminuir a ingestão de qualquer tipo de estimulante, caso do café e do chá- mate, por exemplo. Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, principalmente as destiladas, como aguardente, gin, uísque e vodca. A ingestão moderada de vinho ou cerveja, para quem está habituado, precisa ser autorizada pelo médico.

Recomenda-se não usar qualquer produto, seja de uso pessoal ou de limpeza doméstica, que contenha cânfora em sua fórmula, porque ela poderá anular a ação do medicamento homeo-pático.

É importante que, ao buscar a homeopatia, seja estabelecido um relacionamento de confiança, segurança e respeito entre paciente e médico, pois a mudança do profissional de saúde, no meio do tratamento, reinicia a pesquisa do diagnóstico. Além do mais, os sintomas inicialmente referidos podem ter-se alterado, o que dificulta a nova avaliação e leva a prescrições equivocadas.

Se o que levou o paciente a procurar um homeopata não é o desejo de substituir o tratamento alopático, então, o diálogo é fundamental, porque há um período muito especial em que, gradativamente, a medicação alopática é suspensa e a homeopática, introduzida.

A maneira de tomar o remédio deve seguir exatamente a prescrição do médico, pois ele sabe a forma mais eficiente para cada caso. Se a recomendação é para que seja tomado o medicamento em jejum, isso significa que a ingestão deve ser feita 30 minutos antes de qualquer alimento ou outro remédio. Se é para dissolver os glóbulos na língua, não se deve beber água junto. Quando o remédio pode ou deve ser tomado com água, o médico faz referência a essa situação na receita.

A automedicação, decisão de tomar remédios para as mais variadas doenças sem orientação médica, é totalmente condenável. Coibir essa prática, porém, não é tarefa das mais fáceis, visto que, se entrarmos numa farmácia e pedirmos um remédio para dor de cabeça, o vendedor nos fornecerá pelo menos cinco opções: comprimidos grandes, pequenos, amarelos, brancos, cor-de-rosa, com preços igualmente variáveis. Mas como se sabe que esses remédios são realmente indicados para dor de cabeça – um sintoma associado a muitas doenças, que vão desde a dengue até a meningite, passando pela gripe? É só ler a bula.

HOMEOPATIA: Medicina Preventiva e Curativa

Objetivando a reharmonização e o redimensionamento do Ser providenciando para que aconteça o reencontro consigo mesmo, a Homeopatia apresenta-se como medicina preventiva por excelência.

Todos nascemos com alguns – defeitos de fabricação -, ou seja, predispostos a um determinado número de doenças herdadas de nossos ancestrais. Calcula-se que oitenta por cento de nossas possibilidades patológicas já estão inscritas em nossos géns ao nascermos e irão manifestar-se ao longo de nossas vidas com precocidade, freqüência e intensidade variáveis de acordo às oportunidades que a eles oferecermos. Portanto, na grande maioria das vezes, do recém nascido ao idoso, o adoecer é uma decisão nossa.

Optamos pela desarmonia de nossos filhos quando a eles oferecemos, e a qualquer hora, acesso a alimentos inadequados (açucares e gorduras em excesso, carnes com hormônios, refrigerantes, excitantes como o café, droga como o chocolate que gera bem estar e dependência predispondo-os no futuro ao uso da maconha e outras drogas), quando nos omitimos em relação a direcionamentos saudáveis (exposição excessiva a telas de TV e computadores cujas radiações, além de causarem catarata precoce, desorientam moléculas de ferrite alojadas em células cerebrais induzindo letargia) quando permitimos que inundem-se de mensagens que excitam seus instintos erótico-agressivos que contribuem para impedir e desviar o seu processo de maturação como sujeito, remetendo-os a níveis insuportáveis de destrutividade e medo (desenhos, novelas, filmes, vídeo games, etc.) quando lhes damos maus exemplos com hábitos nocivos (cigarros, bebidas, excessos alimentares, sedentarismo), quando não damos a eles todo o carinho que necessitam, quando impomos nossos desejos e vontades fundamentados em nossa história de vida eivada de neuroses familiares, culturais, religiosas e sociais. Sem dúvida, viver constitui-se em uma grande aventura.

Saídos da infância, enfrentam uma proposta de adolescência distorcida pelas cobranças narcisistas dos grupos, onde o parecer e o ter são apresentados como valores essenciais e o ser é deixado de lado. A super proteção familiar, temerosa de desvios sexuais, drogas e violência, reforça-se e envolve-os, as oportunidades de iniciação ao trabalho escasseiam e assim têm retardada a saída da adolescência em pelo menos um setênio quando comparados às gerações anteriores.

Na idade adulta, já suficientemente estimulados pelo social e pela mídia para se transformarem em vencedores clássicos, reforçam-se os sentimentos egoísticos de vencer a qualquer custo, ficando para trás o saudável compartilhar. O romântico compartilhar é substituído pelo destruir para vencer e após serem sugados pelas empresas e pela sociedade em seu período mais produtivo, o ser é descartado no momento exato que adentra à idade reflexiva, momento em que percebe o grande engodo. A sagaz observação de um renomado psicanalista, há anos atrás, de que as pessoas chegam à idade adulta cada vez mais tarde e começam a envelhecer cada vez mais cedo é bastante pertinente. Estressados, as possibilidades de doenças começam aflorar, obesidade, hipertensão, diabete, enfarte, câncer, aparecem em faixas etárias cada vez mais precoces e com maior violência, conseqüência da tensão gerada pelo assim chamado mundo civilizado, contemporâneo, globalizado.

É nesse universo de probabilidades e erros que movem-se as ciências médicas, é – atrás desse prejuízo – que correm os médicos, auxiliados por paramédicos, biólogos, farmacólogos, químicos, físicos, etc. Patologias que muito bem poderiam ser evitadas ou retardadas em seu aparecimento, destroem, inutilizam, incapacitam, diminuem o prazer pela vida.

Mas tempo é dinheiro, trabalhar, conseguir, vencer. Ter. Ter mesmo à custa do sacrifício do outro é a pseudo-ética que infelizmente rege a sociedade hegemônica do momento. Desemprego, pobreza, violência, não parecem sensibilizar os empedernidos donos do poder real (econômico) ou virtual (político).

A Homeopatia, medicina do sujeito, é a medicina preventiva por excelência para o caos que hoje experenciamos. Ao iniciar um movimento que conduz o ser a um redimensionamento do seu sentir e pensar, ajuda-nos a identificar e corrigir as distorções físicas e psíquicas que nos levaram à desarmonia, transforma-nos em sujeitos de nossas vidas, a Homeopatia trabalha o doente que somos, minimizando nossas doenças, transformando-nos em seres mais participativos, construtivos, abandonando posicionamentos egoístas e destrutivos. Instituída como tratamento em qualquer fase da vida ajudará o ser a reorganizar-se, prevenindo assim uma série de dissabores que poderão impedir o vivenciar de uma existência plena.