Como são apresentados os medicamentos homeopáticos

A quantidade de medicamento pode ser expressa em peso, volume ou unidade. Por exemplo:

  • 10 g ou 120 tabletes;
  • 15 ml;
  • 3 papéis.

Quanto a apresentação, o medicamento homeopático pode ter as seguinte formas:Forma líquida

  • Para ser tomado em gotas, vem preparado em solução hidroalcóolica, que pode ou não ser diluída em água, na hora de tomar.
  • As doses únicas, são preparadas em água destilada ou solução hidroalcóolica, par ser tomada diretamente do frsaco ou conforme determinação médica.

Forma sólida

  • Glóbulos são grânulos de sacarose, que é o açúcar da cana-de-açúcar. Seu tamanho depende da padronização da farmácia. Devem ser chupados como balas.
  • Tabletes e comprimidos são preparações com lactose, o açúcar do leite. Variam de tamanho, de acordo com a padronização das farmácias. Os tabletes são facilmente dissolvidos na boca, enquanto os comprimidos levam mais tempo.
  • Pós (tabletes) são preparados em lactose e acondicionados em papelotes. Basta colocar o conteúdo do papel na boca, ou dissolver em um pouco de água.

O efeito terapêutico se mantém nas diferentes apresentações homeopáticas. As circunstâncias é que determinam a preferência.

O prazo de validade, dos medicamentos homeopáticos, ainda está em estudos para todas as formas, salvo a solução aquosa ou alcoolizada até 30%, estas deverão apresentar prazo de validade que garanta a qualidade de soluções perecíveis.

Ao fazer uso de um medicamento homeopático, certifique-se de que o líquido está límpido e os glóbulos, comprimidos, tabletes e papéis, sem alteração de cor e consistência e soltos.

Estas informações são divulgadas no Manual do Consumidor de Homeopatia elaborado pela ABFH (Associação Brasileira dos Farmacêuticos Homeopatas), que congrega os profissionais homeopatas da área de farmácia.

 

Curada a alergia de Super-Homem à Kriptonita! (por Clark Kent)

Curada a alergia de Super-Homem à Kriptonita !
(por Clark Kent)

Metrópolis – Após inúmeras tentativas feitas por Super-Homem para curar sua alergia à Kriptonita pelos métodos da medicina tradicional e terapias alternativas, finalmente nosso Super-Herói teve sua sensibilidade potencialmente fatal curada por um médico homeopata no Centro Médico Homeopático de Metrópolis.

Radiante com sua Super-Saúde, nosso Super-Herói percebeu que curar-se desta alergia não seria tarefa fácil. “Bem, eu tive que tentar vários métodos de tratamento até encontrar este que me curou”.

Nosso herói procurou primeiramente a Terapia OrtoMolecular. “Eu acreditava que necessitava das Super-Vitaminas e Super-Minerais para meu Super-Corpo”. Este tratamento poderia até ter funcionado, mas nosso Super-Herói não pode seguir à risca as instruções desta linha de tratamento, como nos revelou reservadamente… “Era muito difícil tomar tantos comprimidos como prescrito e como era complicado voar com 18, 20 vidros de vitaminas socados em meu uniforme. Não sabia mais onde carregá-los”.

Logo a seguir, nosso Super-Herói procurou a Acupuntura. Desta vez, foi o acupunturista quem se desculpou, por não ser forte o bastante para aplicar as agulhas na pele de aço.

O osteopata também não pode ajudar e aliás este profissional é quem teve sorte de ter o Super-Homem como paciente. Graças ao seu poder de voar, Super-Homem pode levá-lo rapidamente ao Hospital para que pudessem cuidar de suas fraturas nos punhos e cotovelos ao tentar manipular os ossos de nosso Super-Herói.

A terapia do Biofeedback só conseguiu ensiná-lo a reduzir sua pressão arterial. Mas como nem o Clark Kent, nem o Super-Homem são hipertensos…

A Terapia do Movimento só consegui ensinar nosso Super-Herói a correr e a voar com mais leveza, assim como a Aeróbica, que só obteve sucesso ao ensiná-lo a correr com mais velocidade. “Não é que estas tentativas foram em vão, afinal aprendi a fugir com muito mais rapidez da Kriptonita”.

A que mais impressionou nosso herói foi a Terapia Reichiana. Logo nos primeiros exercícios respiratórios, nosso herói fez ir para os ares o telhado do consultório, fazendo com que ele deixasse o local com grande sentimento de culpa.

Finalmente, a Mulher-Maravilha veio ajudá-lo!!

A Super-Heroína liberada contou-lhe que vários de seus amigos conseguiram grande auxílio no Centro Médico Homeopático de Metrópolis. Segundo seu relato: “Os médicos homeopatas de lá curaram as sandices do Homem-Aranha, recuperaram a cor da pele do Homem-Invisível e até engrossaram a voz esganiçada do Mickey Mouse. O único caso que não obteve sucesso foi o de Darth Vader, aquele vilão do StarWar, que ainda apresenta aquela horrível rouquidão. Eles acham que talvez só após décadas de Análise Freudiana sua rouquidão poderá melhorar”.

E assim, depois de tanto entusiasmo da Mulher-Maravilha, o Super-Homem finalmente procurou um médico homeopata que lhe deu uma dose de Kriptonita altamente diluída, curando-o de sua alergia a ponto de permitir estrelar em outra emocionante aventura.

HOMEOPATIA: Medicina Preventiva e Curativa

Objetivando a reharmonização e o redimensionamento do Ser providenciando para que aconteça o reencontro consigo mesmo, a Homeopatia apresenta-se como medicina preventiva por excelência.

Todos nascemos com alguns – defeitos de fabricação -, ou seja, predispostos a um determinado número de doenças herdadas de nossos ancestrais. Calcula-se que oitenta por cento de nossas possibilidades patológicas já estão inscritas em nossos géns ao nascermos e irão manifestar-se ao longo de nossas vidas com precocidade, freqüência e intensidade variáveis de acordo às oportunidades que a eles oferecermos. Portanto, na grande maioria das vezes, do recém nascido ao idoso, o adoecer é uma decisão nossa.

Optamos pela desarmonia de nossos filhos quando a eles oferecemos, e a qualquer hora, acesso a alimentos inadequados (açucares e gorduras em excesso, carnes com hormônios, refrigerantes, excitantes como o café, droga como o chocolate que gera bem estar e dependência predispondo-os no futuro ao uso da maconha e outras drogas), quando nos omitimos em relação a direcionamentos saudáveis (exposição excessiva a telas de TV e computadores cujas radiações, além de causarem catarata precoce, desorientam moléculas de ferrite alojadas em células cerebrais induzindo letargia) quando permitimos que inundem-se de mensagens que excitam seus instintos erótico-agressivos que contribuem para impedir e desviar o seu processo de maturação como sujeito, remetendo-os a níveis insuportáveis de destrutividade e medo (desenhos, novelas, filmes, vídeo games, etc.) quando lhes damos maus exemplos com hábitos nocivos (cigarros, bebidas, excessos alimentares, sedentarismo), quando não damos a eles todo o carinho que necessitam, quando impomos nossos desejos e vontades fundamentados em nossa história de vida eivada de neuroses familiares, culturais, religiosas e sociais. Sem dúvida, viver constitui-se em uma grande aventura.

Saídos da infância, enfrentam uma proposta de adolescência distorcida pelas cobranças narcisistas dos grupos, onde o parecer e o ter são apresentados como valores essenciais e o ser é deixado de lado. A super proteção familiar, temerosa de desvios sexuais, drogas e violência, reforça-se e envolve-os, as oportunidades de iniciação ao trabalho escasseiam e assim têm retardada a saída da adolescência em pelo menos um setênio quando comparados às gerações anteriores.

Na idade adulta, já suficientemente estimulados pelo social e pela mídia para se transformarem em vencedores clássicos, reforçam-se os sentimentos egoísticos de vencer a qualquer custo, ficando para trás o saudável compartilhar. O romântico compartilhar é substituído pelo destruir para vencer e após serem sugados pelas empresas e pela sociedade em seu período mais produtivo, o ser é descartado no momento exato que adentra à idade reflexiva, momento em que percebe o grande engodo. A sagaz observação de um renomado psicanalista, há anos atrás, de que as pessoas chegam à idade adulta cada vez mais tarde e começam a envelhecer cada vez mais cedo é bastante pertinente. Estressados, as possibilidades de doenças começam aflorar, obesidade, hipertensão, diabete, enfarte, câncer, aparecem em faixas etárias cada vez mais precoces e com maior violência, conseqüência da tensão gerada pelo assim chamado mundo civilizado, contemporâneo, globalizado.

É nesse universo de probabilidades e erros que movem-se as ciências médicas, é – atrás desse prejuízo – que correm os médicos, auxiliados por paramédicos, biólogos, farmacólogos, químicos, físicos, etc. Patologias que muito bem poderiam ser evitadas ou retardadas em seu aparecimento, destroem, inutilizam, incapacitam, diminuem o prazer pela vida.

Mas tempo é dinheiro, trabalhar, conseguir, vencer. Ter. Ter mesmo à custa do sacrifício do outro é a pseudo-ética que infelizmente rege a sociedade hegemônica do momento. Desemprego, pobreza, violência, não parecem sensibilizar os empedernidos donos do poder real (econômico) ou virtual (político).

A Homeopatia, medicina do sujeito, é a medicina preventiva por excelência para o caos que hoje experenciamos. Ao iniciar um movimento que conduz o ser a um redimensionamento do seu sentir e pensar, ajuda-nos a identificar e corrigir as distorções físicas e psíquicas que nos levaram à desarmonia, transforma-nos em sujeitos de nossas vidas, a Homeopatia trabalha o doente que somos, minimizando nossas doenças, transformando-nos em seres mais participativos, construtivos, abandonando posicionamentos egoístas e destrutivos. Instituída como tratamento em qualquer fase da vida ajudará o ser a reorganizar-se, prevenindo assim uma série de dissabores que poderão impedir o vivenciar de uma existência plena.

