A febre não é o bicho de sete cabeças, que costuma aterrorizar as mamães e vovós. O medo mórbido que elas tem da febre é causado apenas por desinformação.

Febre é a condição em que o organismo determina um aumento de temperatura do corpo como uma resposta organizada a uma doença ou agressão. O exemplo clássico é a febre provocada por uma infecção bacteriana.

Podendo atingir um limite máximo quando não tratada, que é de 41,1oC (medida na axila), a febre é sinal de vitalidade. Criança sadia é aquela que apresenta temperatura mais elevada quando está com febre. Prova disso é que, com o envelhecimento, a pessoa vai ficando menos sujeita a ter febre. O idoso raramente tem febre, e se ela ocorre, é baixa.

Quanto a sua manifestação, podemos ter alteração da esfera psíquica, como sonolência, delírio, agitação, sintomas estes muitas vezes confundido com os de uma convulsão.

O fato é que a maioria dos casos de febre é de curta duração. A febre pode até impedir a prolifaração dos micróbios. A resposta imunológica é melhorada pelo aumento da capacidade bactericida, migratória dos glóbulos brancos e aumento na produção de interferon, um antibiótico produzido pelo organismo contra certos virus. A febre pode inclusive melhorar a sobrevida, no caso de infecções bacterianas graves.

E se tiver convulsão ?
Em vários livros pesquisados, autores renomados em Pediatria, são unânimes em afirmar que são muito poucos os casos de convulsão febril. Só em 3 crianças em 100 ocorrem casos de convulsão. Mesmo assim, esses casos são raros em crianças com menos de seis meses de vida e depois dos quatro anos de idade.

Para vários destes autores, a convulsão febril constitui um tipo de epilepsia e depende de um traço genético específico. As convulsões febris são, em sua maioria, de curta duração e cessam mesmo antes que qualquer providência de ordem terapêutica seja tomada. Segundo o grande patologista brasileiro, Prof. Walter Eduardo Maffei, somente nos portadores de epilepsia é que a infecção poderá ser o fator desencadeante de crises convulsivas, e estas não dependem do grau de temperatura.

Nestas crianças a convulsão ocorre com qualquer elevação de temperatura. As causas da convulsão febril são a imaturidade do Sistema Nervoso Central e o fator genético. Assim sendo, só os portadores destas condições é que podem tê-la, e tem um ótimo prognóstico. Mesmo assim, embora em uma criança que tenha tido uma convulsão febril possa apresentar novas crises convulsivas em outros episódios febris, elas dificilmente poderão ocorrer depois de quatro anos de vida. Assim, muitas vezes estes pacientes tem uma convulsão com febre baixa (37,5 o C) , ou mesmo durante um simples processo infeccioso sem febre, e durante todo o resto de sua vida não mais apresentam convulsões, mesmo com febre elevada.

Febre não é doença
A febre não é, portanto uma doença a ser combatida. Ela denota que algo não vai bem no organismo, como se fosse um alarme, demonstrando que está sendo coordenada uma reação de defesa contra fatores externos (bactérias, vírus, traumatismos, queimaduras, etc…), e fatores internos (ansiedades, angústias, traumas psiquicos, etc…).

Ao contrário do que as mamães pensam, a febre não é uma reação indesejável, mas um sintoma muito útil para o restabelecimento da saúde.

Conduta prática na febre
Do ponto de vista prático, como proceder quando uma criança, ou um adulto apresentar febre? Devemos deixá-lo o mais à vontade possível. Se tiver frio, agasalhá-lo, cobri-lo, e se tiver calor, descobri-lo, mantendo-o com roupas leves. Oferecer bastante líquidos (água, chás, sucos, refrigerantes). Se a febre continuar, dar banhos na temperatura do corpo (entre 36 o e 37 o C). O banho tem um efeito salutar. Lembre-se que ao tratar somente a febre, (por ex. empregando antitérmicos ) , o quadro clínico fica mascarado, dificultando o diagnóstico, e/ou a avaliação terapêutica.

O que pode ser observado e informado a seu Médico Homeopata
O médico Homeopata deve ser procurado para que faça o diagnóstico da causa da febre e o tratamento adequado.A observação de como ela se manifesta, pode ser útil neste diagnóstico, e também para encontrar o medicamento mais semelhante a este quadro..

  • Procure observar o início do quadro febril. Ele pode ser súbito, ou começar lentamente.
  • A febre geralmente se apresenta com calafrios, calor e suor. Verifique se algum destes sintomas estão ausentes.
  • Veja se o calor está generalizado, ou localizado em alguma parte do corpo. O rosto está pálido, ou corado? O paciente tem calafrios? Onde eles se iniciam, e se eles se irradiam para alguma região do corpo?
  • A sede está presente? Em caso positivo, quanto o paciente quer beber, assim como sua frequência, e a temperatura do líquido a ser ingerido?
  • Quando a febre desce, é acompanhada de transpiração? Onde?
  • E os estados de ânimo e humor do paciente em questão? Estão diferentes do habitual? Ou estes sintomas estão mais acentuados do que antes da febre aparecer? Quer companhia? Está apreensivo, inquieto, prostrado, e etc…?

Os sintomas a serem observados não faltam. O que precisamos é observar mais nossas crianças, aprendendo a desvendá-las, encontrando sua individualidade, e com isto auxiliando-as a atingir sua Vitalidade Plena.

