“Tão importante quanto conhecer a  doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença”. .Sir William Osler – 1849 ~ 1919

Para uma grande parcela da população, ou mesmo para muitos profissionais de saúde, este “titulo”: Cirurgião-dentista Homeopata soa como algo estranho, fora do contexto, incompatível.

O dentista é, por formação, um profissional de saúde com considerável conhecimento biológico (biomédico) a que se somam noções mecânicas por assim dizer. O estudante de Odontologia é treinado para desenvolver habilidades manuais específicas, para atuar em locais diminutos como a boca, sobre peças anatômicas complexas, como os dentes, estes, tendo como entorno os tecidos moles (gengivas, língua, mucosas) embebidos por um fluido (a saliva). Pois bem, esta compreensão mecanicista, tecnicista, traz inúmeros benefícios para todos, porém consiste em erro grave não relevar as implicações humanistas envolvidas neste tipo de Ciência.

A formação do Cirurgião-dentista é tradicionalmente alopática no que diz respeito à Farmacologia, de conduta, enfim. Na grade curricular constam matérias básicas (anatomia, fisiologia, patologia, materiais dentários, etc…) e matérias técnicas particulares (dentística, cirurgia, prótese entre outras). Restauramos dentes, como peças de uma engrenagem que se entende como Oclusão. Ajustamos, moldamos, trocamos, enxertamos e implantamos. Tudo isto com rigor técnico e muitas vezes, por que não dizer, artístico.

O Cirurgião-Dentista tem, desta forma, uma tendência para basear a profissão desta maneira: técnica. Treina-se muito, adquire-se destreza manual, e corre-se o risco de não dar muita ou nenhuma importância para outros aspectos que envolvem o atendimento pessoal.

Sabemos, no entanto, que aqueles que procuram um profissional de odontologia podem querer muitas vezes algo que ultrapasse estes conceitos. Ele quer ser ouvido, quer atenção, quer que compreendam suas angústias, que o olhem e o enxerguem como um ser total.

Assim, o dentista que tem uma abordagem homeopática, introduz um diferencial de atendimento, de compreensão da doença e do doente.

O dentista homeopata observa, analisa, examina o indivíduo de maneira ampla, integral, elaborando perguntas em sua anamnese, que o levam a escolha de uma medicação adequada. Medicação esta segundo a farmacotécnica homeopática, que reúna o maior número possível de semelhanças aos sintomas apresentados, cujo objetivo é conseguir o equilíbrio geral do indivíduo. Difícil? Não, é só uma questão de mudar-se o paradigma de cura, acrescentando-se o conceito da força vital inerente a todos os seres vivos que pode ser estimulada pela medicação. Talvez alguns achem estranho um dentista perguntar, por exemplo, como é o sono do paciente, os sonhos, o seu modo de encarar temas como a morte, ou como ele reage ao consolo ou como suporta a espera, enfim perguntas aparentemente desconexas. Porém ordenadas as informações e confrontadas com o que se chama “matéria médica homeopática”, obtêm-se uma medicação que, administrada ao doente obtêm-se um resultado muito benéfico, no sentido de equilibrar sua força vital ajudando sobremaneira à cura dos problemas bucais, que incluem desde a prevenção até a resolução de dores, problemas periodontais, mau hálito, aftas, herpes e muitos outros.

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