Dia da Homeopatia

 
Prof. Dr. Claudio Martins Real
        A homeopatia é fundamentada no princípio dos semelhantes, que significa que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia é capaz de curar tais sintomas numa pessoa doente. Foi com este princípio que Samuel Hahnemann criou a homeopatia há mais de 200 anos, apoiando-se na observação experimental. Foi ele o responsável pela criação desse ramo da medicina. E com base na teoria de Hahnemann, o Professor, Médico Veterinário, Doutor em Homeopatia Veterinária, Claudio Martins Real criou a Homeopatia Populacional, uma inovação tecnológica criada por ele no Brasil sem precedentes na Homeopatia Mundial, fruto de mais de 40 anos de atividade profissional e de estudos.

       Nascido no Rio Grande do Sul, o Prof. Dr. Claudio, herdou de seu pai o costume de lançar mão de medicamentos homeopáticos para solucionar problemas de saúde. Com o passar dos anos dedicou-se a pesquisar e procurar maneiras de utilizar à terapêutica nos animais, porém de maneira que pudesse tratá-los coletivamente, como se fossem apenas um indivíduo. Veja a entrevista.

       1. A homeopatia populacional trata quais tipos de doenças bovinas?
       CMR – Por ser uma terapêutica que se baseia na cura do semelhante pelo semelhante, em princípio, posso afirmar que a homeopatia populacional tem possibilidade de tratar qualquer tipo de doença. Sendo que o tratamento homeopático requer dependendo da gravidade da doença do animal, repetição de doses duas ou mais vezes ao dia para que o resultado seja alcançado com êxito. Indigestão ruminal, diarréia, problemas de fertilidade, retenção de placenta, mastites, controle de parasitas são algumas das muitas situações que podem ser tratadas com a terapêutica.

          2. Cite as vantagens de se tratar animais com produtos naturais
       CMR – As vantagens são inúmeras. Primeiro o baixo custo, comparando ao tratamento alopático. É produto atóxico não prejudicando a saúde do animal e não colocando em risco a saúde de quem lida com o rebanho. É fornecido no cocho, outra grande vantagem, pois o animal evita o estresse. E falando no sentido econômico, posso afirmar que não há período de carência para o abate do animal, no gado leiteiro quando tratamos a mastite também não há período de carência, o que é gratificante ao produtor, pois quando se usa antibiótico o descarte de leite é muito grande.

          3. Como é hoje, no dia da homeopatia, observar o crescimento da Real H, que a cada dia que passa se torna referência em nosso país?
       CMR – É uma grande satisfação, pois a homeopatia eu trago de berço. E hoje a Real H realmente vem crescendo. Estamos pelo Brasil a fora e agora no Paraguai. Tudo isso é fruto de muito estudo e dedicação. O nosso compromisso é com o nosso cliente, procuramos atendê-los da melhor forma, por isso o grande segredo do nosso sucesso é esforço, dedicação e nunca parar de pesquisar. Estamos buscando o aperfeiçoamento constantemente. Vários experimentos já estão sendo realizados em peixes, aves e muitos outros animais e os resultados são excelentes, mas antes de lançarmos no mercado temos que testar várias vezes para trazer ótimos resultados aos nossos clientes assim como os demais produtos da Real H vem trazendo.

          4. O que o senhor pode dizer sobre o futuro da homeopatia?
       CMR – Posso afirmar que a homeopatia só tende a expandir cada dia mais. O pecuarista está buscando a qualidade de vida e isso a terapêutica oferece ao produtor, pois, não é prejudicial à saúde. E no dia da homeopatia, posso afirmar que vou continuar estudando Veterinária e Homeopatia e a Real H vai continuar enfrentando todos os desafios, problemas e demandas que vierem do campo

Os grilhões da homeopatia

Tenho ouvido louvores à Suprema Corte do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, por ter sentenciado a duras penas de prisão um casal de homeopatas cuja filha morreu devido a complicações de um eczema. Como eles se obstinaram quase até o fim num tratamento que não funcionava, e a menina, de apenas nove meses, pereceu em agonia, foram acusados de homicídio culposo, por negligência. “I respectfully disagree”. Não vejo muito propósito na condenação, e não porque defenda a homeopatia. Ou melhor, num certo sentido até defendo, mas pelas razões que os homeopatas odeiam.

Acho, porém, que é melhor começar pelo começo. A história teve início em novembro de 2001, quando a pequena Gloria Sam, de Earlwood, então com quatro meses, apresentou os primeiros sinais de eczema, uma doença da pele que normalmente pode ser controlada com a aplicação de corticóides tópicos.

O problema é que o pai de Gloria, Thomas Sam, 42, não era um entusiasta da medicina tradicional. Ao contrário, ele não apenas era um ferrenho defensor da homeopatia como ainda a praticava e promovia através de palestras. (Embora Sam tenha formação superior, ele não é médico. Na Austrália, como na maior parte do mundo civilizado, qualquer um que queira proclamar-se homeopata e receitar pílulas sem princípio ativo é livre para fazê-lo). Encarregou-se ele próprio dos cuidados da filha.

Em fevereiro, a mãe da menina, Manju, 37, até chegou a levá-la a um pediatra de verdade de Sydney, que indicou um tratamento jamais seguido. Pouco depois, as duas viajaram à Índia, para visitar a família. Numa das várias crises da garota, aconselhada por seus pais, Manju procurou um hospital. Ali, os médicos disseram que o quadro era grave e recomendaram que a menina retornasse a cada dois dias para dar continuidade ao tratamento, mas elas nunca mais apareceram.

Em abril, Thomas juntou-se às duas na Índia. Tomaram parte num casamento na família e voltaram para Earlwood no final do mês. A menina só piorava. Chorava o tempo inteiro e perdia muito peso. No dia 5 de maio, decidiram finalmente levá-la a um hospital. Já era tarde. Ela desenvolvera um quadro de sepse agravada por desnutrição severa. O que de melhor os médicos puderam fazer por ela foi ministrar morfina para aliviar as dores. Ela morreu três dias depois.

Em junho deste ano, um júri da Suprema Corte de Nova Gales do Sul considerou Thomas e Manju culpados de homicídio. Duas semanas atrás, o ministro Peter Johnson sentenciou Thomas a uma pena máxima de oito anos de cadeia e Manju a cinco anos e quatro meses. “Cada um dos réus fracassou profundamente em suas obrigações para com a filha”, disse o magistrado. A arrogância do pai em sua preferência pela homeopatia e a deferência da mãe às vontades do marido causaram a morte da menina, concluiu Johnson.

Não discordo de que ambos pisaram na bola –e feio. Só não acho que era o caso de condená-los a sentenças tão longas. Se eles são seres humanos “normais” e nutriam genuínos sentimentos paternos por Gloria, sua morte já é punição de bom tamanho. Não conheço o direito australiano, mas, no Brasil, num caso como esse, o juiz poderia, nos termos do parágrafo 5º do artigo 121 (homicídio) do Código Penal, deixar de aplicar a pena por entender que as consequências da infração atingiram os agentes de forma tão grave que tornam a sanção desnecessária.

No fundo, a pergunta aqui é: para que serve a punição? Excluídos os discursos de fundo religioso, só sobram duas alternativas. Ela serve para que os próprios autores não voltem a delinquir e para que, pelo exemplo, outros membros da sociedade não os imitem. Os dois riscos me parecem baixos aqui. Depois da morte de Gloria, os Sam tiveram uma segunda criança, que também sofre de eczema. Ela está sendo tratada com homeopatia e medicina convencional. É claro que alguém poderia argumentar que os Sam devem servir de exemplo para que outros candidatos a pais relapsos não os imitem. Pode ser, mas acho essa posição um pouco cruel. Parece-me extremamente improvável que alguém viesse a considerar a Justiça australiana “mole” por não punir os dois e interpretasse tal decisão como sinal verde para tratar seus filhos que sofrem de doenças potencialmente fatais com homeopatia.

E isso nos leva ao fulcro desta coluna, que é da base científica da homeopatia. Mais uma vez, comecemos pelo começo.

Samuel Hahnemann (1755-1843), o criador da homeopatia, era um homem à frente de seu tempo e que provavelmente contribuiu para salvar muitas vidas. Numa época em que práticas médicas mais correntes consistiam de sangrias e enemas, e a farmacologia abusava de medicamentos à base de mercúrio e outras substâncias tóxicas, não há muita dúvida de que as prescrições homeopáticas, por inertes, se afiguravam como alternativas mais saudáveis. Vale recordar que a maioria das doenças que acometem o homem passa sozinha.

O problema de Hahnemann é que os postulados nos quais ele erigiu suas teorias são mais furados que queijo Emmenthal. É bem verdade que o “similia similibus curantur” (coisas semelhantes são curadas por semelhantes) levou à descoberta, em 1796, de que o quinino era um medicamento eficaz contra a malária. Segundo os homeopatas, tal efeito se deve ao fato de que, quando ministrado a pessoas saudáveis, provoca uma sintomatologia semelhante à dos que padecem de infecção por protozoários do gênero Plasmodium. É claro que, de uma perspectiva epistemologicamente moderna, isso é uma tremenda bobagem. Ter encontrado o quinino foi mais do que tudo um golpe de sorte. Quem tentar controlar uma crise hipertensiva ministrando drogas que aumentem a pressão de pessoas sadias corre um grande risco de matar o doente.

O outro dogma da homeopatia instituído por Hahnemann é o de que a eficácia dos medicamentos aumenta com a diluição. Doses grandes agravariam a doença, já as pequenas a curariam. A essa doutrina, exposta em seu “Organon der rationellen Heilkunst” (Órganon da Medicina Racional, de 1810), ele chamou de “potenciação da dinamização”. De novo, é difícil modernamente compreender o que há de racional na diminuição das doses. Medicamentos homeopáticos passam por tantas e sucessivas diluições que, ao final do processo, já não sobraram moléculas do ingrediente original. Daí a dificuldade para explicar sua atuação em bases físico-químicas, as utilizadas na medicina.

E isso nos leva ao verdadeiro “segredo” da homeopatia: como é que tantas pessoas, incluindo gente normalmente racional e inteligente, se deixa “enganar” consumindo bolinhas sem uma mísera molécula de algo que possa ser chamado de remédio com vistas a preservar aquilo que têm de mais precioso, que é a própria saúde?