   
   
A febre não é o bicho de sete cabeças, que costuma aterrorizar as mamães e vovós. O medo mórbido que elas tem da febre é causado apenas por desinformação.

Febre é a condição em que o organismo determina um aumento de temperatura do corpo como uma resposta organizada a uma doença ou agressão. O exemplo clássico é a febre provocada por uma infecção bacteriana.

Podendo atingir um limite máximo quando não tratada, que é de 41,1oC (medida na axila), a febre é sinal de vitalidade. Criança sadia é aquela que apresenta temperatura mais elevada quando está com febre. Prova disso é que, com o envelhecimento, a pessoa vai ficando menos sujeita a ter febre. O idoso raramente tem febre, e se ela ocorre, é baixa.

Quanto a sua manifestação, podemos ter alteração da esfera psíquica, como sonolência, delírio, agitação, sintomas estes muitas vezes confundido com os de uma convulsão.

O fato é que a maioria dos casos de febre é de curta duração. A febre pode até impedir a prolifaração dos micróbios. A resposta imunológica é melhorada pelo aumento da capacidade bactericida, migratória dos glóbulos brancos e aumento na produção de interferon, um antibiótico produzido pelo organismo contra certos virus. A febre pode inclusive melhorar a sobrevida, no caso de infecções bacterianas graves.

E se tiver convulsão ?
Em vários livros pesquisados, autores renomados em Pediatria, são unânimes em afirmar que são muito poucos os casos de convulsão febril. Só em 3 crianças em 100 ocorrem casos de convulsão. Mesmo assim, esses casos são raros em crianças com menos de seis meses de vida e depois dos quatro anos de idade.

Para vários destes autores, a convulsão febril constitui um tipo de epilepsia e depende de um traço genético específico. As convulsões febris são, em sua maioria, de curta duração e cessam mesmo antes que qualquer providência de ordem terapêutica seja tomada. Segundo o grande patologista brasileiro, Prof. Walter Eduardo Maffei, somente nos portadores de epilepsia é que a infecção poderá ser o fator desencadeante de crises convulsivas, e estas não dependem do grau de temperatura.

Nestas crianças a convulsão ocorre com qualquer elevação de temperatura. As causas da convulsão febril são a imaturidade do Sistema Nervoso Central e o fator genético. Assim sendo, só os portadores destas condições é que podem tê-la, e tem um ótimo prognóstico. Mesmo assim, embora em uma criança que tenha tido uma convulsão febril possa apresentar novas crises convulsivas em outros episódios febris, elas dificilmente poderão ocorrer depois de quatro anos de vida. Assim, muitas vezes estes pacientes tem uma convulsão com febre baixa (37,5 o C) , ou mesmo durante um simples processo infeccioso sem febre, e durante todo o resto de sua vida não mais apresentam convulsões, mesmo com febre elevada.

Febre não é doença
A febre não é, portanto uma doença a ser combatida. Ela denota que algo não vai bem no organismo, como se fosse um alarme, demonstrando que está sendo coordenada uma reação de defesa contra fatores externos (bactérias, vírus, traumatismos, queimaduras, etc…), e fatores internos (ansiedades, angústias, traumas psiquicos, etc…).

Ao contrário do que as mamães pensam, a febre não é uma reação indesejável, mas um sintoma muito útil para o restabelecimento da saúde.

Conduta prática na febre
Do ponto de vista prático, como proceder quando uma criança, ou um adulto apresentar febre? Devemos deixá-lo o mais à vontade possível. Se tiver frio, agasalhá-lo, cobri-lo, e se tiver calor, descobri-lo, mantendo-o com roupas leves. Oferecer bastante líquidos (água, chás, sucos, refrigerantes). Se a febre continuar, dar banhos na temperatura do corpo (entre 36 o e 37 o C). O banho tem um efeito salutar. Lembre-se que ao tratar somente a febre, (por ex. empregando antitérmicos ) , o quadro clínico fica mascarado, dificultando o diagnóstico, e/ou a avaliação terapêutica.

O que pode ser observado e informado a seu Médico Homeopata
O médico Homeopata deve ser procurado para que faça o diagnóstico da causa da febre e o tratamento adequado.A observação de como ela se manifesta, pode ser útil neste diagnóstico, e também para encontrar o medicamento mais semelhante a este quadro..

  • Procure observar o início do quadro febril. Ele pode ser súbito, ou começar lentamente.
  • A febre geralmente se apresenta com calafrios, calor e suor. Verifique se algum destes sintomas estão ausentes.
  • Veja se o calor está generalizado, ou localizado em alguma parte do corpo. O rosto está pálido, ou corado? O paciente tem calafrios? Onde eles se iniciam, e se eles se irradiam para alguma região do corpo?
  • A sede está presente? Em caso positivo, quanto o paciente quer beber, assim como sua frequência, e a temperatura do líquido a ser ingerido?
  • Quando a febre desce, é acompanhada de transpiração? Onde?
  • E os estados de ânimo e humor do paciente em questão? Estão diferentes do habitual? Ou estes sintomas estão mais acentuados do que antes da febre aparecer? Quer companhia? Está apreensivo, inquieto, prostrado, e etc…?

Os sintomas a serem observados não faltam. O que precisamos é observar mais nossas crianças, aprendendo a desvendá-las, encontrando sua individualidade, e com isto auxiliando-as a atingir sua Vitalidade Plena.

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