Existem muitos estereótipos acerca da Homeopatia, muitas idéias errôneas que distorcem a sua finalidade, o seu potencial e os seus limites. Entre estes estereótipos está a noção de que a Homeopatia é uma ciência fixa e imutável, o que, obviamente, não é verdade. A Homeopatia tem evoluído diariamente graças ao trabalho de milhares de clínicos, cientistas, professores universitários e farmacêuticos que constantemente questionam o nosso conhecimento a fim de aumentar a efetividade destes medicamentos.

O debate entre as diferentes terapêuticas já está enferrujado e superado. Devemos promover a medicina como um todo. Uma medicina científica e humana, aberta aos progressos científicos e técnicos assim como aberta para ouvir a pessoa doente. Uma medicina voltada ao desenvolvimento máximo do potencial curativo de cada paciente no lugar de uma prática que usa métodos coercivos e agressivos que enfraquecem as defesas naturais do organismo. Uma medicina que não considera a doença como um inimigo a ser derrotado, mas uma manifestação de uma disfunção que deve ser compreendida e extinta com a cooperação da pessoa doente. Uma medicina que promove o conhecimento dos processos orgânicos, com o objetivo de orientar hábitos saudáveis de preservação da nossa saúde.

Este é o solo fértil onde a homeopatia germinou, cresceu e irá naturalmente florescer devido aos resultados da sua prática. Um médico não pode estabelecer um tratamento a priori, pois deve avaliar a cada caso qual a necessidade do seu paciente e qual o melhor caminho de retorno à saúde.

A Homeopatia não é um tipo de medicina, pois existe apenas uma Medicina: ela é a arte de integrar conhecimento científico, ouvir atentamente e observar com interesse o paciente como um ser único em sua individualidade. É a medicina que deve tratar a pessoa como um todo, e não apenas a Homeopatia.

É verdade que a escolha de um medicamento homeopático requer muito mais individualização que a escolha de um antibiótico, por exemplo. Após o diagnóstico da doença e a escolha da Homeopatia como o tratamento a ser feito, é trabalho do Homeopata determinar qual o medicamento que corresponde a este paciente com esta doença. Cada pessoa tem a sua própria gripe e a sua própria azia. Isto significa que cada um irá desenvolver sintomas que são só seus e que auxiliarão na escolha deste medicamento.

A pesquisa em Homeopatia não visa e não deve ter como objetivo convencer os incrédulos da sua utilidade. Se após 200 anos de resultados inquestionáveis alguém não quer reconhecer o potencial terapêutico da Homeopatia, não serão artigos científicos que atingirão tal proeza. A finalidade das nossas pesquisas é o constante aprimoramento da efetividade dos nossos medicamentos. Entendendo os motivos das nossas falhas terapêuticas, através de um maior conhecimento do mecanismo de ação dos medicamentos e a sua interação com o organismo e as diversas substâncias que ingerimos e respiramos neste nosso mundo em constante mudança.

Samuel Hahnemann não descobriu a Homeopatia ao acaso. Ele integrou diversas correntes de pensamento da sua época (início do século XIX) e culminou neste método terapêutico. É nosso dever estarmos atentos às mudanças que ocorrem nos dias de hoje para podermos retribuir à Homeopatia, através de descobertas e atualizações, os resultados excelentes que ela nos propicia na nossa prática diária.

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