A resposta é quase simples. Trata-se do efeito placebo, que é, a um só tempo, um dos mais extraordinários aspectos da neurologia humana e um dos mais mal compreendidos. Ele extraordinário porque mostra que o cérebro é capaz de produzir uma série de reações cuja capacidade de cura é, para muitas moléstias, comparável ao de algumas das mais poderosas drogas já desenvolvidas. E é mal compreendido porque costuma ser descrito meio pejorativamente como algo que “está só na sua cabeça”, sem respostas fisiológicas.

Um estudo de 2003 (Kane et al.) que comparou três regimes posológicos do antipsicótico Risperidona, usado no tratamento da esquizofrenia, com placebo mostrou que os três grupos com droga e o sem tiveram melhora bastante similar durante as oitos primeiras semanas do tratamento. Foi só a partir do segundo mês que a Risperidona se mostrou significativamente mais efetiva que o placebo.

A verdade é que a simples expectativa de cura já provoca uma tempestade de reações que só agora a neurociência começa a entender melhor. Elas incluem a liberação de endorfinas e encefalinas e a ativação de centros cerebrais envolvidos no processamento da dor. Evidências do poder do efeito placebo foram observadas não apenas com drogas como também com cirurgias. Operações “falsas” (em que os pacientes receberam apenas a anestesia e uma cicatriz igual à do procedimento padrão) se mostraram tão efetivas quanto as “reais” em estudos dos anos 50. Acho que hoje não seria mais considerado ético desenvolver trabalhos como esses.

Se o efeito placebo é assim tão formidável, por que não não incentivá-lo ao máximo, aplicando a homeopatia sempre que possível? A pergunta é boa. Afinal, preparados sem princípio ativo raramente provocam reações adversas (de vez em quando provocam, é o chamado efeito nocebo) e tendem a ser mais baratos que as drogas de verdade.

A objeção aqui é de ordem ética. A utilização de placebos sempre envolve algum grau de enganação. Parte do efeito curativo se perde se o paciente descobre que estava tomando pílula de farinha em vez de remédio “real” ou que sofreu uma cirurgia falsa. E não me parece sábio introduzir na relação médico-paciente um elemento de desconfiança: será que ele vai me tratar ou dar um placebo? Vale observar que, nos ensaios clínicos que envolvem placebo, ocorre o duplo-cego, isto é, o médico que cuida do paciente também não sabe se ele está recebendo ou não a droga ativa: não há, portanto, uma violação ética.

Outro problema com a homeopatia é que o efeito placebo não atua sobre todas as categorias de doença. Como bem ilustra o caso da pequena Gloria, existem muitas situações em que a opção pela homeopatia contribui para retardar ou impedir um tratamento efetivo, que poderia salvar uma vida. A medicina melhorou bastante de Hahnemann para cá.

Finalmente assinada a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares


Finalmente foi assinada pelo Ministro da Saúde, o Dr. Agenor Álvares da Silva, a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que inclui a Homeopatia no Sistema Único de Saúde, o SUS. A publicação da aprovação está no Diário Oficial da União de 3 de maio de 2006, na Portaria Nº 971.

Agradecemos todo empenho dos colegas que batalharam por esta conquista.

Durante as comemorações virtuais, houve até sugestão para que o dia 03 de maio fosse instituído como o “Dia da Institucionalização da Homeopatia”, muito justo por sinal.

Ponto para a Homeopatia!

Agora é arregaçar as mangas e começar a traçar as diretrizes para sua real implantação.

Conselhos ameaçam anular a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC
O Cremesp publicou em seu site uma nota oficial das Entidades Médicas paulistas e que faz sérios alertas sobre a Port. MS nº 971. Nesta nota, elas dizem que a recém aprovada Portaria ameaça a saúde da população, pois prevê que profissionais da saúde, não-médicos, possam diagnosticar, prescrever e realizar tratamentos em Acupuntura e Homeopatia, especialidades médicas reconhecidas que exigem conhecimentos e técnicas específicas.

Leia a íntegra da publicação do Cremesp, clicando aqui

A preocupação das entidades paulistas com esta questão é reforçada pela entrevista publicada em vários jornais, logo após a publicação da assinatura, e aqui transcrita: “A homeopatia médica e popular têm emprego não só na prevenção, mas elas cobrem uma série de doenças, sobretudo crônicas, agudas, então tem um tratamento bastante universal”, explica o professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e membro da Associação Brasileira de Homeopatia Popular (ABHP), Augusto Passos.

Enquanto isso, aguardamos o pronunciamento da AMHB, associação representativa dos médicos homeopatas, que há muito não demonstra senso de oportunidade para ocupar espaços neste debate e na mídia.

Veja como foi aprovada a PNPIC, clicando aqui

Será mesmo o fim da homeopatia?

Com o objetivo de defesas individuais de nossa especialidade, acaba de ser publicado na Revista da Associação Paulista de Medicina,Diagnóstico & Tratamento, de autoria de nosso grande divulgador, Marcus Zilian, o artigo denominado “Será mesmo o fim da homeopatia?”.

Nela o autor tece comentários sobre a matéria publicada no The Lancet no ano passado, com a iniciativa de esclarecer os colegas desconhecedores da racionalidade clínica homeopática.

Ela encontra-se à disposição no link a seguir:

Seria o Fim da Homeopatia?

Dengue: complexos homeopáticos para evitar infecção. Médicos divergem sobre eficácia

RIO – Diante dos novos casos de dengue que não param de surgir, circulam pela internet, com a mesma velocidade, diferentes complexos homeopáticos apresentados como capazes de prevenir a doença ou ajudar na cura, caso o paciente já tenha sido infectado, conforme reportagem publicada no jornal “O Globo”. Contrário à divulgação desses medicamentos, o presidente da Sociedade de Homeopatia do Estado do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Silva Oliveira, diz não existir base científica sobre a existência de fórmulas, da alopatia ou da homeopatia, capazes de evitar a doença:

– Há medicamentos da homeopatia que atuam em sintomas semelhantes aos da dengue, mas não existe nada provado cientificamente de que haja um medicamento eficaz na profilaxia. Mas sou a favor de que o tratamento do paciente já sintomático também seja feito com a ajuda da homeopatia.

” As pessoas que tomaram não tiveram dengue. Ele previne a doença e ajuda na cura de que já está doente. “


Autora de um complexo, a homeopata Ana Teresa Doria Dreux, vice-presidente do Instituto Hahnemanniano, diz que o medicamento que criou, há nove anos, previne a dengue. O complexo é distribuído entre os funcionários do instituto, amigos e parentes, que, simplesmente, não contraíram dengue. Mas ela diz garantir a eficácia apenas desse complexo:

– As pessoas que tomaram não tiveram dengue. Ele previne a doença e ajuda na cura de que já está doente. Quanto às outras fórmulas, não posso opinar, pois a homeopatia é uma ciência de base experimental. Posso falar apenas sobre a minha experiência.

O vice-presidente da Federação Brasileira de Homeopatia, Antônio Carlos Freitas, afirma que medicamentos da homeopatia podem ser eficazes na prevenção à dengue por conseguirem estimular as defesas do organismo contra o vírus e impedir a baixa de plaquetas. Mas, é cauteloso ao se referir aos complexos divulgados:

– Não existe apenas um complexo. Por isso, é preciso que a pessoa procure um homeopata para que indique um medicamento.

Homeopatia na universidade: Educação, Assistência e Pesquisa

Após mais de dois séculos de sua criação, a homeopatia continua a gerar controvérsias no meio médico e a ganhar novos adeptos e opositores que sustentarão a polêmica no século XXI. A homeopatia – saber racional e arte de curar – desperta loucas paixões e sábias razões entre os que a discutem. Céticos que desprezam a homeopatia por não achá-la consistente com suas crenças se contrapõem a fanáticos que crêem ser a homeopatia a única solução terapêutica para os males da humanidade. Argumentos fundados em observações e experimentações controladas se misturam a vivências e experiências clínicas que somente podem ser devidamente valorizadas pelos que atuam no encontro clínico. Ensinamentos escritos de professores de farmacologia que afirmam ser a homeopatia uma terapêutica que não passa de mera placeboterapia, sem porém informar as fontes que sustentam tal conclusão, têm sido transmitidos de modo leviano às gerações de estudantes.

A universidade, por alguns tida como templo do saber e por outros como espaço de construção crítica e criativa de uma parcela do conhecimento humano, é o espaço por excelência para o debate de idéias, hipóteses e produtos que possam vir a contribuir para o crescimento das pessoas e da sociedade. Na concepção de universidade enquanto templo do saber fica implícita suas possibilidades de dogmatismo, arrogância e perspectiva autocentrada de núcleo irradiador dos saberes humanos; em sua perspectiva de usina geradora de idéias e produtos para o benefício da sociedade, de forma não-hegemônica, apreende-se a perspectiva de flexibilidade, humildade e abertura permanente à realidade externa e a novas formas de conhecimento.

A homeopatia, enquanto conhecimento médico aplicado existente há mais de 200 anos, tem merecido ainda uma insuficiente atenção por parte da comunidade universitária. Criada dentro de um espírito experimental, a homeopatia tem sido em algumas oportunidades sistematicamente rejeitada pelo corpo oficial das universidades, particularmente das escolas médicas. Oficializada no Brasil como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) há 20 anos, seu ensino optativo em escolas médicas brasileiras (EMB) não atinge ainda 5% das escolas médicas. Paradoxalmente, levantamento realizado pelo CFM em 1996 aponta a homeopatia como a 16a especialidade em número de praticantes no país. A implantação do atendimento homeopático na rede pública de saúde, apesar de normatizada em nível federal desde 1988, ainda tem sido muito tímida. O desenvolvimento de linhas consistentes de pesquisa em homeopatia praticamente não se efetivou, exceto nas áreas de história sócio-institucional, experimentação patogenética e lógica clínica homeopática. Quais as razões para o fato? Por que não se observou um crescimento proporcional ao de profissionais especializados na oferta do ensino da homeopatia aos alunos de graduação em EMB?

