A introdução da Homeopatia na rede pública, tem comprovado a economia trazida por uma terapia que trata de todo o organismo

As consultas feitas por médicos ou
dentistas homeopatas levam,
em média, uma hora de duração

Fornecer um atendimento diferenciado aos pacientes do Sistema Único de Saúde-SUS, com profissionais atenciosos, consultas de mais de uma hora de duração e ainda reduzir as despesas na rede pública de saúde, é possível? Para a cidade de Volta Redonda (RJ) a resposta é “sim”.

Localizada no baixo fluminense – a 110 km da cidade do Rio de Janeiro – há sete anos Volta Redonda vem mostrando a todas as cidades do estado as maravilhas obtidas pela introdução do serviço de Homeopatia nos postos municipais de saúde. Vários municípios, inclusive a capital do estado, têm procurado a prefeitura de Volta Redonda para obterem mais informações sobre como implantar a Homeopatia na saúde pública.
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“Volta Redonda é considerada o pólo da Homeopatia no estado”
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“O êxito alcançado por Volta Redonda estimulou o próprio governo do estado a lançar medidas favoráveis à inclusão da Homeopatia na rede pública de saúde”, destaca a secretária municipal da Saúde, Analice Silva Martins. “Volta Redonda é considerada o pólo da Homeopatia no estado”, define Analice.

A implantação do serviço de Homeopatia em Volta Redonda se deu em etapas. A primeira buscou convencer as autoridades locais sobre a sua importância. Para tanto foi elaborada uma proposta de mudança no modelo técnico-assistencial na rede municipal de saúde de Volta Redonda. Tomada a decisão política em favor da implantação da Homeopatia, foi realizado um concurso público para médicos e dentistas homeopatas. “Fomos uma das primeiras cidades no país a realizar concurso para esta especialidade”, lembra Analice. Feita a seleção, o trabalho de implantação se voltou para a sensibilização de todos os profissionais da saúde bem como dos pacientes para a importância da Homeopatia. Neste momento também houve a normatização das ações em prol da Homeopatia.

Num segundo momento, o objetivo da Secretaria de Saúde foi a implementação do serviço. Para tanto, os profissionais envolvidos empregaram seus esforços na consolidação do atendimento médico, na integração dos homeopatas às equipes de saúde, assim como na compreensão das formas de agir dos homeopatas pelos demais membros da equipe médica.
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A Homeopatia gera uma considerável economia para o município
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Ao concluir esta segunda fase, a secretaria passou a se dedicar à coleta de dados e informações específicas para avaliar os resultados da Homeopatia na rede pública. Agora, neste quarto momento da Homeopatia em Volta Redonda, a secretaria está direcionando as suas ações na divulgação e análise dos dados.
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Os medicamentos empregados no tratamento tem um custo reduzido
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A coordenadora do Grupo de Trabalho de Homeopatia de Volta Redonda – Fabíola Angelina Cesarina Martins – conta que os resultados encontrados nesta avaliação atenderam as expectativas, sobretudo, no que tange às propostas de mudanças do modelo técnico assistencial. “Esta análise já mostra que a adoção da Homeopatia resulta na redução dos gastos tanto na parte operacional, uma vez que o homeopata pede menos exames em função do tempo de consulta ser mais longo, quanto nas despesas com os remédios que por serem manipulados são mais baratos do que os alopáticos”, defende Fabíola. Além destes dois aspectos citados pela coordenadora do grupo, o tratamento homeopático a médio prazo leva as pessoas a adoecerem menos, uma vez que esta terapia trata do paciente como um todo e não apenas de uma doença isolada. Outro aspecto positivo na Homeopatia é que ela contribui para diminuir a necessidade de encaminhar o paciente para outras especialidades. Mas para a Secretaria de Saúde, a principal vantagem está na relação entre o profissional e o paciente. “O ganho de qualidade no atendimento, o vínculo desenvolvido entre profissionais da saúde e pacientes, estão entre as principais vantagens do tratamento homeopático”, aponta Analice. “O tratamento com um medicamento manipulado, também representa um diferencial desta especialidade, pois, com a manipulação cada paciente tem uma dosagem específica para as necessidades do seu organismo”, acrescenta. Segundo a secretária o único problema que o serviço da Homeopatia enfrenta é a falta de profissionais capacitados. “Contamos apenas com uma dentista homeopata e quatro médicos. Isto se constitui em uma barreira ao acesso da população de baixa renda ao serviço”, avalia. Conforme a secretária, das 3 mil pessoas cadastradas na fila de espera por uma consulta médica ou odontológica, 10% aguardam para serem atendidas por um profissional homeopata. “Ao mesmo tempo que esta demanda mostra que a Homeopatia vem conquistando credibilidade, este número também revela o problema da falta de profissionais especializados que dificulta, inclusive, a reunião de dados que comprovem que esta especialidade gera economia visto que o número de atendimentos na Homeopatia é pequeno em relação às outras especialidades”, conta.

Em Volta Redonda, das 3 mil pessoas
que estão na fila de espera por uma
consulta, 10% procuram homeopata

Enquanto não surge uma solução para o problema da falta de profissionais, a Secretaria Municipal de Saúde concentra seus esforços para alcançar mais uma meta: a gratuidade dos medicamentos aos pacientes de baixa renda.
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A falta de profissionais dificulta o acesso dos pacientes do SUS
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Mesmo sendo menor os custos dos medicamentos homeopáticos – geralmente entre 25% à 30% mais baratos que os alopáticos – a Secretaria de Saúde de Volta Redonda tem se esforçado para que os remédios sejam gratuitos para os pacientes de baixa renda. As duas farmácias de manipulação da cidade já fornecem de graça o medicamento para os pacientes sem condições de arcar com as despesas. Mas, para deixar de onerar as farmácias, a secretaria vem empregando todos os seus esforços na formalização de um convênio com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ, a fim de que os alunos do curso de farmácia produzam esse medicamento gratuitamente. “Desta forma os alunos ganham em aprendizado e os pacientes em saúde”, afirma a secretária que acredita que até o mês de março o acordo entre a UERJ e a secretaria seja assinado

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