Por que tamanha dificuldade em abrir as portas para que se pesquise seriamente a homeopatia, uma especialidade médica reconhecida tanto pelo CFM como pela Associação Médica Brasileira? Estaria associada à grande incerteza que ainda permeia a questão da eficácia da homeopatia, à inexistência de provas mais aceitáveis de que ela funciona? Se esta fôr a resposta, há que se tomar cuidado na sua verdade pois a curiosidade científica busca investigar aquilo que menos se conhece, onde há mais incerteza. Ou poderia ser uma questão relacionada a status e prestígio pessoal no meio científico? Há algum tempo, pesquisadores respeitados evitavam se vincular a pesquisas em homeopatia com receio da opinião negativa dos seus pares ao vê-los envolvidos num assunto considerado de menor relevância acadêmica por significativa parcela da comunidade científica, ou até como embuste ou charlatanismo por outros. Ou, talvez, medo dos próprios homeopatas de submeterem a sua própria prática profissional a uma avaliação científica criteriosa com resultados incertos?

O ônus da prova cabe exclusivamente aos adeptos da homeopatia? Acreditando que a iniciativa deve ser tomada pelos profissionais homeopatas e que a responsabilidade é do meio acadêmico como um todo, há que se reconhecer porém que poucos homeopatas têm evidenciado atitudes concretas de aproximação com pesquisadores em universidades propondo projetos de investigação bem construídos e viáveis. O apoio financeiro da indústria farmacêutica homeopática à pesquisa é mínimo, se comparado em termos de recursos ao das indústrias farmacêuticas tradicionais. Agências governamentais de fomento à pesquisa negaram no passado financiar a homeopatia sob o argumento de que não tinha base científica, como aconteceu com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) em 1991 ao ser solicitada para financiar o III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia, realizado em Uberlândia (já o CNPq aceitou e financiou parte do evento). Caso não seja rompido, o círculo vicioso se repete: insuficiente nível de evidências sobre a eficácia da homeopatia induz pesquisadores céticos que julgam projetos na área homeopática a rejeitá-los, inibindo assim a produção de novas evidências que poderiam facilitar (ou não) a aprovação de futuros projetos. Sem recursos financeiros, boas idéias e projetos de pesquisa na área homeopática têm sido abortados precocemente.

A visão histórica do surgimento e crescimento da homeopatia ao longo dos dois últimos séculos, em vários lugares do mundo, pode iluminar o melhor esclarecimento da questão. Hahnemann, ao criar a homeopatia, adotou uma clara postura de rejeição ao conhecimento médico da época e, compreensivelmente, de defesa intransigente de sua nova proposta terapêutica. Em 1792, ainda antes de publicar o seu artigo sobre o princípio da semelhança, Hahnemann criticou duramente os médicos e as práticas usadas (quatro sangrias em um dia) no atendimento ao imperador Leopoldo II da Áustria em artigo no “Der Anzeiger”. Sua natureza crítica e compassiva com o sofrimento dos doentes, associada à sua insatisfação com a prática médica convencional, fizeram de Hahnemann um desafiador da ortodoxia médica como bem atesta a carta abaixo, endereçada em 1808 ao editor do Allgemeiner Anzeiger e publicada no número 343:

“Refutem, eu grito para os meus contemporâneos, refutem estas verdades se puderem, propondo uma ainda mais eficaz, certa e agradável forma de tratamento que a minha – e não a combatam com meras palavras, das quais nós já temos excesso. Porém se a experiência mostrar a você, como fez a mim, que o meu modo é o melhor, então faça uso dele para o benefício, para a libertação da humanidade, e conceda a glória a Deus”
A perspectiva separacionista entre homeopatia e alopatia originou-se do próprio Hahnemann, ao cunhar os termos alopatia, homeopatia e enantiopatia com o preciso interesse de diferenciar sua prática terapêutica da prática dominante, à qual associava com especulações teóricas e procedimentos sem uma base racional, com mais malefícios do que benefícios. O enfrentamento inicial entre defensores e opositores da homeopatia era, pois, plenamente justificável dadas as condições históricas de sua implantação.

No Brasil também não foi diferente, servindo frequentemente os veículos de comunicação de massa como palco de polêmicas entre médicos defensores e opositores da homeopatia. Debates frequentemente estéreis, polêmicas infindáveis, disputas pelo domínio de clientela, defesas intransigentes e cegas de posições se sucederam e criaram um clima de desconfiança e antagonismo entre médicos homeopatas e alopatas. Este clima foi levado às academias e escolas médicas, dificultando ainda mais a implantação do ensino da homeopatia. Paralela à perspectiva de separação entre as duas práticas, instalou-se uma visão mútua de superioridade que, ao invés de reconhecer pontos em comum para o progresso da medicina e benefícios para os doentes, dirigiu-se para a criação de fossos ainda mais profundos entre os médicos-acadêmicos (sediados nas EMB) e os médicos homeopatas (fechados em suas clínicas).

Com o reconhecimento da homeopatia como especialidade médica e a formação especializada de milhares de médicos com uma visão mais aberta e crítica da prática profissional, iniciou-se um processo crescente de aceitação preliminar da homeopatia, talvez pelo respeito à honestidade e competência dos seus praticantes enquanto profissionais não-homeopatas. Levantamento realizado com 54 professores de medicina em 1993 mostrou que a maioria, apesar de admitir baixo nível de conhecimento sobre a homeopatia, considerava a homeopatia como uma terapêutica útil e que deveria ser ensinada nas EMB . O contato direto com médicos homeopatas se constituiu na fonte principal de informação sobre a homeopatia para a maioria dos entrevistados (50%), seguida de livros (13%), artigos em periódicos médicos (9%), artigos em revistas populares (7%), informações de pacientes ou familiares em tratamento homeopático (7%).

A entronização da homeopatia em EMB ainda caminha de forma lenta e assistemática. Obstáculos como a resistência de alguns professores (particularmente das áreas de farmacologia e doenças infecciosas), insuficiência de recursos humanos qualificados e titulados para o exercício da docência universitária, currículos inflacionados e com pouca disponibilidade horária para inclusão de novas disciplinas, entre outros, precisam ser superados para a implantação da homeopatia. A criação de ambulatórios em hospitais de ensino, com a vivência do atendimento de doentes, parece ser uma via privilegiada para a futura criação de uma disciplina de homeopatia. Observados pelos pares, e avaliados pelos doentes, os profissionais homeopatas têm uma oportunidade de mostrar os benefícios da homeopatia ao mesmo tempo que demonstram a possibilidade de um convívio salutar e integrado aos serviços médicos em geral.

Outro ponto crítico diz respeito aos profissionais responsáveis pela docência homeopática. Profissionais críticos, conhecedores de metodologia científica e capazes de inovar metodologicamente para gerar novos modelos de avaliação de uma prática médica individualizadora como é a homeopatia, que rejeitem atitudes de superioridade e sectarismo e com alta capacidade de diálogo interdisciplinar, devem ser ativamente buscados para ocupar posições universitárias. Argumentos éticos infundados têm sido levantados para dificultar o uso da homeopatia em hospitais de ensino e os docentes em homeopatia devem estar preparados para refutá-los apropriadamente. Lideranças esclarecidas e construtivas, que saibam trabalhar com posicionamentos diferentes dos seus, são absolutamente necessárias para o sucesso de qualquer projeto de ensino universitário da homeopatia.

Em relação ao possível ponto central da não-aceitação da homeopatia em ambientes acadêmicos – eficácia terapêutica cientificamente provada – há que se admitir que as evidências produzidas até o momento são insuficientes e, embora favoráveis no conjunto, não permitem conclusão definitiva. Quatro metanálises ou revisões sistemáticas sobre homeopatia ,,, foram divulgadas até agora sendo que três mostraram que há ligeira superioridade de medicamentos homeopáticos sobre o placebo. A última delas, publicada no Lancet em 1997, seguiu idêntico padrão de todas as metanálises e incluiu estudos randomizados controlados (ERC) que abrangiam problemas clínicos diversos – gastrites, dermatoses, rinite alérgica, verrugas, cãibras, síndrome da tensão pré-menstrual, enxaqueca, entre outros.

Embora tais metanálises possam apontar indícios de eficácia, numa perspectiva geral são pouco poderosas para revelar a eficácia da homeopatia numa dada condição ou problema clínico, o que seria muito útil. Duas metanálises sobre problemas específicos – a respeito de problemas respiratórios alérgicos e sobre íleo adinâmico pós-cirúrgico – foram publicadas com resultados que favorecem a homeopatia. Recentemente foi publicado um outro estudo que evidencia a eficácia de preparações homeopáticas de alergenos em altas diluições no tratamento da rinite alérgica, individualmente ou ao se fazer a síntese dos quatro estudos realizados pela mesma equipe ao longo dos últimos anos numa amostra de 253 pacientes. Entretanto, ainda há muito a ser feito para evidenciar de forma clara que a homeopatia seja eficaz para a maioria dos problemas clínicos em que é atualmente empregada. Novos ERC com qualidade feitos sobre problemas clínicos simples e de elevada freqüência deveriam ser realizados nos centros universitários mediante apoio de instituições governamentais de amparo à pesquisa.

A avaliação de tecnologias terapêuticas de uso médico tem sido marcada por uma tensão entre a aplicação de estratégias fundadas em modelos biomédicos – enfatizando eficácia, significância estatística e análise de grupos – e o uso de estratégias baseadas em modelos humanísticos (ou biopsicossociais) que privilegiam a efetividade, a relevância clínica e a análise de resultados individuais. As duas estratégias são importantes e ao mesmo tempo complementares: o ser humano é concomitantemente semelhante a todos os outros seres humanos (validando portanto o modelo biomédico) e diferente de todos os outros seres humanos (validando portanto o modelo humanístico ou biopsicossocial). A homeopatia se situa na encruzilhada dos dois modelos, e requer para a sua adequada avaliação um aprimoramento metodológico que contemple a sua racionalidade médica específica. Para tanto, temos o dever de colaborar na construção de novas abordagens metodológicas, em parceria com áreas interdisciplinares e com necessidades semelhantes, o que somente pode ser conseguido em ambientes universitários.

A homeopatia pode e deve ser avaliada. E a universidade – com seus laboratórios, cérebros privilegiados, bibliotecas, ambulatórios e hospitais – é o locus institucional por excelência para realização de pesquisas rigorosas, de excelente qualidade e centradas em produtos socialmente úteis. O estudo da homeopatia sob os seus aspectos médicos, farmacêuticos, físico-químicos, sociais, antropológicos, históricos e econômicos, entre outros, abre uma via de enriquecimento da produção acadêmica comprometida com um melhor conhecimento da nossa realidade. É inadiável um esforço conjunto de demonstração da efetividade da homeopatia para os problemas de saúde nos quais tem sido correntemente indicada no país, coerente com o desiderato de Hahnemann de criar uma nova prática médica, efetiva e racional, baseada em provas e não em simples especulações teóricas. O acúmulo de evidências confiáveis sobre a eficácia, efetividade e segurança do tratamento homeopático nos diversos problemas de saúde para os quais é indicada é fundamental para que a comunidade médica se convença de sua utilidade e da necessidade de ensiná-la aos futuros profissionais.

Há que se quebrar, para sempre, a perspectiva de separação e de exclusão entre práticas profissionais baseadas em princípios diferentes, como são a alopatia e a homeopatia, e reconhecer que se trata de campos concorrentes mas complementares. O ensino da homeopatia revitaliza a prática de uma medicina centrada no doente, reforça a necessidade de uma anamnese mais detalhada que permita efetivamente explicar as doenças e compreender os doentes e estimula os alunos a pensar criticamente e estarem abertos para novas possibilidades terapêuticas e que sejam eticamente justificáveis.

Ainda resta muito a aprender, desenvolver e fazer do ponto de vista de construção do conhecimento homeopático. Apesar dos inegáveis avanços, muitas questões continuam ainda sem respostas. É indispensável que a universidade participe ativamente do processo de construção do saber homeopático, comprometida unicamente com a verdade e com o bem-estar da sociedade. Se a homeopatia é uma promessa consequente de ser uma terapêutica socialmente apropriada à nossa realidade, em termos de efetividade, custo, segurança, disponibilidade de insumos básicos e viabilidade operacional, então cabe à universidade assumir o compromisso de investigá-la de forma rigorosa e profunda. Para tanto, há que se acercar ao objeto de estudo, construir com ele alianças para melhor observá-lo e permitir que barreiras sejam superadas para o estabelecimento de um verdadeiro diálogo de mentes livres, corajosas, criativas e críticas.

medicamentos homeopaticos eficiência e segurança

Considerado o pai da medicina, Hipócrates defendia que as doenças têm uma causa natural que abalam a harmonia das forças naturais do organismo, sendo função do médico auxiliar para o restabelecimento desta harmonia.

Diante destes estudos sobre as forças naturais, foi ele também quem enunciou pela primeira vez um dos princípios da Homeopatia, o Princípio da Similitude: similia similibus curantur , ou seja, semelhantes curados pelos semelhantes.

Foi Christian Samuel Hahnemann (1755-1843), menino de origem humilde, nascido em Meissen na Alemanha, quem deu início a história da homeopatia.

Formado em medicina na cidade de Leipzig, Hahnemann dedicou-se desde o início de sua profissão ao cuidado de doentes, porém, questionava os métodos de tratamento da época por serem bastante primitivos, levando muitas vezes os pacientes à morte.

Diante dessa situação, Hahnemann acabou abandonando a medicina em 1787 e passando a viver de traduções de obras científicas. Foi quando, em 1790, estava traduzindo o livro “Matéria Médica”, de um conceituado médico escocês, Dr. Cullen, tendo conhecimento de que este médico tinha sucesso ao tratar a malária com cascas de quina (Cinchona officinalis) planta conhecida por baixar a febre.

Como a malária tem como principal característica uma febre alta de “queimação”, e o próprio Hahnemann já havia passado por esta situação, quis experimentar novamente a planta e mais uma vez observou a ardência no estômago. A partir disso, o médico concluiu imediatamente: “substâncias que provocam uma espécie de febre cortam as diversas variedades de febre intermitente” ou seja, “a febre cura a febre”. Após este episódio, Hahnemann experimentou outras substâncias e observou que os sintomas que surgiam eram correspondentes aos sintomas das doenças que as substâncias curavam.

Em 1796, Hahnemann publicou seu “Ensaio sobre um Novo Princípio para Descobrir as Virtudes Curativas das Substâncias Medicinais” e este mesmo ano é considerado como o da sistematização da Medicina Homeopática e da Lei dos Semelhantes. Hahnemann retornou a prática médica utilizando tal Lei, tratando o paciente, e não sua doença.

Em 1810, publicou o “Organon da Arte de Curar”, nele Hahnemann expôs a teoria do seu método terapêutico, estabelecendo regras para o exame dos pacientes e desta forma a Homeopatia.

Nascido em 19 de fevereiro de 1914 em Cerro Azul no Paraná, Dr. Waldemiro Pereira é um dos mais conhecidos e estimados homeopatas que o País já teve.

Com apenas 12 anos de idade, iniciou suas atividades na única farmácia homeopática da capital paranaense. Em 1933, já como farmacêutico homeopata, este mesmo estabelecimento passou a lhe pertencer e mais tarde recebeu o nome de “Farmácia Nacional de Homeopatia”, marcando o início de uma história de muito trabalho e dedicação.

Seguindo suas crenças e valores, retornou aos estudos em 1944 na Universidade Federal do Paraná, onde obteve o grau de Doutor em Medicina e Especialista em Homeopatia, área em que se destacou durante toda sua vida.

Em sua homenagem, em 10 de abril de 1977, seus filhos Dicesar Waldemiro Caram Pereira e Washington Luis Pereira, inauguraram a primeira clínica homeopata de Curitiba, a Clínica “Dr. Waldemiro Pereira Homeopatia”, o que deu início a uma nova etapa de trabalho e crescimento da homeopatia no Paraná e no Brasil.

A Dr. Waldemiro Pereira possui diversos setores que funcionam integradamente em prol da homeopatia.

No Laboratório são produzidos todos os medicamentos da empresa. Em constante atualização tecnológica e em qualidade de produção, a unidade prima pela qualidade de cada substância utilizada. Assim acontece com a água e o álcool, primordiais para a qualidade dos medicamentos. Na Dr. Waldemiro Pereira, esses líquidos são mantidos sob um grau elevadíssimo de pureza, acima dos padrões do mercado.

A Botica Homeopática possui três sedes localizadas na cidade de Curitiba. Elas atendem a população disponibilizando toda a linha de medicamentos Dr. Waldemiro Pereira, além de vasta opção de medicamentos naturais e manipulação de todos os tipos de medicamentos.

A Clínica Homeopática, por sua vez, disponibiliza o serviço de uma equipe de médicos especialistas em homeopatia para adultos e crianças em todos os dias da semana.

Por fim, no Instituto Homeopático, o Laboratório disponibiliza salas para cursos e treinamentos estimulando a formação de profissionais que possam dar continuidade à busca pelas melhores condições da saúde humana. Atitudes que confirmam o comprometimento da empresa com a evolução do conhecimento e da ciência homeopática.

Como a Homeopatia vê as doenças

“O vento é o mesmo, mas sua resposta é diferente em cada folha” (Cecilia Meirelles). 

Estaremos aprofundado o conceito de Enfermidade, na Filosofia da Homeopatia. Trata-se de tarefa complexa, na medida em que os pacientes estão acostumados ao conceito de Enfermidade da Alopatia.

Tomando como exemplo um caso de enxaqueca, o médico homeopata começa sua consulta indagando como ela é sentida. Seguem-se perguntas de como é a dor, onde ela se localiza, desde quando se manifesta e outros detalhes mais. De início, são perguntas parecidas com as que fazem os médicos alopatas. Mas as semelhanças param por aí…

A partir de um determinado momento do levantamento da história do paciente, a Anamnese, as perguntas começam a seguir um rumo mais abrangente, com o médico homeopata buscando conhecer profundamente o indivíduo como um todo, não apenas em relação ao quadro de sua enxaqueca. Fica, então claro, que na Homeopatia a relação médico- paciente é radicalmente diferente.

Não basta ao médico homeopata o conhecimento do caso, em si, mas informações completas que lhe permitam saber a maneira particular de sentir do paciente, a estrutura de seus sentidos, as nuances de suas sensações, além de suas ações e reações aos estímulos específicos daquela vida, única em si mesma. Para a Homeopatia, cada caso é um caso único, embora a enxaqueca seja um conjunto de sintomas há muito delimitado.

Ao contrário da Alopatia, que constata que alguém está doente com enxaqueca, porque apresenta os sintomas dela, a Homeopatia procura entender porque e como a pessoa desenvolveu um conjunto de sintomas, no caso a enxaqueca. Para a Homeopatia, portanto a enxaqueca é apenas um conjunto de sintomas, que a pessoa doente acusou; ela poderia estar doente e apresentar sintomas diferentes, como os de úlcera estomacal ou de pneumonia. Cada organismo agindo e reagindo a seu modo, uma vida única em si mesma.

Os pacientes estão, em geral, acostumados a “identificar ” sua doença com a aparente disfunção de um órgão, como é a prática alopata. Como nem sempre os laboratoriais exames mais sofisticados registram com fidelidade disfunções de órgãos, impedindo um diagnóstico alopata preciso, há casos em que estes médicos se vêem diante da situação de simplesmente ter de confessar que “não encontraram nada nos exames”.

O fato é que mais e mais pacientes saem dos consultórios alopatas inseguros, pensando em buscar socorro de outro médico. Por isso mesmo, num volume cada vez maior de casos, alopatas têm diagnosticado viroses não identificadas, que procuram tratar com antibióticos do tipo mata-tudo, ou problemas nervosos, que buscam atacar com calmantes geradores de dependências químicas.

Embora os homeopatas possam enriquecer suas informações sobre os pacientes com os resultados dos mesmos exames laboratoriais requisitados por alopatas, eles dispõem de uma gama muito maior de dados, um histórico de vida, detalhes de situações anteriores ao aparecimento dos sintomas atuais, cujo conjunto é identificado como enxaqueca. Assim, os exames laboratoriais podem ser pedidos pelos homeopatas, mas com o intuito de confirmação de um diagnóstico, não na busca aleatória deste diagnóstico.

Para o médico homeopata, a Clínica é soberana. Antes de ser um homeopata, o médico tem de ser um perfeito Clínico Geral, que se utiliza de sua experiência em detectar sintomas pela ausculta, pelo tato, pela visão, e etc… O homeopata tem de ser treinado para, no uso de seus conhecimentos e bom senso, localizar o fator desencadeante do estado atual de seu paciente, da gravidade deste estado…

O homeopata sabe, antes de tudo, que sempre ocorre em primeiro lugar o desequilíbrio do ser como um todo, a pessoa perdeu sua sintonia fina com a vida, a harmonia do funcionamento dos órgãos de seu corpo, se debilitou, a saúde ficou prejudicada, o mal estar se instalou, a dor chegou. A imagem mais aproximada que se pode traçar para dar uma idéia mais clara é a da hora em que, ao se movimentar o dial de um rádio, perde-se a sintonia da emissora desejada, entrando em outra faixa de onda.

Está na perda desta sintonia, então, o início da enfermidade, manifestada em cada um de uma maneira peculiar, da mesma forma que não há um ser humano sequer integralmente igual a outro.

Homeopatia nas Enfermidades Agudas

É uma fantasia pensar, que a Homeopatia não é eficaz para tratar as enfermidades agudas. 


Caros Leitores,

O público ainda se espanta ao ouvir casos de pessoas que fizeram uso somente de Homeopatia para tratar algum processo agudo. Mal sabem eles, que estes e outros casos são comuns nos consultórios de qualquer homeopata, que segue os princípios da Homeopatia.

“Posso começar o tratamento homeopático durante a crise aguda, ou seria seria melhor esperar que ela passe?”
É muito comum ouvirmos das pessoas esta pergunta. O início do tratamento pode ocorrer tanto na fase aguda, quanto na fase crônica. Muitas vezes quando o quadro é agudo, podemos perceber com maior nitidez seus sintomas. Por exemplo, uma criança numa crise de asma tende a manifestar determinados sintomas, que muitas vezes os pais não percebem, e assim não conseguem descrevê-los durante as consultas.

Para a Homeopatia, os sintomas sutis, estranhos à normalidade do paciente, são fundamentais para a prescrição.
Assim temos neste caso exemplificado, uma criança demonstrando seu humor, que pode ser caprichoso, autoritário, intolerante. Umas necessitam de colo, de companhia, outras já querem ficar só. Outras vezes, é sua posição no leito que nos auxilia. Ela procura deitar só numa posição? Apresenta alguma intolerância às roupas ou cobertas? Tem sede? Esta sede é de golinhos, ou é de goles grandes? Pede que a abane?…
Neste contexto, estão incluídos também as formas de como ela manifesta seus medos, inseguranças e carências, em relação ao meio e às pessoas. Quantos destes sintomas do exemplo passariam despercebidos, se não fosse a crise aguda de asma?

Dependendo do tipo de doença, quanto mais cedo iniciar-se o tratamento, melhor.
É o caso das doenças alérgicas. Quando iniciamos precocemente o tratamento, podemos evitar a agressão dos medicamentos Alopáticos, que aliviam sintomas, mas freqüentemente necessitam de doses maiores, sem falar de possíveis efeitos colaterais. Desta forma também conseguiremos suspender mais cedo a tomada destes medicamentos Alopáticos, após verificarmos que estamos tendo sucesso com o tratamento Homeopático.

É portanto uma fantasia pensar que a Homeopatia não é eficaz para tratar as enfermidades agudas.

A Homeopatia na Suinocultura

ARTIGOS . NEGÓCIOS . GRANJA MODELO

Equilíbrio homeopático – Embora a aplicação da Homeopatia na Granja Querência ainda esteja em fase de pesquisa, a técnica tem tudo para se tornar a estratégia principal para controlar a sanidade do plantel e produzir suínos 100% naturais.

Redação SI (Agosto/Setembro-2001) – Suínos 100% naturais. Esta é a meta da Granja Querência, instalada em Salto (SP), para os próximos meses. Mas o que são suínos 100% naturais? Com a palavra Paulo César Michelone, gerente geral da granja: “São suínos produzidos sem o uso de antibióticos e promotores de crescimento”. Para isso, a Querência adotou em abril deste ano um sistema novo e inédito de produção e manejo sanitário do plantel, que alia a criação intensiva à Homeopatia. A técnica, reconhecida cientificamente como uma especialidade da medicina, caracteriza-se por apresentar produtos formulados a partir de plantas (80% da composição), minerais (10%) e frutos do mar (10%). “São produtos extremamente naturais, sem elementos químicos pesados, e que proporcionam a produção de uma carne limpa, sem resíduos”, diz.

A orientação técnica à Granja Querência, onde estão alojadas mil matrizes, é prestada pela veterinária Erlete Rosalina Vuaden, que está se especializando em Homeopatia no Instituto Samuel Hahnemann, de Piracicaba (SP). Ela revela que a Homeopatia foi criada em 1797, pelo médico alemão Samuel Hahnemann, para tratar humanos. Porém, o início da utilização da técnica em animais não é conhecido. Mas a veterinária revela que na suinocultura a Granja Querência é a pioneira no mundo. No entanto, Michelone e Vuaden ressaltam que a aplicação da Homeopatia na propriedade está em fase de pesquisa. “Ainda estamos pesquisando as formulações e dosagens ideais aos animais”, diz a veterinária.

O tratamento alopático (convencional) foi abolido da granja desde o dia 10 de abril último. Salvos os esquemas de vacinação das fêmeas contra Parvovirose, Leptospirose e Erisipela, e a vacinação contra Rinite Atrófica e Mycoplasma. “A vacinação é mantida por questões sanitárias, diz a veterinária. De acordo com Vuaden a vacinação faz parte de um processo de prevenção (imunização) aos suínos. “A vacina é um produto de biologia modificada e não um produto químico”, compara.

E mesmo com pouco tempo de implantação, a Homeopatia já começa a apresentar seus primeiros resultados positivos. “A maior vantagem é a ausência total de diarréia no plantel”, comemora Michelone (foto ao lado). “Desde que começamos com o tratamento homeopático o índice de diarréia veio diminuindo e hoje é zero”.

Como funciona? A Homeopatia baseia-se na lei da semelhança. Utiliza-se o mesmo componente que desencadeia a doença para curá-la. O medicamento homeopático provoca um estímulo na energia vital do indivíduo, ou seja, é o próprio organismo que se cura. Por isso, existem pacientes incuráveis e não doenças incuráveis. De acordo com a filosofia de Hahnemann, o mecanismo de ação da Homeopatia é do tipo “chave-fechadura”, isto é, só o medicamento correto poderá promover a verdadeira cura. Assim como na medicina convencional, um produto homeopático mal escolhido, além de trazer efeitos colaterais, poderá inibir a energia do paciente ou mesmo anulá-la, fortalecendo a doença ou causando, numa situação extrema, até a morte. “Portanto, o remédio deve ser semelhante ao paciente no seu comprimento de onda vibracional, nos seus sintomas mentais, gerais e físicos”, explica a veterinária.

A aplicação dos produtos homeopáticos pode ser feita de duas formas: glóbulos (as conhecidas bolinhas) e em gotas. Na suinocultura é melhor utilizar a aplicação via gotinhas. A veterinária explica que as gotas são mais fáceis de administrar aos suínos. “Basta abrir a boca do animal e aplicar a quantidade necessária”. Geralmente os leitões recebem três gotinhas do tratamento em intervalos de tempo determinados pela veterinária (que podem ser de duas em duas horas em casos de tratamento intensivo) e fêmeas reprodutivas e animais adultos recebem cinco gotas a cada aplicação.

O tratamento homeopático também pode ser aplicado via ração. As gotas são pingadas em açúcar cristal adicionado à ração dos suínos. A quantidade, segundo Vuaden, varia de 12 ml a 24 ml por tonelada de ração. A veterinária também frisa que desde a implantação da Homeopatia na propriedade todos os premixes utilizados na alimentação foram alterados. “Só estamos utilizando premixes livres de promotores de crescimento e de antibióticos”.

Além da ausência de diarréia no plantel, outros resultados positivos da Homeopatia são observados na creche. “Como faz pouco tempo que implantamos a técnica, somente podemos classificar como 100% tratados pela Homeopatia os leitões que hoje estão na creche”, esclarece o gerente. Ele alerta que esses animais são nascidos de mães já tratadas pela alopatia. Dessa forma, os benefícios mais significativos são observados na conversão alimentar. Michelone diz que após a adoção da Homeopatia os leitões estão consumindo cerca de 35 kg de ração para chegar aos 30 kg em 70 dias. Antes, eram consumidos 43,5 kg para atingir o mesmo peso em igual período. (Na foto: leitões que recebem as doses diárias das gotinhas são marcados para controle)

O gerente também destaca o controle de problemas com corrimento durante a gestação a partir do uso dos produtos homeopáticos. “Esses problemas desapareceram”. A Homeopatia ajudou ainda nos partos das fêmeas suínas. A granja adotava a indução do parto com hormônio. Hoje, a Homeopatia inutilizou a prática. O gerente até apelidou os produtos homeopáticos de “facilitadores de parto” pela forma de como conseguiram descartar a indução artificial e a realização do toque para o parto.

Respaldo – A Granja Querência tem planos de instalar um laboratório próprio para manipular os produtos homeopáticos. “Hoje pagamos cerca de R$ 0,08 por ml de produto manipulado”, diz Vuaden. Os produtos são produzidos em laboratórios de manipulação humana sob a orientação da veterinária. O consumo mensal desses produtos na granja é de aproximadamente 30 litros. Dessa forma, o custo da técnica não chega a ser alto. Porém, Erlete ainda não menciona retorno financeiro, pois o tratamento está em fase de implantação e pesquisa na propriedade. Mas adianta que os custos mensais da Homeopatia na granja podem chegar a ser 70% menores que os custos do tratamento convencional.

Num espaço de três mil metros quadrados (a granja está construída numa área de 30 hectares) já foram plantados 60 tipos de plantas medicinais entre arnica, boldo, hortelã, camomila, pimenta e outras, para utilização do plantel. “Além da Homeopatia estamos aplicando a fitoterapia aos suínos”, diz Michelone. A fitoterapia, tratamento à base de plantas, é aplicada aos animais em forma de pomadas e líquidos, preparados na própria granja, com propriedades de cicatrização. Neste caso, a fitoterapia é empregada nos processos de pós-castração e tratamento de artrites.

Todo o trabalho, pesquisa e implantação da Homeopatia na Granja Querência só foram possíveis por dois motivos: o voto de confiança do proprietário da granja, o empresário Weber Dalla Vecchia, e a participação da mão-de-obra. “O Weber confiou em mim e na Erlete quando nós apresentamos a proposta da Homeopatia a ele”, revela o gerente. E hoje, de acordo com Michelone, Dalla Vecchia acompanha os primeiros resultados positivos desse trabalho, sendo um dos que mais aposta no pleno sucesso do tratamento. Nesse sentido, a granja prevê comercializar os primeiros animais 100% tratados pela Homeopatia em meados de outubro.

Quanto à mão-de-obra, o gerente conta que a aceitação foi imediata. “Os 30 funcionários da granja gostaram tanto da novidade que alguns deles também começaram a se tratar com a Homeopatia”, revela (veja quadro). Segundo ele, os animais recebem as gotinhas, que são adocicadas, de uma forma muito melhor do que no manejo com os remédios convencionais e com as agulhadas das injeções.

Sem automação – Todo o trabalho de distribuição de ração na granja é manual. “Sou contra a automação porque valorizo a mão-de-obra”, diz Michelone. Desta forma, o contato dos funcionários com os animais é constante. E deve ser por esta razão que os suínos da Querência são tão dóceis. Os animais recebem diariamente o carinho dos tratadores.

Com a chegada da Homeopatia o índice de mortalidade na maternidade caiu 4%. “Antes tínhamos índices de mortalidade de aproximadamente 13,5%. Hoje a média não ultrapassa 9,5%”. O gerente diz que o efeito da Homeopatia, aliado ao manejo exemplar dos funcionários, está sendo extremamente rápido. “Nós não esperávamos resultados positivos em tão pouco tempo como estamos observando na granja”.

Mas nem tudo são flores. A Querência, como qualquer outra granja, está sofrendo as ameaças do fantasma do racionamento da energia elétrica. Para atingir a meta de economia do governo, o gerente determinou o desligamento dos aquecedores da maternidade mais cedo e a operação da fábrica de ração somente durante o dia. Ele ainda relata que adaptou os galpões de maternidade com cortinas transparentes, para promover a claridade interna, confeccionadas de material não poroso. “Sem a porosidade é possível manter a temperatura interna agradável aos leitões”.

O controle dos animais na Granja Querência é gerenciado por meio do programa Master Pig, um software desenvolvido na própria granja, com capacidade de emitir 85 tipos de relatórios. Segundo a afirmação do gerente, a diferença entre o Master Pig e os outros programas é que ele permite o gerenciamento da granja pelo próprio gerente. Uma expressão que indica flexibilidade de atitudes na granja. Além disso, o Master Pig é muito fácil de operar, inclusive com os dados da Homeopatia recém gerados na propriedade.

As pastagens de propriedades vizinhas e a própria horta da granja recebem adubo orgânico, a partir dos dejetos produzidos pelos suínos. Os dejetos são tratados com a ajuda de sete caixas e mais seis lagoas de decantação. A parte sólida tratada dos dejetos, conforme explica o gerente, é misturada com serragem ou capim para formar o composto orgânico. “Nós chegamos a comercializar 600 metros cúbicos ao ano desse composto orgânico ao preço de R$ 15,00 o metro cúbico”. Michelone também ressalta que em breve a Granja Querência estará comercializando adubo 100% orgânico, resultado do tratamento homeopático aplicado aos animais.

Do homem para o animal – A veterinária Erlete Vuaden e seus filhos há alguns anos começaram a se tratar com Homeopatia. Os resultados foram tão bons e tão rápidos que o seu interesse em adaptar e aplicar a técnica em suínos não demorou a surgir. “Procurei o Paulo Michelone e o Weber Dalla Vecchia e falei sobre as vantagens e qualidades da Homeopatia. Como a meta da granja é produzir e comercializar suínos 100% naturais, os dois aceitaram o desafio na hora”. Até os funcionários receberam a novidade com entusiasmo. A encarregada da maternidade, Aldecir Salviano Santos, 35 anos, começou a sofrer de depressão pós-parto logo após o nascimento de sua filha Rafaela (na foto), de 4 anos. “Fui a psiquiatra, psicólogo, tomei remédios fortes e nada me ajudou”. Com a indicação de Erlete, a encarregada procurou ajuda no tratamento homeopático. “Em pouco tempo de tratamento eu já estava me sentido bem melhor, hoje posso dizer que estou curada”. Aldecir começou o tratamento há menos de um ano. No trabalho, ela diz que Homeopatia tem sido uma ótima alternativa para as matrizes e para os leitões. “As gotinhas são fáceis de aplicar e não estressam os animais. Mas é preciso ter muita disciplina nos horários das aplicações”.

Querência – Na Querência são produzidos cerca de 1500 terminados/mês, comercializados quase que em sua totalidade ao mercado de Piracicaba. A propriedade trabalha com animais fêmeas Large White, Landrace da Suinogen e reprodutores Pen Ar Lan. A granja conta com uma fábrica de ração própria, cuja produção mensal é de 480 toneladas. A produção é feita em ciclo completo, com diferencial às baias da creche e da terminação que adotaram o sistema de baias grandes (250 animais por baia na terminação). Destaque também para a “sala suja”, um galpão com várias baias, forradas com serragem, para onde são encaminhados os leitões que não conseguiram atingir o peso ideal durante a amamentação (até os 19 dias de idade). As fêmeas também vão junto com os leitões e os amamentam até que consigam atingir o peso ideal de desmame. “A novidade desse sistema está na ausência de gaiolas, a fêmea fica livre e consome ração e água à vontade”, explica Paulo Michelone, gerente geral. O leitão também começa a receber quantidades da ração pré-inicial na baia junto com a sua mãe. “O sistema faz bem tanto para o leitão, que recupera o seu peso rapidamente, quanto para a fêmea que fica alojada em condições de extremo conforto”.

fonte: Andrea Quevedo (texto) e Daniel Rodrigues da Costa (fotos)

Homeopatia trata HPV

Verrugas genitais afetam homens e mulheres
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São contagiosas e quando começam a aparecer o corpo, a recomendação é procurar orientação médica.
As verrugas genitais são popularmente chamadas de crista de galo. Provocadas por um vírus, o papilovirus humano ou HPV, são normalmente transmitidas por relação sexual.

Caracterizam-se por lesões moles, pequenas, de coloração rósea ou acinzentada, que crescem rapidamente em forma de pêndulo. Quando agrupadas podem ter a forma de couve-flor.

No homem, normalmente estão localizadas no pênis. Na mulher, na vulva, vagina e colo do útero. Também, podem ocorrer no ânus, reto e períneo – espaço que, no homem está compreendido entre a raiz do pênis e o ânus e, na mulher entre a porção mais inferior dos grandes lábios e o ânus.

Alguns desses vírus estão associados ao câncer de colo de útero. Neste caso, se a mulher fizer o exame ginecológico e o tratamento adequado, não haverá problema.

Essas verrugas são extremamente contagiosas. Portanto, ao notá-las em seu corpo, procure orientação médica e evite as relações, a não ser com preservativos.

OBS: O medicamento Thuya occidentallis é um dentre tantos outros que pode ser empregado no tratamento do HPV, pois como na Homeopatia cada caso é um caso, emprega-se o medicamento que mais se assemelha ao quadro de cada doente.

Texto adaptado pelo Dr. Marcos Dias de Moraes do jornal VIVA MELHOR da Petros – Ano XII, no 12, dez/2002

Esta página foi editada por Dr. Marcos Dias de Moraes e faz parte do projeto Divulgando a

Homeopatia nas Universidades

Durante o ano de 2002 estivemos solicitando informações dos colegas homeopatas com relação ao ensino de Homeopatia na várias universidades e o que obtemos foi o seguinte:

Alagoas
A Associação Alagoana de Homeopatia conseguiu junto à Escola de Ciências Médicas de Alagoas, a partir do próximo semestre a implantação da disciplina de Homeopatia na grade curricular de graduação – para médicos. Será um curso de 60 horas, baseado no Projeto da AMHB, inicialmente de forma optativa e posteriormente deverá se tornar obrigatório.

Amazonas
Conseguiu-se a aprovação do Conselho Universitário da Universidade do Estado do Amazonas da disciplina, que é optativa para os cursos de Medicina e Odontologia, tendo carga total de 60 horas, entre teóricas e práticas, com turmas de até 30 alunos. Caso haja procura acima de 50 alunos, estes serão divididos em 2 turmas.

Ceará
Em Fortaleza existe a cadeira optativa em Farmácia (sem referência da universidade)

Mato Grosso
A UNIC (Universidade de Cuiabá) apresenta a cadeira de Homeopatia para os alunos do 3o de farmácia.

Minas Gerais
A UNIPA (Universidade de Pouso Alegre-MG), tem o Curso de Pós-Graduação em Homeopatia no serviço de Homeopatia do HC, a cargo do Dr João Luiz, Diretor Técnico do HC Samuel Libanio de Pouso Alegre.

A FAFEID (Faculdades Federais Integradas de Diamantina) tem curso de extensão com o título: “A Homeopatia Odonto – Estomatologia e Dores”, para os profissionais dontólogos e acadêmicos do último ano da odontologia e veterinária com enfoque odontológico.

Paraíba
A UFPB oferece a cadeira de Homeopatia nos cursos na Medicina e Farmácia.

Paraná
A Faculdade Evangélica do Paraná é a pioneira no Paraná na introdução da cadeira optativa de HOMEOPATIA no curso de graduação de medicina a partir de 2002. Os alunos terão a opção de cursar 56 horas/aula de Homeopatia.

A AMHPR pretende também a implantação na PUC-Pr e UFPR .

Pernambuco
A UFPE estará iniciando no próximo semestre a disciplina eletiva de Homeopatia no curso médico, com 60 horas sendo 30 teóricas e 30 de prática.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
UniRio
– A disciplina de Matéria Médica Homeopática é obrigatória no currículo da graduação médica desde julho de 1999. Esta disciplina é uma das 5 disciplinas do Departamento de Homeopatia e Terapêutica Complementar da Escola de Medicina e Cirurgia da UNIRIO. As outras 4 disciplinas
são optativas, a saber: Terapêutica Homeopática, Clínica Homeopática I, Clínica Homeopática II e a 4a é a Acupuntura.

Universidade Estácio de Sá – Oferece como disciplinas optativa: Homeopatia Veterinária em seu Curso de Medicina Veterinária a cargo da Dra. Maria Cristina Ribeiro.Campos
Faculdade de Medicina de Campos
– Curso Opcional de Homeopatia. Será de carater meramente informativo, aberto a medicos, estudantes de medicina, odonto, veterinaria e farmácia. Deverá começar em agosto de 2003 ou abril de 2004 e coordenado por Flávio Mussa Tavares e Tânia Salgado Monteiro.
Niterói
UFF
– Curso opcional no currículo do curso de Medicina.
Universidade Salgado de Oliveira (Universo) – Curso de Homeopatia como cadeira optativa para odontólogos. Vassouras
Faculdade de Medicina de Vassouras e Universidade Severino Sombra – oferece a disciplina optativa de “Introdução à Homeopatia”

Rio Grande do Norte
Em Assembléia do Departamento de Bioquímica da UFRN, foi criada a disciplina complementar em Homeopatia para a graduação do curso médico. Essa batalha teve inicio no ano passado, com o apoio do Dr. Joao Domigos e construída segundo o modelo da AMHB. Agora é uma realidade e será oferecida regularmente a partir do primeiro semestre de 2002 (Roberto Dimenstein).

Rio Grande do Sul
A UPF (Universidade de Passo Fundo) oferece curso de Homeopatia na área de Medicina Veterinária aos acadêmicos e médicos veterinários.A Universidade Santa Cruz do Sul – UNIS – oferece no Curso de Graduação de Farmácia, o Laboratório de Homeopatia no seu 6o semestre.

Santa Catarina
Na UFSC em Florianópolis é oferecido aos alunos do internato em Saúde Coletiva desde 1998. Eles têm 05hs/aula em grupos de 8 a 10 alunos a cada mês.

A partir deste semestre a Residência e o Curso de Especialização Multiprofissional em Saúde da Família passarão a receber 10hs/aula de noções gerais de Homeopatia. (Marcelo Maravieski)

São Paulo
FMUSP – Inclusão no currículo da Graduação de Medicina – O conteúdo programático segue o modelo proposto pela AMHB, com 72 horas-aula, ambulatório didático e participação dos alunos em futuros projetos de pesquisa. Será oferecido semestralmente, nos 3º e 4º anos (5º, 6º, 7ºe 8º semestres), para o máximo de 30 alunos.

USP – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO – Oferecido a Farmacêuticos, Farmacêuticos-Bioquímicos e estudantes do último ano. Curso teórico, prático e à distância. Estágio em Farmácia
Homeopática credenciada.
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP existe desde 2003 a cadeira de Homeopatia, como matéria optativa.

FMJ – Faculdade de Medicina de Jundiaí – Cursos de Pós-graduação em Homeopatia: especialização para médicos (1200 horas – 2 anos) e aperfeiçoamento (450 horas – 1 ano). Um curso para Farmacêuticos está sendo preparado, em paralelo com a construção de uma Farmácia-escola. Início em agosto de 2003.

Lembramos que estamos continuamente atualizando os dados da Homeopatia na Universidade. Se você tem alguma informação neste sentido, escreva-nos.

Homeopatia para o gado

Volta Redonda – pólo da Homeopatia no Rio

A introdução da Homeopatia na rede pública, tem comprovado a economia trazida por uma terapia que trata de todo o organismo

As consultas feitas por médicos ou
dentistas homeopatas levam,
em média, uma hora de duração

Fornecer um atendimento diferenciado aos pacientes do Sistema Único de Saúde-SUS, com profissionais atenciosos, consultas de mais de uma hora de duração e ainda reduzir as despesas na rede pública de saúde, é possível? Para a cidade de Volta Redonda (RJ) a resposta é “sim”.

Localizada no baixo fluminense – a 110 km da cidade do Rio de Janeiro – há sete anos Volta Redonda vem mostrando a todas as cidades do estado as maravilhas obtidas pela introdução do serviço de Homeopatia nos postos municipais de saúde. Vários municípios, inclusive a capital do estado, têm procurado a prefeitura de Volta Redonda para obterem mais informações sobre como implantar a Homeopatia na saúde pública.
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“Volta Redonda é considerada o pólo da Homeopatia no estado”
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“O êxito alcançado por Volta Redonda estimulou o próprio governo do estado a lançar medidas favoráveis à inclusão da Homeopatia na rede pública de saúde”, destaca a secretária municipal da Saúde, Analice Silva Martins. “Volta Redonda é considerada o pólo da Homeopatia no estado”, define Analice.

A implantação do serviço de Homeopatia em Volta Redonda se deu em etapas. A primeira buscou convencer as autoridades locais sobre a sua importância. Para tanto foi elaborada uma proposta de mudança no modelo técnico-assistencial na rede municipal de saúde de Volta Redonda. Tomada a decisão política em favor da implantação da Homeopatia, foi realizado um concurso público para médicos e dentistas homeopatas. “Fomos uma das primeiras cidades no país a realizar concurso para esta especialidade”, lembra Analice. Feita a seleção, o trabalho de implantação se voltou para a sensibilização de todos os profissionais da saúde bem como dos pacientes para a importância da Homeopatia. Neste momento também houve a normatização das ações em prol da Homeopatia.

Num segundo momento, o objetivo da Secretaria de Saúde foi a implementação do serviço. Para tanto, os profissionais envolvidos empregaram seus esforços na consolidação do atendimento médico, na integração dos homeopatas às equipes de saúde, assim como na compreensão das formas de agir dos homeopatas pelos demais membros da equipe médica.
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A Homeopatia gera uma considerável economia para o município
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Ao concluir esta segunda fase, a secretaria passou a se dedicar à coleta de dados e informações específicas para avaliar os resultados da Homeopatia na rede pública. Agora, neste quarto momento da Homeopatia em Volta Redonda, a secretaria está direcionando as suas ações na divulgação e análise dos dados.
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Os medicamentos empregados no tratamento tem um custo reduzido
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A coordenadora do Grupo de Trabalho de Homeopatia de Volta Redonda – Fabíola Angelina Cesarina Martins – conta que os resultados encontrados nesta avaliação atenderam as expectativas, sobretudo, no que tange às propostas de mudanças do modelo técnico assistencial. “Esta análise já mostra que a adoção da Homeopatia resulta na redução dos gastos tanto na parte operacional, uma vez que o homeopata pede menos exames em função do tempo de consulta ser mais longo, quanto nas despesas com os remédios que por serem manipulados são mais baratos do que os alopáticos”, defende Fabíola. Além destes dois aspectos citados pela coordenadora do grupo, o tratamento homeopático a médio prazo leva as pessoas a adoecerem menos, uma vez que esta terapia trata do paciente como um todo e não apenas de uma doença isolada. Outro aspecto positivo na Homeopatia é que ela contribui para diminuir a necessidade de encaminhar o paciente para outras especialidades. Mas para a Secretaria de Saúde, a principal vantagem está na relação entre o profissional e o paciente. “O ganho de qualidade no atendimento, o vínculo desenvolvido entre profissionais da saúde e pacientes, estão entre as principais vantagens do tratamento homeopático”, aponta Analice. “O tratamento com um medicamento manipulado, também representa um diferencial desta especialidade, pois, com a manipulação cada paciente tem uma dosagem específica para as necessidades do seu organismo”, acrescenta. Segundo a secretária o único problema que o serviço da Homeopatia enfrenta é a falta de profissionais capacitados. “Contamos apenas com uma dentista homeopata e quatro médicos. Isto se constitui em uma barreira ao acesso da população de baixa renda ao serviço”, avalia. Conforme a secretária, das 3 mil pessoas cadastradas na fila de espera por uma consulta médica ou odontológica, 10% aguardam para serem atendidas por um profissional homeopata. “Ao mesmo tempo que esta demanda mostra que a Homeopatia vem conquistando credibilidade, este número também revela o problema da falta de profissionais especializados que dificulta, inclusive, a reunião de dados que comprovem que esta especialidade gera economia visto que o número de atendimentos na Homeopatia é pequeno em relação às outras especialidades”, conta.

Em Volta Redonda, das 3 mil pessoas
que estão na fila de espera por uma
consulta, 10% procuram homeopata

Enquanto não surge uma solução para o problema da falta de profissionais, a Secretaria Municipal de Saúde concentra seus esforços para alcançar mais uma meta: a gratuidade dos medicamentos aos pacientes de baixa renda.
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A falta de profissionais dificulta o acesso dos pacientes do SUS
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Mesmo sendo menor os custos dos medicamentos homeopáticos – geralmente entre 25% à 30% mais baratos que os alopáticos – a Secretaria de Saúde de Volta Redonda tem se esforçado para que os remédios sejam gratuitos para os pacientes de baixa renda. As duas farmácias de manipulação da cidade já fornecem de graça o medicamento para os pacientes sem condições de arcar com as despesas. Mas, para deixar de onerar as farmácias, a secretaria vem empregando todos os seus esforços na formalização de um convênio com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ, a fim de que os alunos do curso de farmácia produzam esse medicamento gratuitamente. “Desta forma os alunos ganham em aprendizado e os pacientes em saúde”, afirma a secretária que acredita que até o mês de março o acordo entre a UERJ e a secretaria seja assinado